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"title": "Europa desacelera contratações, acendendo alerta para o futuro do trabalho e a ascensão da IA nos empregos",
"subtitle": "A incerteza econômica e o avanço da Inteligência Artificial transformam o mercado europeu, mudando a dinâmica de emprego e a busca por talentos.",
"content_html": "<h2>A incerteza econômica e o avanço da Inteligência Artificial transformam o mercado europeu, mudando a dinâmica de emprego e a busca por talentos.</h2><p>O cenário do mercado de trabalho na Europa passa por uma transformação significativa. Após um período de intensa movimentação, conhecido como <b>"Grande Demissão"</b>, a região agora enfrenta a <b>"Grande Hesitação"</b>, um momento de maior cautela tanto para empresas quanto para trabalhadores.</p><p>Essa nova fase é marcada por menos contratações e uma desaceleração no crescimento do emprego, impulsionada por pressões econômicas e o crescente impacto da Inteligência Artificial. A mudança acende um alerta sobre as tendências que moldarão o futuro do trabalho no continente.</p><p>As informações foram divulgadas pela Deutsche Welle e repercutidas pelo G1, destacando um panorama complexo para os próximos anos.</p><h3>O Fim da "Grande Demissão" e a Ascensão da "Grande Hesitação"</h3><p>Durante e após a pandemia de covid-19, os trabalhadores europeus desfrutaram de uma rara vantagem sobre seus empregadores. Programas de licenças remuneradas e redução de jornada auxiliaram as empresas, e o trabalho remoto se tornou uma opção.</p><p>Nesse período, a onda da <b>"Grande Demissão"</b>, onde muitos deixavam seus empregos voluntariamente, refletiu uma escassez global de mão de obra que impulsionou a demanda por talentos. O esgotamento profissional também deu origem à "demissão silenciosa", com funcionários buscando um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.</p><p>Uma pesquisa de 2022 da consultoria McKinsey revelou que um terço dos trabalhadores europeus considerava deixar o emprego no período de três a seis meses, um número impressionante para uma região com rotatividade tradicionalmente baixa, conforme Angelika Reich, consultora de liderança da Spencer Stuart, afirmou à DW.</p><p>Contudo, essa tendência se reverteu rapidamente. O setor industrial europeu está sob pressão, com a alta salarial em desaceleração e a ameaça da Inteligência Artificial (IA) substituindo o trabalho humano. Reich observa que o mercado de trabalho europeu "esfriou", com menos vagas e um clima econômico mais difícil, tornando os funcionários mais cautelosos em relação a mudar de emprego.</p><h3>Desaceleração no Crescimento do Emprego na Zona do Euro</h3><p>Apesar de permanecer resiliente, o mercado de trabalho da zona do euro, composta por 21 países, deverá crescer mais lentamente este ano, a 0,6%, em comparação com 0,7% em 2025, segundo o Banco Central Europeu (BCE).</p><p>Embora essa queda possa parecer pequena, cada diferença de 0,1 ponto percentual representa em torno de <b>163 mil novos empregos a menos</b> criados. Há apenas três anos, a zona do euro gerou cerca de 2,76 milhões de novos empregos, crescendo a uma taxa robusta de 1,7%.</p><p>A migração também desempenhou um papel importante na oferta de mão de obra na Europa, ajudando a aliviar a escassez de trabalhadores e a apoiar o crescimento do emprego em muitos países. No entanto, a migração líquida está atualmente se estabilizando ou diminuindo, impactando ainda mais o cenário de <b>contratações</b>.</p><h3>Desafios Regionais e Setoriais na Europa</h3><p>Na Alemanha, mais de uma em cada três empresas planeja cortar empregos este ano, de acordo com o think tank econômico IW, com sede em Colônia. Na França, o Banco da França espera que o desemprego suba para 7,8%, enquanto no Reino Unido, economistas preveem um aumento para até 5,5%.</p><p>O enfraquecimento do mercado de trabalho deu origem a novos termos, como a <b>"Grande Hesitação"</b>, que se refere à cautela das empresas em contratar e dos trabalhadores em pedir demissão. Outro termo é o "career cushioning", que é o preparo discreto de um plano B contra instabilidades no mercado.