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Bilhões de refeições ao redor do mundo estão em risco por causa da guerra no Irã, diz presidente de empresa de fertilizantes | G1

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"title": "Guerra no Irã: Crise de Fertilzantes Ameaça Bilhões de Refeições Globais e Dispara Preços de Alimentos, Alerta CEO da Yara",
"subtitle": "O conflito no Golfo, que afeta o estreito de Ormuz, eleva o risco de escassez de fertilizantes, podendo reduzir drasticamente a produção agrícola e provocar uma disputa global por comida, com impacto severo nas nações mais vulneráveis.",
"content_html": "<h2>Crise de Fertilizantes Ameaça Bilhões de Refeições e Dispara Preços de Alimentos no Mundo</h2><p>A instabilidade geopolítica no Irã e seus arredores está gerando uma preocupação global alarmante, com o potencial de afetar o prato de bilhões de pessoas. A interrupção no fornecimento de <b>fertilizantes</b>, um insumo vital para a agricultura, pode custar ao mundo até 10 bilhões de refeições por semana.</p><p>Este cenário, já classificado como grave, ameaça desestabilizar a segurança alimentar, especialmente em países em desenvolvimento, onde a vulnerabilidade é maior. A crise aponta para um futuro de preços elevados e menor disponibilidade de alimentos.</p><p>O alerta vem de Svein Tore Holsether, executivo-chefe da Yara, uma das maiores produtoras de fertilizantes do planeta, conforme informação divulgada pelo G1.</p><h3>O Alerta Global da Yara: 10 Bilhões de Refeições em Risco</h3><p>Svein Tore Holsether, CEO da Yara, comunicou à BBC que as hostilidades no Golfo, responsáveis pelo bloqueio do transporte marítimo no estratégico estreito de Ormuz, estão colocando em xeque a produção global de alimentos. A dependência do mundo em relação a esta rota para o transporte de <b>fertilizantes</b> e seus ingredientes é imensa.</p><p>A consequência direta é uma <b>redução na produtividade das safras</b>, resultado do menor uso de fertilizantes. Holsether alertou para uma possível e acirrada disputa por alimentos. Ele pediu aos países europeus que considerem com atenção o impacto de uma guerra de preços sobre os "mais vulneráveis" em outras nações.</p><p>A paralisação da produção de até meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado no mundo é um fato. Holsether estima que "até 10 bilhões de refeições deixarão de ser produzidas a cada semana como resultado da falta de fertilizantes".</p><h3>Impactos Diretos e Indiretos na Produção Agrícola Mundial</h3><p>A ausência de fertilizante nitrogenado pode <b>reduzir a produtividade das safras</b> de algumas culturas em até 50% já na primeira colheita, segundo Holsether. Ele ressaltou que o mercado de fertilizantes é global, e os principais destinos afetados seriam Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina, onde o impacto seria sentido de forma mais imediata.</p><p>Regiões onde já existe subfertilização, como diversos países da África Subsaariana, poderiam sofrer um impacto ainda mais severo na produção agrícola, com "quedas significativas" na produtividade. As épocas de plantio variam globalmente, e enquanto o Reino Unido está em alta temporada, agricultores na Ásia apenas começam.</p><p>Analistas preveem que as consequências da escassez de fertilizantes na Ásia só se manifestarão nos preços dos alimentos no final do ano. Isso ocorrerá quando as colheitas, que deveriam ter sido plantadas na primavera, apresentarem volumes menores ou simplesmente não existirem.</p><h3>A Escalada dos Custos e a Disputa por Alimentos</h3><p>Agricultores em todo o mundo enfrentam uma série de desafios crescentes. Os preços que eles podem cobrar pelos alimentos produzidos ainda não se ajustaram para cobrir as contas mais altas que estão enfrentando. "Eles enfrentam custos de energia mais altos, o diesel para trator está aumentando, outros insumos para os agricultores estão aumentando, o custo do fertilizante está aumentando, mas ainda assim os preços das safras ainda não aumentaram na mesma medida", explicou Holsether.</p><p>De acordo com as Nações Unidas, cerca de um terço dos <b>fertilizantes</b> mundiais, incluindo ureia, potássio, amônia e fosfatos, geralmente transitam pelo estreito de Ormuz. O preço do fertilizante já aumentou 80% desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.</p><p>A continuidade do conflito pode desencadear uma disputa acirrada por alimentos entre nações mais ricas e mais pobres, acrescentou Holsether. Ele questiona: "Se há uma disputa por alimentos e uma que a Europa é robusta o suficiente para lidar, o que precisamos ter em mente na Europa é: nessa situação, de quem estamos tirando comida ao comprarmos?"</p><h3>Consequências Humanitárias e Econômicas da Crise</h3><p>Holsether enfatiza que, em um cenário de disputa por alimentos, "as pessoas mais vulneráveis pagam o preço mais alto por isso, em nações em desenvolvimento que não podem se dar ao luxo de acompanhar". Esta situação teria implicações diretas na "<b>acessibilidade dos alimentos, na escassez de alimentos e na fome</b>".</p><p>No Reino Unido, a Federação de Alimentos e Bebidas previu que a inflação de alimentos poderia atingir 10% em dezembro. O Banco da Inglaterra, por sua vez, projeta que a inflação dos preços dos alimentos pode subir para 4,6% em setembro e continuar aumentando no final do ano.</p><p>O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que as consequências combinadas do conflito no Oriente Médio poderiam levar mais 45 milhões de pessoas à fome aguda em 2026. Na Ásia e no Pacífico, a insegurança alimentar deve aumentar em 24%, o maior aumento relativo entre todas as regiões do globo, evidenciando a urgência da situação.</p>"
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