O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, conhecido como IPVA, é um dos tributos mais importantes para proprietários de veículos no país. Com a chegada de 2026, a atenção se volta para os calendários de pagamento, as alíquotas e as possibilidades de descontos e isenções.
Este tributo, obrigatório para a maioria dos automóveis em circulação, possui regras que variam significativamente de um estado para outro e também no Distrito Federal, exigindo que cada motorista fique atento às particularidades de sua região.
Para facilitar o planejamento dos contribuintes, o g1 preparou um guia detalhado, com informações sobre o IPVA 2026, abrangendo desde o cálculo até as recentes mudanças nas isenções.
Como o IPVA é calculado e o que muda em 2026?
O IPVA, criado em 1985 para substituir a antiga Taxa Rodoviária Única (TRU), tem seu cálculo baseado em dois fatores principais: a alíquota definida por cada estado e o valor venal do veículo, disponível na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
As alíquotas podem chegar a até 4% do valor do automóvel. Conforme o g1, se um Volkswagen Polo 1.0 200 TSI Comfortline, modelo 2018, custa R$ 69.574, um IPVA com alíquota de 4% resultaria em R$ 2.782,96. Para o mesmo modelo, porém de 2022, o valor subiria para R$ 3.468,60, refletindo a depreciação do veículo.
É importante ressaltar que o valor do IPVA tende a ser maior para veículos mais novos e diminui progressivamente com o passar dos anos, acompanhando a desvalorização do bem. Uma picape Fiat Strada Trekking 1.6 Flex CD, lançada em 2013, por exemplo, teria o IPVA 2026 calculado em R$ 2.169,80, segundo os dados apresentados.
Para onde vai o dinheiro do IPVA e sua importância para o cidadão?
Muitos contribuintes se perguntam sobre o destino do valor pago no IPVA. Este imposto tem uma distribuição tripartite, com um impacto direto em diferentes esferas governamentais e na educação pública, conforme detalhado pelo g1.
Do total arrecadado com o IPVA 2026, a divisão é a seguinte: 40% é destinado ao governo estadual, 40% para o governo municipal e os 20% restantes são direcionados ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Esta última parcela representa uma fonte crucial para o financiamento de projetos educacionais.
Ao contrário de sua predecessora, a TRU, que tinha destino específico para rodovias, o uso do IPVA pelos governos estaduais e municipais não está mais restrito à manutenção de estradas. Atualmente, cada ente federativo pode alocar esses recursos conforme suas prioridades, como saúde, infraestrutura ou segurança pública.
Em 2025, por exemplo, o estado de São Paulo utilizou grande parte do IPVA para financiar obras de infraestrutura e melhorar a oferta de serviços públicos essenciais, como saúde e educação, demonstrando a flexibilidade na aplicação desses fundos.
Isenção do IPVA: Novas Regras e Quem Tem Direito em Cada Estado
A obrigatoriedade do pagamento do IPVA possui exceções, e uma mudança significativa foi promulgada em dezembro de 2025. O Congresso Nacional aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que isenta veículos fabricados há mais de 20 anos do pagamento do imposto.
Esta medida visa padronizar a regra de isenção em todo o país, beneficiando até 7,7 milhões de veículos e eliminando as disparidades anteriores entre os estados. Antes da PEC, Santa Catarina só isentava carros com 30 anos de fabricação, e Pernambuco não oferecia isenção baseada na idade do veículo.
Além da isenção por idade, diversos estados oferecem outras categorias de isenção para o IPVA 2026. Conforme o g1, entre os beneficiados estão taxistas, ônibus, motocicletas de baixa cilindrada, pessoas com deficiência e, em alguns locais, automóveis elétricos ou híbridos, incentivando tecnologias mais limpas.
Em São Paulo, a frota de veículos no final de 2025 contava com 30,1 milhões de automóveis. Deste total, 19,2 milhões estavam sujeitos ao IPVA, enquanto 9,9 milhões já eram isentos por terem mais de 20 anos de fabricação. Adicionalmente, 1 milhão de veículos, como os de taxistas e pessoas com deficiência, também são isentos no estado.
As regras de isenção em São Paulo, por exemplo, incluem: automóveis com pelo menos 20 anos de fabricação, motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas, pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental, e veículos híbridos movidos a etanol ou flex, além dos que utilizam hidrogênio como combustível, com custo de até R$ 250 mil.
Outras categorias isentas no estado de São Paulo são automóveis registrados em igrejas e entidades sem fins lucrativos, veículos oficiais, taxistas, e ônibus e micro-ônibus urbanos. É crucial que o contribuinte consulte as normas específicas de seu estado para o IPVA 2026 para verificar se possui direito a alguma dessas isenções.