</p><p>Em toda a Europa, porém, o panorama geral está longe de ser sombrio. A Espanha, beneficiada por um boom turístico pós-pandemia, deverá ter mais um ano de crescimento do emprego, assim como Luxemburgo, Irlanda, Croácia, Portugal e Grécia, conforme o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional.</p><p>Mesmo em países com crescimento mais fraco, ainda existem focos de forte demanda por trabalhadores. Julian Stahl, especialista em mercado de trabalho da Xing, afirmou à DW que "o que parecia uma escassez generalizada de trabalhadores durante a Grande Demissão virou algo mais específico a determinados setores", com carências em varejo, saúde, logística, engenharia e funções altamente especializadas.</p><p>A base industrial da Alemanha foi a mais afetada pelas perdas de empregos, particularmente nos setores automotivo, de máquinas, metalúrgico e têxtil. Altos custos de energia, fraca demanda por exportações e forte concorrência da China eliminaram mais de <b>120 mil postos de trabalho</b>, segundo dados do governo.</p><p>Essas mesmas pressões afetam fabricantes na França, Itália e Polônia, levando o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria da zona do euro a cair para 48,8 em dezembro. Leituras abaixo de 50,0 indicam contração na atividade. Stahl acrescenta que "a maioria das empresas tenta manter o nível ou encolher ligeiramente em vez de crescer", mas as <b>contratações</b> não pararam completamente.</p><p>Manchetes negativas sobre cortes de empregos na indústria parecem estar causando danos à reputação dos setores mais valorizados da Europa. Bettina Schaller Bossert, presidente da World Employment Confederation, disse à DW que "muitos jovens recém-formados acreditam que não há futuro no setor automotivo", mesmo com novas oportunidades.</p><h3>A Inteligência Artificial e o Futuro do Trabalho</h3><p>A Europa vem implementando a IA mais lentamente do que os Estados Unidos e a China, devido a investimentos menores e regulamentações mais rigorosas. No entanto, isso não diminuiu os temores dos funcionários de que a automação poderá substituir rapidamente os humanos, levantando questões sobre o <b>futuro do trabalho</b>.</p><p>Um estudo da gigante de consultoria EY, publicado em julho, constatou que um quarto dos trabalhadores europeus teme que a IA possa colocar seus empregos em risco, enquanto 74% acreditam que as empresas precisarão de um quadro de funcionários menor como resultado da tecnologia.</p><p>Em novembro, o Instituto de Pesquisa de Emprego (IAB) projetou que <b>1,6 milhão de empregos</b> somente na Alemanha poderiam ser remodelados ou perdidos para a IA até 2040. A Agência Federal do Trabalho prevê que cargos altamente qualificados serão desproporcionalmente afetados, embora o setor de tecnologia possa criar cerca de 110 mil novos empregos.</p><p>Enzo Webe, chefe do departamento de previsões do IAB, afirmou no relatório que a IA levaria a uma "transformação" do mercado de trabalho, mas não a uma oferta menor. Outras previsões variam desde o surgimento de um "precariado da IA", populações sem propósito e identidade social, até visões mais otimistas.</p><p>John Springford, especialista em mercado de trabalho do Centro para a Reforma Europeia, disse à DW que "muitas tarefas árduas podem ser transferidas para a IA para liberar mão de obra humana", mas "há um bom motivo para acreditar que o trabalho profissional e intelectual não diminuirá".</p><p>Anthony Klotz, professor do University College London que cunhou o termo "A Grande Demissão", argumenta em seu livro "Jolted" que pedir demissão tem menos a ver com insatisfação a longo prazo e mais com momentos repentinos de clareza. Para muitos trabalhadores europeus, o rápido avanço da IA pode se tornar exatamente esse tipo de abalo, um catalisador que os incentive a agir preventivamente, antes que a automação transforme seus papéis e o <b>futuro do trabalho</b>.</p>"
