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Brasil em Alerta: PIB, Fed, China e Escândalos Marcam Segunda-Feira de Destaques Econômicos e Políticos

Mercado Aguarda Indicadores Chave e Repercute Notícias Internacionais e Domésticas

A segunda-feira, 15 de dezembro, promete ser movimentada para os investidores, com a divulgação de indicadores econômicos cruciais no Brasil e no exterior. A atenção se volta para a prévia do PIB brasileiro, dados da economia chinesa e declarações de membros do Federal Reserve, além de desdobramentos políticos que podem impactar os ativos.

No cenário nacional, o dia começa cedo com a divulgação do **IBC-Br**, um termômetro importante para o Produto Interno Bruto (PIB). As projeções indicam uma possível **retração de 0,3% em outubro** na comparação mensal, o que exige cautela do mercado.

Ainda no Brasil, a FGV apresenta o IGP-10 de dezembro, com expectativa de alta de 0,12%, e a Sondagem do Mercado de Trabalho referente a novembro. O **Relatório Focus**, com as estimativas do mercado para inflação, juros, câmbio e crescimento econômico, será divulgado pelo Banco Central às 8h25, fornecendo um panorama das expectativas dos economistas.

A tarde trará os dados da balança comercial semanal, divulgados pela Secex. No âmbito internacional, a produção industrial da Zona do Euro em outubro e o Índice Empire Manufacturing dos Estados Unidos em dezembro são os destaques.

Desempenho da China Abaixo do Esperado e Cenário Externo

Na China, os dados de novembro vieram abaixo das expectativas, com as **vendas no varejo subindo 1,3%** em relação ao ano anterior, bem abaixo da projeção de 2,8% e desacelerando em relação ao mês anterior. A produção industrial também apresentou crescimento modesto de 4,8%, aquém dos 5% esperados.

Esses números podem gerar repercussões nos mercados globais, dada a importância da economia chinesa. A expectativa é que os investidores fiquem atentos a qualquer sinal de desaceleração que possa afetar a demanda global por commodities, um fator crucial para economias emergentes como a brasileira.

Federal Reserve e a Política Monetária nos EUA

O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, após cortar a taxa de juros em 25 pontos-base para a faixa entre 3,50% e 3,75%, continua no radar. A probabilidade de **manutenção dos juros em janeiro** é alta, segundo a ferramenta CME FedWatch, mas qualquer sinalização sobre os próximos passos da política monetária americana será crucial para os mercados globais.

O comentário de Kevin Hassett, um dos cotados para liderar o Fed, de que as opiniões do presidente teriam peso, mas que os membros do comitê poderiam rejeitá-las, sugere uma possível autonomia da instituição em suas decisões de política monetária, um ponto de atenção para os investidores.

Brasil em Foco: Selic, Renúncias e Notícias Políticas

No Brasil, a ata do último encontro do Copom e o Relatório de Política Monetária, com entrevista do presidente do BC, Gabriel Galípolo, serão divulgados nesta semana. Após a manutenção da Selic em 15%, esses eventos são vistos como fundamentais para entender os próximos passos da política monetária brasileira.

A notícia da remoção do nome do ministro Alexandre de Moraes da lista de sanções dos EUA sob a Lei Magnitsky é um capítulo importante na **reaproximação entre Brasil e EUA**, que pode trazer reflexos positivos para as relações comerciais. A Azul (AZUL4) também recebeu aprovação para reestruturação de dívida nos EUA, um alívio para a companhia aérea.

O cenário político brasileiro também esteve agitado com a renúncia da deputada Carla Zambelli e manifestações contra o PL da Dosimetria. O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por exames que indicam a necessidade de cirurgia para tratar hérnias inguinais.

Agenda Presidencial e Destaques Internacionais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda oficial em Brasília, participando da inauguração da nova sede da ApexBrasil e reunindo-se com autoridades. No exterior, os Estados Unidos parabenizaram José Antonio Kast pela vitória no Chile, indicando confiança em prioridades compartilhadas. Na Ucrânia, o presidente Zelenskiy sinalizou a renúncia da ambição de ingressar na Otan em troca de garantias de segurança para encerrar o conflito com a Rússia.

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