Com a arrecadação federal em alta e recordes de impostos, entenda as medidas do governo para desonerar a população e estimular a economia.
O peso dos impostos é uma realidade constante para os brasileiros, que sentem no dia a dia o impacto da alta carga tributária sobre o consumo e a renda. Em um cenário de arrecadação federal crescente, atingindo em 2025 o maior valor em 31 anos, a discussão sobre como aliviar esse fardo se torna ainda mais urgente.
A carga tributária brasileira bateu recorde histórico em 2024, alcançando o nível mais elevado em mais de duas décadas, o que intensifica a busca por soluções eficazes. Essas medidas visam não apenas reduzir o custo para o cidadão, mas também simplificar o sistema e impulsionar o desenvolvimento econômico.
Diante desse panorama, o governo tem apresentado propostas significativas para tentar desonerar a população e estimular a economia, incluindo mecanismos como o cashback tributário e a reforma do Imposto de Renda, conforme informações divulgadas pelo G1.
Cashback Tributário: Devolvendo Parte do Imposto
Uma das alternativas mais promissoras para aliviar o peso dos impostos no bolso da população é o cashback tributário. Este mecanismo inovador prevê a devolução de parte dos tributos pagos no consumo diretamente às famílias de baixa renda, oferecendo uma sensação de retribuição pelo que é pago, explica o professor da UnB, Roberto Piscitelli.
O cashback, previsto na reforma tributária e com início programado para 2027, funcionará por meio da devolução direta de uma parcela do imposto pago. Geralmente, o benefício estará vinculado ao CPF do consumidor e será integrado a programas sociais já existentes, facilitando o acesso para quem mais precisa.
A professora Bianca Xavier enfatiza que o cashback é uma forma justa de desonerar quem precisa. Segundo ela, “o benefício não tem a ver com o produto que você está comprando, mas com quem está comprando”, o que direciona o auxílio de forma mais equitativa e eficiente.
Além de focar na devolução de impostos, a reforma tributária busca simplificar o complexo modelo de cobrança no Brasil. A unificação de impostos sobre consumo, já aprovada pelo Congresso, deverá baratear os custos das empresas, com implementação gradual nos próximos anos, impactando positivamente toda a cadeia produtiva.
Reforma do Imposto de Renda: Mais Dinheiro no Bolso dos Trabalhadores
Outra medida crucial para aliviar o impacto dos tributos é a reforma do Imposto de Renda (IR). Desde o início do ano, a isenção total do IR passou a valer para quem recebe até R$ 5 mil por mês, beneficiando milhões de brasileiros com um alívio significativo na sua renda.
Adicionalmente, uma redução gradual do imposto foi implementada para rendas de até R$ 7.350, ampliando o alcance das mudanças. As projeções do Ministério da Fazenda indicam que mais de 10 milhões de brasileiros ficarão totalmente isentos com a aplicação dessa nova regra.
Para compensar a perda de arrecadação gerada pela isenção, o governo instituiu um imposto mínimo de até 10% para pessoas com renda anual acima de R$ 600 mil. Além disso, passou a tributar dividendos acima de R$ 50 mil por mês, afetando cerca de 141 mil contribuintes, segundo dados do governo.
Dividendos são a parcela do lucro das empresas distribuída aos acionistas, e a tributação visa equilibrar a balança fiscal. A expectativa do governo com a reforma do Imposto de Renda é estimular a movimentação da economia, pois com parte da renda livre do IR, os contribuintes tendem a direcionar esses recursos para consumo, investimentos ou outros gastos, impulsionando diversos setores.
