Os consumidores americanos estão sentindo o peso no bolso com a gasolina subindo 30% nos EUA. O preço do combustível nos Estados Unidos registrou um aumento significativo, gerando preocupação e reações políticas intensas.
Essa elevação drástica tem levado o ex-presidente Donald Trump a cobrar publicamente as grandes petroleiras, buscando explicações e soluções para a crise. A situação reflete uma complexa dinâmica do mercado energético global e a estrutura do setor.
Para compreender os motivos por trás dessa alta da gasolina e as razões pelas quais o Brasil é impactado de forma diferente, é preciso analisar a estrutura da cadeia de combustíveis em ambos os países, conforme informações divulgadas pelo G1.
Por que a gasolina subiu tanto nos EUA?
A cadeia de combustíveis nos Estados Unidos é caracterizada por sua fragmentação. Ela é formada por diversas empresas privadas, cada uma responsável por uma etapa específica do processo, como produção, refino, distribuição e revenda.
Essa pulverização de responsabilidades reduz significativamente a capacidade de coordenação do governo sobre todo o setor. A falta de controle centralizado contribui para que as oscilações do mercado internacional de petróleo sejam repassadas de forma mais direta e rápida ao consumidor final.
As Diferenças na Estrutura do Mercado entre EUA e Brasil
Assim como os EUA, o Brasil também acompanha as oscilações do mercado internacional de petróleo. No entanto, a diferença fundamental reside na forma como a cadeia de combustíveis é organizada internamente, o que gera impactos distintos.
No Brasil, a Petrobras ainda concentra uma parcela significativa da produção de petróleo e da capacidade de refino. Essa integração entre as etapas da cadeia de combustíveis garante uma maior sinergia no processo.
Como a Petrobras Amortece os Impactos no Brasil
Segundo a análise de Castro, essa característica da estrutura brasileira, com a integração entre produção e refino, permite amortecer parte dos impactos imediatos das oscilações internacionais. Isso não significa que os preços domésticos não sejam influenciados pelo mercado externo.
No entanto, o repasse da alta da gasolina pode ocorrer de uma forma diferente do observado nos Estados Unidos. A fonte esclarece que “A integração entre produção e refino permite amortecer parte dos impactos das oscilações internacionais. Isso não significa que o Brasil fique imune às altas do petróleo, mas o repasse pode ocorrer de forma diferente do observado nos Estados Unidos.”
Nos EUA, por outro lado, a cadeia de combustíveis é mais pulverizada. Empresas distintas atuam em cada etapa, desde a extração até a venda. Essa divisão limita a capacidade de coordenação do governo sobre o setor, o que pode agravar a percepção de que a gasolina sobe 30% nos EUA de maneira descontrolada.
