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Conflito no Oriente Médio escala com EUA e Israel atacando Irã, elevando temor de crise global e disparada do petróleo: Entenda os riscos econômicos

Escalada de ataques a Teerã após morte de aiatolá Khamenei eleva alerta no mercado de energia, com petróleo a US$ 90 e riscos para a economia mundial.

O Oriente Médio vive um momento de máxima tensão com a intensificação do conflito entre EUA, Israel e Irã. Novos e violentos ataques a Teerã, capital iraniana, sacudiram a região, gerando preocupação global sobre suas consequências.

Ações militares conjuntas dos Estados Unidos e de Israel visam o “coração de Teerã”, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmando que seu país mobiliza “toda a força de seu Exército” para garantir sua “existência e futuro”.

Este cenário de escalada militar tem reflexos diretos na economia global, especialmente nos mercados de energia, prometendo uma forte pressão sobre os preços e impactos que podem ser sentidos em diversas nações, conforme informações divulgadas pelo g1.

Ataques a Teerã intensificam o conflito no Oriente Médio

Duas fortes explosões atingiram Teerã na noite de domingo, 1º de março de 2026, fazendo prédios tremerem a quilômetros de distância. Esses episódios ocorreram no segundo dia de ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, marcando uma fase mais agressiva do confronto.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter aceitado conversar com os novos líderes iranianos. Contudo, no mesmo dia, ataques de Teerã resultaram na morte de ao menos três soldados americanos e nove civis israelenses, demonstrando a complexidade da situação.

A escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã ocorre após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras figuras centrais do governo iraniano. Apesar disso, Estados Unidos e Israel indicam que não pretendem reduzir a pressão militar, enquanto o Irã responde em diferentes pontos do Oriente Médio.

Mercado de energia em alerta máximo: Petróleo e Gás sob pressão

A tensão crescente afeta diretamente o mercado de energia, com especialistas prevendo uma alta significativa nos preços do petróleo. Segundo Amena Bakr, especialista da Kpler, o preço do barril pode subir para entre US$ 85 e US$ 90 já nesta segunda-feira, um salto considerável em relação aos US$ 72 de sexta-feira.

O agravamento do conflito no Oriente Médio coloca em risco o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Embora a passagem não esteja oficialmente fechada, o custo dos seguros subiu drasticamente e grandes empresas de navegação suspenderam viagens pela rota.

De acordo com a Rystad Energy, mesmo com caminhos alternativos, a redução no fornecimento global pode variar entre 8 milhões e 10 milhões de barris por dia. Essa diminuição na oferta terá um impacto direto na disponibilidade e nos preços do petróleo no mercado internacional.

O preço do gás natural também tende a subir, já que o Catar, um dos principais exportadores, pode ser afetado pela crise. A última vez que o petróleo superou US$ 100 foi no início da guerra na Ucrânia, quando o gás também aumentou e contribuiu para a alta da inflação global, um cenário que pode se repetir.

Reflexos na economia global e cenário político

Donald Trump minimizou o impacto da alta dos combustíveis em entrevista à Fox News, afirmando não estar preocupado. Ele justificou os ataques dizendo que, sem eles, o Irã teria uma arma nuclear “em menos de duas semanas”, defendendo a intervenção militar.

Analistas avaliam, porém, que o aumento do petróleo pode trazer desgaste político ao presidente, que prometeu combustíveis mais baratos antes das eleições legislativas. Michelle Brouhard, também da Kpler, afirma que o Irã pode tentar manter os preços elevados para pressionar Washington e influenciar o cenário político americano.

Para Eric Dor, professor da IESEG School of Management, um período prolongado de preços elevados pode gerar um “efeito recessivo”, com impacto sobre combustíveis, energia, transporte marítimo e companhias aéreas. Esse cenário de inflação global pode frear o crescimento econômico em diversas regiões.

Enquanto empresas do setor de defesa podem se beneficiar nas bolsas de valores, áreas como transporte, turismo e logística tendem a registrar perdas significativas. O conflito entre EUA, Israel e Irã, portanto, redesenha o mapa econômico e geopolítico mundial, exigindo atenção constante dos mercados e governos.

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