ANAC quer atualizar a Resolução nº 400, buscando uniformizar as normas e reduzir a judicialização no setor aéreo do Brasil.
A Agência Nacional de Aviação Civil, ANAC, está empenhada em implementar mudanças significativas para o setor aéreo brasileiro. O objetivo principal é diminuir o alarmante número de ações judiciais que afetam passageiros e companhias aéreas no país.
A iniciativa visa uma revisão e atualização da Resolução nº 400, que é a base dos direitos e deveres tanto dos viajantes quanto das empresas. A agência busca trazer mais clareza e uniformidade na aplicação dessas regras.
Este movimento é crucial, visto que o Brasil detém o título de país com a maior concentração de ações judiciais no setor aéreo global, conforme informações divulgadas pelo g1.
O Desafio da Judicialização no Setor Aéreo Brasileiro
O volume expressivo de processos judiciais no setor aéreo do Brasil tem gerado preocupação. Essa alta taxa de judicialização impacta diretamente a operação das companhias e, em última instância, a experiência dos passageiros.
A falta de clareza em algumas normas pode levar a interpretações diversas, resultando em conflitos que escalam para o âmbito judicial. É um ciclo que a ANAC busca interromper com esta nova proposta.
A Proposta da ANAC: Revisão da Resolução nº 400
A essência da proposta da ANAC reside na atualização da Resolução nº 400. Esta resolução é fundamental, pois estabelece as diretrizes sobre os direitos e os deveres que regem a relação entre passageiros e companhias aéreas.
A ideia é que as novas regras sejam mais específicas e detalhadas, eliminando ambiguidades e promovendo uma aplicação mais uniforme em todo o território nacional. Isso é esperado para diminuir a necessidade de intervenção judicial.
Benefícios Esperados para Passageiros e Companhias
Com regras mais claras e padronizadas, espera-se que os passageiros se sintam mais seguros e informados sobre seus direitos. Isso pode levar a uma redução de desentendimentos e, consequentemente, de ações judiciais.
Para as companhias aéreas, a uniformidade na aplicação das normas trará maior previsibilidade e segurança jurídica. Este cenário pode otimizar as operações e reduzir os custos associados à litigância constante no setor aéreo.
