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Coreia do Sul negocia com EUA por termos favoráveis em tarifas sobre chips para proteger gigantes da tecnologia

Seul se movimenta para garantir que empresas como Samsung e SK Hynix não sejam prejudicadas, citando acordo comercial anterior com Washington

A Coreia do Sul anunciou que buscará ativamente termos mais vantajosos para as recentes tarifas sobre chips de memória impostas pelos Estados Unidos.

O objetivo principal é salvaguardar suas gigantes da tecnologia, como Samsung Electronics e SK Hynix, garantindo que não enfrentem desvantagens competitivas no mercado global.

Essa movimentação estratégica visa proteger a indústria sul-coreana de semicondutores e se baseia em um acordo comercial prévio entre os dois países, conforme informações divulgadas pelo g1.

Coreia do Sul busca tratamento justo para evitar desvantagens

Um porta-voz do gabinete presidencial sul-coreano confirmou neste domingo, 18 de fevereiro, a intenção de negociar condições favoráveis para as tarifas sobre chips.

A declaração, feita durante uma coletiva de imprensa televisionada, reforça a postura proativa de Seul diante das novas medidas americanas.

No ano passado, um documento técnico conjunto sobre o acordo comercial entre Coreia do Sul e EUA já estabelecia que o país asiático não deveria receber tratamento desfavorável em relação às tarifas sobre chips importados.

Essa condição era crucial para garantir que a Coreia do Sul não fosse prejudicada em comparação com seus concorrentes-chave no mercado global, especialmente frente à proclamação do governo Trump que impõe tarifas sobre chips de inteligência artificial.

Análise inicial sobre o impacto das novas tarifas

Apesar da preocupação, o ministro do Comércio da Coreia do Sul havia afirmado, no sábado anterior, 17 de fevereiro, que as tarifas dos EUA sobre alguns chips avançados de computação teriam um impacto limitado sobre as empresas sul-coreanas.

Essa avaliação inicial, contudo, não impede a busca por termos mais benéficos, dada a importância do setor para a economia do país.

Empresas como a Samsung Electronics e a SK Hynix são líderes globais na produção de chips de memória, e qualquer alteração tarifária pode ter implicações significativas para sua competitividade internacional.

Relembrando o acordo comercial entre Washington e Seul

Em outubro de 2025, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Washington e Seul haviam finalizado um acordo comercial.

A declaração impulsionou a valorização do won frente ao dólar, sinalizando a redução de incertezas que pesavam sobre a economia sul-coreana, fortemente dependente do comércio exterior.

Trump chegou a declarar: “Nós conseguimos, conseguimos. Chegamos a um acordo”, antes de um jantar com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung, reforçando mais tarde que o pacto estava “praticamente concluído”.

Segundo Kim Yong-beom, assessor do presidente sul-coreano na época, o acordo previa a redução das tarifas aplicadas por ambos os países aos automóveis para 15%.

Além disso, o pacote incluía um plano de investimentos sul-coreanos de US$ 350 bilhões nos EUA.

Desse total, US$ 200 bilhões seriam em aportes diretos, e os outros US$ 150 bilhões seriam destinados à cooperação no setor de construção naval, um pilar importante da economia sul-coreana.

Sem esse acordo, montadoras e siderúrgicas sul-coreanas estariam sujeitas a tarifas de 25%, o que as colocaria em desvantagem em relação a concorrentes japoneses, que passaram a pagar 15% após um acordo entre Tóquio e Washington.

Apesar do anúncio de um acordo, autoridades sul-coreanas daquele período indicaram que ainda existiam divergências significativas sobre a parte financeira do pacote de investimentos de US$ 350 bilhões.

Seul, por exemplo, buscava reduzir o montante de aportes diretos ao ampliar a participação de empréstimos e garantias, conforme reportado pela agência de notícias Reuters.

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