O que o brasileiro mais valoriza no emprego? Uma nova pesquisa revela que a busca por um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, um salário competitivo e a flexibilidade são as principais prioridades para os trabalhadores no país. Além disso, a capacitação, especialmente em Inteligência Artificial, desponta como um diferencial essencial para a carreira.
Esses dados são parte do estudo Workmonitor 2025, que ouviu cerca de 755 brasileiros e oferece um panorama detalhado sobre as expectativas e demandas do mercado de trabalho nacional. As descobertas apontam para um profissional cada vez mais consciente de suas necessidades e proativo em seu desenvolvimento.
As empresas que desejam atrair e reter talentos precisam estar atentas a essas tendências. Ignorar o que o brasileiro mais valoriza no emprego pode custar caro em um cenário competitivo, conforme informações divulgadas pelo G1 sobre o estudo.
Equilíbrio, Salário e Ética: As Bases do Emprego Ideal
Para o trabalhador brasileiro, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é um fator crucial. Este desejo reflete uma mudança de mentalidade, onde a qualidade de vida se torna tão importante quanto o sucesso na carreira. A busca por horários flexíveis e um ambiente que respeite a individualidade do profissional são cada vez mais evidentes.
Um salário competitivo continua sendo um pilar fundamental, afinal, a remuneração justa é um reconhecimento do esforço e da qualificação. Contudo, ele vem acompanhado da exigência por coerência ética por parte das empresas, mostrando que valores corporativos alinhados aos pessoais são importantes para o brasileiro mais valoriza no emprego.
A flexibilidade no ambiente de trabalho, seja em horários ou modelos híbridos, também se destaca. Esta adaptação às necessidades individuais contribui significativamente para a satisfação e produtividade dos profissionais, impactando diretamente o que o brasileiro mais valoriza no emprego.
Capacitação Contínua e o Boom da Inteligência Artificial
O estudo Workmonitor 2025 revela um grande interesse do trabalhador brasileiro em oportunidades de capacitação. Nos últimos seis meses, 41% dos profissionais notaram um aumento nas ofertas de treinamento de seus empregadores, um índice superior à média global de 34%.
Quando o assunto é aprendizado, a Inteligência Artificial (IA) lidera o interesse, com 27% dos entrevistados buscando conhecimento nesta área, superando a média mundial de 23%. A alfabetização tecnológica e TI aparece em segundo lugar, com 17%, seguida por gestão e liderança (8%), diversidade e inclusão (7%) e bem-estar e mindfulness (5%).
Esses dados sublinham que o brasileiro está não apenas atento às rápidas transformações tecnológicas, mas também proativo em seu próprio desenvolvimento. As empresas que investem em programas de treinamento e qualificação, especialmente em IA, ganham um diferencial competitivo na atração de talentos, alinhando-se ao que o brasileiro mais valoriza no emprego.
Proatividade do Trabalhador e Responsabilidade Empresarial
A pesquisa reforça que o trabalhador brasileiro é exigente quanto ao próprio desenvolvimento e busca ativamente por oportunidades de crescimento. Essa proatividade coloca uma pressão maior sobre as empresas para que ofereçam não apenas um bom pacote de benefícios, mas também um plano de carreira claro e acesso a novas habilidades.
Cerca de 19% dos entrevistados acreditam que a responsabilidade pela capacitação deve ser da empresa, uma proporção menor que a média global de 27%. Isso indica que, embora haja uma expectativa de suporte, muitos profissionais estão dispostos a buscar seu próprio aprimoramento, desde que as oportunidades existam.
Para as organizações, entender essa dinâmica é fundamental para criar um ambiente de trabalho que favoreça o desenvolvimento contínuo e mantenha os colaboradores engajados, atendendo às expectativas do que o brasileiro mais valoriza no emprego.
Metodologia Abrangente para um Panorama Representativo
A amostra brasileira do Workmonitor 2025 foi composta por 755 trabalhadores, abrangendo diversas formas de vínculo profissional. Foram incluídos empregados registrados pela CLT, contratos temporários, prestadores de serviço, profissionais autônomos, e até mesmo pessoas desempregadas no momento da pesquisa.
A diversidade da amostra é um ponto forte do estudo, que contemplou trabalhadores com contrato fixo (71,4%), contrato por tempo determinado (6,75%), temporários (1,45%), on call (5,56%), trabalho por demanda (2,25%) e autônomos (9,93%).
Além disso, a pesquisa incluiu profissionais de diferentes setores da economia, como saúde, hospitalidade, agricultura, bens de consumo e energia, e categorizou os entrevistados por tipo de ocupação: white collar (56,2%), grey collar (19,1%) e blue collar (24,7%). Essa abrangência garante que o relatório apresente um panorama detalhado e representativo do que o brasileiro mais valoriza no emprego.
