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"title": "Agro brasileiro em Washington: Café, Mel e Pescado lutam contra novo tarifaço de Trump para evitar taxas de 25% nos EUA",
"subtitle": "Representantes do setor agro brasileiro buscam diálogo em audiências cruciais nos EUA para proteger exportações e empregos.",
"content_html": "<h2>Representantes do setor agro brasileiro buscam diálogo em audiências cruciais nos EUA para proteger exportações e empregos.</h2><p>Delegados de importantes setores do <b>agro brasileiro</b> estão em Washington, nos Estados Unidos, participando de audiências públicas cruciais. O objetivo é tentar barrar uma nova rodada de tarifas proposta por Donald Trump, que ameaça impor uma sobretaxa de 25% a produtos brasileiros. Esta iniciativa visa proteger a competitividade e o fluxo de mercadorias do Brasil no concorrido mercado americano.</p><p>Os setores de <b>café solúvel</b>, <b>pescados</b> e <b>mel</b> são os principais alvos desta ofensiva. Embora não representem os maiores volumes de exportação para os EUA, a inclusão desses itens na proposta de tarifaço de Trump é vista como uma estratégia para ampliar o poder de negociação americano em outras frentes comerciais e diplomáticas.</p><p>Especialistas avaliam que, assim como em negociações anteriores, há espaço para o <b>Brasil</b> dialogar e tentar reverter a ameaça tarifária. O contexto é de uma negociação mais ampla, envolvendo temas como minerais críticos, terras raras, PIX e grandes empresas de tecnologia, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Mel vai mostrar que os EUA não têm como substituir o Brasil</h3><p>O setor de <b>mel brasileiro</b> está em peso na defesa, representado por importadores americanos, pela Associação Brasileira de Exportadores de Mel e pela Lambertucci Trade Solution. A argumentação central é que os Estados Unidos dependem fortemente do mel do Brasil, especialmente o orgânico, para suprir sua demanda interna.</p><p>Cerca de 83% do <b>mel orgânico</b> importado pelos EUA é brasileiro, e 75% do mel convencional também tem origem no Brasil. A defesa enfatiza que a apicultura americana foca mais na polinização e no mel convencional, sem competir com o mel orgânico brasileiro, que possui condições ideais de produção no país.</p><p>A imposição de tarifas pode causar um <b>aumento de preços</b> e até a falta de mel orgânico nas prateleiras americanas, já que não há produção doméstica suficiente para substituir a oferta brasileira em curto prazo. A conversão para produção orgânica leva, no mínimo, um ano, o que inviabiliza uma substituição rápida.</p><p>Joelma Lambertucci de Brito, diretora da Lambertucci Trade Solution, revelou ao g1 que há um grande desconhecimento por parte do governo americano sobre a importância do <b>mel brasileiro</b>. Ela ouviu frases como: "eu consumo esse mel todo dia e não sabia que vinha do Brasil", o que reforça a necessidade de um trabalho contínuo de lobby e divulgação.</p><h3>Café solúvel mira impacto sobre preços e empregos</h3><p>Entre os cafés, o <b>solúvel</b> foi o único que ficou fora da lista de isenções do tarifaço, enquanto o café em grão, torrado e moído estão protegidos. A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), com apoio da BMJ Consultores Associados, lidera a defesa do setor.</p><p>Os EUA produzem apenas 6% do café solúvel que consomem, importando a maior parte, principalmente do Brasil e do México. Em 2024, antes da ameaça tarifária, o <b>Brasil</b> foi responsável por 37% de todo o café solúvel importado pelos americanos, evidenciando a dependência do mercado.</p><p>As tarifas podem elevar o preço do <b>café solúvel</b> para o consumidor americano, impactando a inflação. Além disso, a agregação de valor do café solúvel, como o envase e a distribuição, é feita nos EUA, gerando empregos. Tarifas prejudicariam essa cadeia de valor e a economia local.</p><p>Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Abics, considera as tarifas sobre o <b>café solúvel</b> ilógicas, pois o Brasil não compete com os americanos neste setor. Ele também destaca a curiosidade de o café solúvel aromatizado ter sido isento, enquanto a versão tradicional não, sugerindo uma possível falha na classificação dos códigos ou uma tentativa de reindustrialização do setor, um processo que levaria anos para ser concretizado.</p><h3>Pescados destacam sustentabilidade e segurança alimentar</h3><p>A defesa do <b>pescado brasileiro</b> está nas mãos da National Fisheries Institute (NFI), a maior associação de pescados dos EUA. Caso as novas taxas sejam aplicadas, o setor pode ser tarifado em 37,5% no mercado americano, um impacto significativo para o <b>agro brasileiro</b>.</p><p>Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), explica que a argumentação deve reforçar pontos já apresentados no ano passado, quando o setor enfrentou tarifas de 50%. A tilápia é um exemplo chave, pois os EUA dependem das importações para abastecer seu mercado, e o Brasil não compete com a produção local.</p><p>O <b>Brasil</b> é um fornecedor estratégico e de segurança para os EUA, que buscam reduzir a forte dependência da China para a tilápia. A defesa também ressaltará que a produção brasileira segue padrões sanitários, trabalhistas e ambientais internacionais, sem trabalho infantil ou escravo.</p><p>A pesca brasileira, predominantemente artesanal e realizada por pequenas embarcações familiares, apresenta um baixo impacto ambiental em comparação com a pesca industrial em larga escala. Em depoimento ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR), Bob DeHaan, diretor jurídico da NFI, alertou que as tarifas pressionariam a inflação para os consumidores americanos, pois os estoques pesqueiros dos EUA já são explorados no limite sustentável e não há substitutos domésticos suficientes.</p>"
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