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Greve Geral na Argentina: Sindicatos Anunciam Paralisação Nacional Contra a Polêmica Reforma Trabalhista de Milei Após Aprovação no Senado

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) convoca uma greve geral de 24 horas, intensificando a tensão com o governo Milei sobre a polêmica reforma trabalhista.

A Argentina se prepara para uma nova onda de protestos contra as medidas do governo Javier Milei. A maior central sindical do país, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou uma greve geral de 24 horas, marcando uma escalada no embate contra a controversa reforma trabalhista proposta pelo presidente.

A decisão da CGT vem logo após a aprovação do texto no Senado, na madrugada da última quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, por 42 votos a 30. Agora, a proposta aguarda análise e votação na Câmara dos Deputados, onde ainda pode sofrer alterações significativas.

A paralisação nacional, que não incluirá atos nas ruas, mas sim a interrupção das atividades, começará assim que a Câmara iniciar o debate da proposta, previsto para antes do fim de fevereiro. Essa informação foi divulgada pelo g1.

Entenda os Pontos Chave da Reforma Trabalhista de Milei

A reforma trabalhista de Javier Milei é considerada uma das maiores mudanças na legislação argentina em décadas, revisando regras que, em sua maioria, datam dos anos 1970. O pacote de medidas visa a estabilização macroeconômica e o estímulo ao emprego e investimento no país.

Entre as principais alterações, o texto aprovado no Senado propõe a flexibilização de contratos de trabalho, a modificação de regras relativas a férias e jornada de trabalho, e a facilitação de demissões. Além disso, a proposta impõe novos limites ao direito de greve.

Especialistas ouvidos pelo g1 indicam que a reforma é bastante ampla, reunindo dezenas de artigos. O governo argentino tem a expectativa de que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, data da abertura das sessões ordinárias do Congresso por Milei.

Tensão Social e Confrontos Marcam o Debate

A votação da reforma trabalhista no Senado foi precedida por um clima de forte tensão política e social. Na quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, manifestantes contrários às medidas entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires, evidenciando a polarização que o tema gera.

Sindicatos e partidos de oposição têm alertado para a fragilização de direitos históricos dos trabalhadores argentinos, caso a proposta seja implementada. A Confederação Geral do Trabalho (CGT), ao convocar a greve geral, reafirma essa preocupação e busca pressionar o legislativo.

A convocação da greve geral aumenta ainda mais a tensão entre o governo Milei e as centrais sindicais, que possuem uma influência política considerável na Argentina. A paralisação será um teste da capacidade de mobilização dos sindicatos e da resiliência do governo em avançar com suas reformas.

O Impacto da Greve Geral e os Próximos Passos

A greve geral de 24 horas, embora sem manifestações de rua, busca gerar um impacto significativo ao interromper as atividades em todo o país. A estratégia da CGT é usar a paralisação como um forte sinal de descontentamento e resistência à agenda de reformas do presidente Javier Milei.

O cenário político na Argentina permanece incerto, com a reforma trabalhista ainda dependendo da aprovação final na Câmara dos Deputados. A pressão dos sindicatos e a possibilidade de novas mobilizações podem influenciar o debate e o resultado da votação, moldando o futuro das relações de trabalho no país.

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