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Preço do aluguel de escritórios bate recorde com volta ao presencial | G1

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    "title": "Aluguel de escritórios em São Paulo bate recorde: Preço médio por m² dispara com a volta ao presencial e expansão de empresas",
    "subtitle": "A demanda por espaços corporativos de alto padrão na capital paulista impulsiona os valores, que atingiram R$ 144,49 por m² no terceiro trimestre, refletindo a busca por ambientes estratégicos.",
    "content_html": "<h2>Retorno ao presencial e expansão impulsionam o preço do aluguel de escritórios em SP</h2><p>O mercado de aluguel de escritórios de alto padrão na cidade de São Paulo registrou um novo recorde no terceiro trimestre deste ano. A alta nos valores é um reflexo direto do crescente retorno das empresas ao trabalho presencial e da sua expansão, que têm gerado uma maior procura por espaços adequados na capital.</p><p>Essa movimentação intensa no setor imobiliário corporativo não apenas elevou os preços, mas também diminuiu significativamente a disponibilidade de imóveis, especialmente nas regiões mais valorizadas. As empresas buscam agora não apenas um local, mas um ambiente estratégico que atenda às novas dinâmicas de trabalho.</p><p>Os dados, divulgados pela consultoria imobiliária Binswanger Brazil, e conforme informações publicadas pelo g1, detalham a valorização e a dinâmica atual do mercado, que aponta para uma recuperação robusta após períodos de incerteza.</p><h3>Preço médio por m² alcança patamar histórico</h3><p>O preço médio do aluguel de <b>escritórios de alto padrão</b> atingiu a marca de <b>R$ 144,49 por metro quadrado</b> no terceiro trimestre de 2023 em São Paulo. Este valor representa um aumento considerável em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a média era de R$ 122,28 por metro quadrado, e de R$ 117 dois anos atrás.</p><p>A valorização é atribuída ao <b>aumento da procura</b>, impulsionada tanto pelo retorno gradual ao trabalho presencial quanto pela necessidade de empresas em crescimento de expandir suas operações. Esse cenário tem gerado uma competição maior pelos espaços, principalmente os que oferecem melhor infraestrutura e localização.</p><h3>Taxa de vacância em queda e a busca por edifícios 'Triple A'</h3><p>A demanda aquecida se manifesta também na queda da taxa de vacância, que mede a proporção de espaços comerciais desocupados. Segundo Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brazil, a taxa ficou em <b>12,9% no terceiro trimestre</b>, abaixo dos 15,5% registrados no mesmo período de 2022 e dos 20,8% de dois anos atrás.</p><p>“Isso significa que, especialmente nas regiões mais disputadas, as empresas encontram cada vez menos opções. É essa combinação de retomada da demanda e redução da oferta disponível que sustenta a valorização dos aluguéis”, afirma a executiva. A busca por edifícios “Triple A”, que se destacam pela localização, tecnologia e flexibilidade, também é um fator crucial.</p><p>Esses imóveis de alto padrão são vistos como um investimento estratégico pelas organizações. "O escritório deixou de ser apenas uma estrutura física para acomodar equipes e passou a ter um papel mais estratégico na forma como as organizações trabalham e se relacionam", explica Santos, destacando a mudança de percepção sobre o ambiente de trabalho.</p><h3>Potencial de valorização ainda existe, apesar do recorde</h3><p>Apesar dos valores recordes, Simone Santos ressalta que o <b>preço do aluguel de escritórios</b> ainda tem espaço para subir. A executiva argumenta que os preços atuais não foram suficientes para repor as perdas acumuladas pelo setor na última década, considerando a inflação.</p><p>“É uma recuperação relevante, mas precisamos olhar esses números em perspectiva. Se os aluguéis tivessem acompanhado o IPCA [inflação oficial do país] desde 2015, o preço médio hoje seria de R$ 209 por metro quadrado”, compara a sócia-diretora da Binswanger Brazil, indicando que a recuperação ainda não alcançou o patamar ideal.</p><h3>Novos empreendimentos e a expansão da valorização</h3><p>O mercado também viu um aumento significativo na oferta de novos escritórios de alto padrão. Três novos empreendimentos, Alto das Nações, Cyrela Oscar Freire e Franca, adicionaram <b>143 mil metros quadrados</b> ao estoque no terceiro trimestre, mais que o dobro em relação ao trimestre anterior.</p><p>Essa nova oferta foi acompanhada por uma maior ocupação, com a absorção líquida crescendo <b>4,8%</b> no trimestre, para 88 mil metros quadrados. A valorização, antes restrita a áreas como Faria Lima, Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, agora se espalha por outras regiões como Chucri Zaidan e Pinheiros.</p><p>“O interessante é que estamos observando a valorização se disseminar pela cidade. Não se trata mais de um movimento restrito aos endereços mais valorizados, mas de uma recuperação que começa a alcançar diferentes regiões”, conclui Simone Santos, apontando para um cenário de recuperação mais abrangente no <b>mercado de aluguel de escritórios</b> em São Paulo.</p>"
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