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Eleitores dos EUA Reprovam Gestão Econômica de Trump, Aponta Financial Times: Inflação e Crise no Irã Acendem Alerta para Republicanos nas Eleições de Meio de Mandato

Aprovação da Gestão Econômica de Trump Despenca nos EUA

A confiança dos eleitores americanos na gestão econômica de Trump está em declínio, conforme uma nova pesquisa do Financial Times. Fatores como a inflação elevada e o aumento do custo de vida são apontados como os principais motivos para essa insatisfação crescente.

A seis meses das cruciais eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o levantamento revela um cenário desafiador para o Partido Republicano. A desaprovação se estende por diversas áreas, indicando um desgaste significativo na popularidade do presidente.

Além das questões financeiras domésticas, os impactos da guerra no Irã também pesam na percepção pública, adicionando uma camada de complexidade à avaliação da gestão econômica de Trump, conforme informação divulgada pelo Financial Times neste domingo, 10 de maio.

Desaprovação Generalizada da Economia

A pesquisa, realizada pela empresa Focaldata entre os dias 1º e 5 de maio com 3.167 eleitores registrados, mostra que cerca de 58% dos entrevistados desaprovam a forma como Trump lida com a inflação e o custo de vida, hoje apontados como os principais problemas do país.

O resultado representa um alerta para o Partido Republicano. Além da inflação, mais da metade dos entrevistados também desaprova a atuação do presidente em áreas como emprego, economia em geral e política externa, de acordo com a análise publicada pelo jornal britânico.

Tarifas e Economia sob Pressão

As críticas à gestão econômica de Trump se estendem à política comercial da Casa Branca. Segundo o levantamento, 55% dos eleitores afirmam que as tarifas impostas pelo governo prejudicaram a economia dos Estados Unidos.

Apenas cerca de um quarto avalia que as medidas trouxeram benefícios, demonstrando uma percepção negativa sobre o impacto das decisões comerciais do governo.

A rejeição não se restringe a eleitores democratas. Independentes e até parte dos republicanos também demonstram insatisfação com a política tarifária, ainda que em menor grau, segundo o levantamento do Financial Times.

Crise no Oriente Médio Aumenta Desconfiança

A pesquisa foi realizada em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. Ataques aéreos conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, desencadearam uma escalada militar que já afeta o mercado global de petróleo.

O reflexo mais imediato foi sentido nos combustíveis. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos chegou a cerca de US$ 4,60 por galão. O valor é quase 50% acima do nível registrado antes da escalada do conflito, segundo o Financial Times.

Apesar disso, Trump afirma publicamente que os preços seguem “muito baixos”. A percepção dos eleitores, no entanto, é diferente: 54% desaprovam a condução do presidente na guerra contra o Irã, um dado que sublinha a fragilidade da gestão econômica de Trump.

Entre republicanos, cerca de 20% também demonstram insatisfação, indicando divisões dentro da própria base de apoio e um desafio adicional para a imagem do presidente.

Queda na Aprovação Geral e Cenário Eleitoral

O desgaste econômico e externo se reflete na avaliação geral do governo. De acordo com a pesquisa, 54% dos eleitores desaprovam o desempenho de Trump como presidente, enquanto 39% aprovam.

Entre eleitores independentes, grupo considerado decisivo nas eleições legislativas, a rejeição é ainda maior: mais de 58% têm avaliação negativa do presidente, um indicador crítico para o pleito.

A poucos meses das eleições de meio de mandato, o levantamento indica vantagem dos democratas na disputa pelo Congresso. Segundo o Financial Times, o partido aparece oito pontos à frente dos republicanos entre eleitores registrados.

Essa diferença aumenta entre independentes. Atualmente, os republicanos controlam a Câmara dos Representantes e o Senado. O desgaste econômico e a queda na popularidade do presidente podem, segundo a análise, abrir espaço para uma possível virada democrata nas eleições de novembro.

Procurada pelo Financial Times, a Casa Branca minimizou os resultados da pesquisa. Em nota, um porta-voz afirmou que medidas como cortes de impostos, desregulamentação e a política energética do governo mantêm a economia em uma “trajetória sólida”.

Segundo o governo, a expectativa é de que a redução das tensões no setor energético contribua para queda nos preços da gasolina, aumento dos salários reais e desaceleração da inflação, contrariando a percepção atual dos eleitores dos EUA sobre a gestão econômica de Trump.

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