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Hapvida Surpreende: Reajuste de Planos Individuais Pode Atingir 8,7% em 2026, Alertando o Mercado

Hapvida: Aumento Expressivo nos Planos Individuais em 2026?

O mercado de saúde suplementar está em alerta com as novas projeções do Bradesco BBI sobre os reajustes de planos de saúde individuais da Hapvida. A estimativa para o aumento de preços em 2026 foi significativamente elevada, saindo de 5,2% para impressionantes 8,7%, um cenário que já impacta as ações da operadora, que registraram alta de mais de 4% em um único dia.

Essa revisão substancial reflete uma análise aprofundada dos custos por usuário e da dinâmica do setor. A Hapvida, juntamente com a Notre Dame Intermédica, é apontada como um dos principais motores desse ajuste, devido a um aumento de custos médicos por beneficiário que supera consideravelmente a média do mercado.

As informações divulgadas pelo InfoMoney indicam que, enquanto o restante do mercado de planos de saúde viu um aumento médio de 7,8%, e a Amil chegou a registrar queda de 4%, a Hapvida e a Notre Dame Intermédica tiveram um impacto de 3,8 pontos percentuais no aumento total de 8,7%. Isso se deve, em grande parte, a um crescimento de custos médicos por usuário de 40% e 37%, respectivamente.

Custos Médicos e Reclassificação de Despesas no Radar

Um dos fatores cruciais por trás desse reajuste é a reclassificação de despesas em custos, que inclui a judicialização. Importante notar que essa medida não prevê ajuste retroativo para 2024, mas impacta diretamente os cálculos futuros. O Bradesco BBI destaca que os planos individuais e de afinidade foram mais afetados por esse aumento de custos do que os planos corporativos.

Para a Hapvida, esse reajuste de 8,7% é visto como positivo, considerando que os planos individuais representam cerca de 25% da receita total da empresa. A expectativa é que essa elevação de preços ajude a compensar o crescimento da inflação médica, que nos primeiros nove meses de 2025 acumulou 6,5%, e acelere o crescimento da receita da operadora através de estratégias de precificação.

Envelhecimento da Base de Beneficiários e Fórmula de Reajuste

O aumento dos custos médicos por usuário tem sido uma tendência preocupante, com um crescimento de 13,2% nos primeiros nove meses de 2025, superando os 9,4% de 2024 e os 10,2% de 2023. Um fator que contribui para essa escalada é o envelhecimento da base de beneficiários, que eleva a participação de pessoas mais velhas e, consequentemente, os custos associados aos cuidados com a saúde.

A fórmula de reajuste utilizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) considera 80% da variação média dos custos médicos por usuário de planos individuais nos dois anos anteriores, com ajustes por ganhos de eficiência e envelhecimento. Os 20% restantes são compostos pelo IPCA ajustado do ano anterior, excluindo planos médicos. Essa complexa equação, somada aos aumentos de custos observados, aponta para um cenário de reajustes mais altos em 2026.

Impacto no Mercado e Perspectivas para a Hapvida

A forte alta das ações da Hapvida, que já haviam subido mais de 5% na sexta-feira anterior à divulgação da notícia, demonstra a reação positiva do mercado à perspectiva de um reajuste mais expressivo. A notícia, divulgada pelo InfoMoney, aponta para um futuro promissor para a operadora, que poderá fortalecer sua receita e sua posição financeira diante dos desafios impostos pelo aumento dos custos médicos e pela inflação.

A revisão do Bradesco BBI sugere um ambiente mais favorável para a Hapvida em 2026, com o potencial de mitigar os efeitos do aumento de custos e da inflação médica. A capacidade da empresa de gerenciar esses fatores será crucial para sua performance futura e para a satisfação de seus beneficiários.

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