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A mudança acende um alerta sobre as tendências que moldarão o futuro do trabalho no continente.</p><p>As informações foram divulgadas pela Deutsche Welle e repercutidas pelo G1, destacando um panorama complexo para os próximos anos.</p><h3>O Fim da "Grande Demissão" e a Ascensão da "Grande Hesitação"</h3><p>Durante e após a pandemia de covid-19, os trabalhadores europeus desfrutaram de uma rara vantagem sobre seus empregadores. Programas de licenças remuneradas e redução de jornada auxiliaram as empresas, e o trabalho remoto se tornou uma opção.</p><p>Nesse período, a onda da <b>"Grande Demissão"</b>, onde muitos deixavam seus empregos voluntariamente, refletiu uma escassez global de mão de obra que impulsionou a demanda por talentos. O esgotamento profissional também deu origem à "demissão silenciosa", com funcionários buscando um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.</p><p>Uma pesquisa de 2022 da consultoria McKinsey revelou que um terço dos trabalhadores europeus considerava deixar o emprego no período de três a seis meses, um número impressionante para uma região com rotatividade tradicionalmente baixa, conforme Angelika Reich, consultora de liderança da Spencer Stuart, afirmou à DW.</p><p>Contudo, essa tendência se reverteu rapidamente. O setor industrial europeu está sob pressão, com a alta salarial em desaceleração e a ameaça da Inteligência Artificial (IA) substituindo o trabalho humano. Reich observa que o mercado de trabalho europeu "esfriou", com menos vagas e um clima econômico mais difícil, tornando os funcionários mais cautelosos em relação a mudar de emprego.</p><h3>Desaceleração no Crescimento do Emprego na Zona do Euro</h3><p>Apesar de permanecer resiliente, o mercado de trabalho da zona do euro, composta por 21 países, deverá crescer mais lentamente este ano, a 0,6%, em comparação com 0,7% em 2025, segundo o Banco Central Europeu (BCE).</p><p>Embora essa queda possa parecer pequena, cada diferença de 0,1 ponto percentual representa em torno de <b>163 mil novos empregos a menos</b> criados. Há apenas três anos, a zona do euro gerou cerca de 2,76 milhões de novos empregos, crescendo a uma taxa robusta de 1,7%.</p><p>A migração também desempenhou um papel importante na oferta de mão de obra na Europa, ajudando a aliviar a escassez de trabalhadores e a apoiar o crescimento do emprego em muitos países. No entanto, a migração líquida está atualmente se estabilizando ou diminuindo, impactando ainda mais o cenário de <b>contratações</b>.</p><h3>Desafios Regionais e Setoriais na Europa</h3><p>Na Alemanha, mais de uma em cada três empresas planeja cortar empregos este ano, de acordo com o think tank econômico IW, com sede em Colônia. Na França, o Banco da França espera que o desemprego suba para 7,8%, enquanto no Reino Unido, economistas preveem um aumento para até 5,5%.</p><p>O enfraquecimento do mercado de trabalho deu origem a novos termos, como a <b>"Grande Hesitação"</b>, que se refere à cautela das empresas em contratar e dos trabalhadores em pedir demissão. Outro termo é o "career cushioning", que é o preparo discreto de um plano B contra instabilidades no mercado.</p><p>Em toda a Europa, porém, o panorama geral está longe de ser sombrio. A Espanha, beneficiada por um boom turístico pós-pandemia, deverá ter mais um ano de crescimento do emprego, assim como Luxemburgo, Irlanda, Croácia, Portugal e Grécia, conforme o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional.</p><p>Mesmo em países com crescimento mais fraco, ainda existem focos de forte demanda por trabalhadores. Julian Stahl, especialista em mercado de trabalho da Xing, afirmou à DW que "o que parecia uma escassez generalizada de trabalhadores durante a Grande Demissão virou algo mais específico a determinados setores", com carências em varejo, saúde, logística, engenharia e funções altamente especializadas.</p><p>A base industrial da Alemanha foi a mais afetada pelas perdas de empregos, particularmente nos setores automotivo, de máquinas, metalúrgico e têxtil. Altos custos de energia, fraca demanda por exportações e forte concorrência da China eliminaram mais de <b>120 mil postos de trabalho</b>, segundo dados do governo.</p><p>Essas mesmas pressões afetam fabricantes na França, Itália e Polônia, levando o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria da zona do euro a cair para 48,8 em dezembro. Leituras abaixo de 50,0 indicam contração na atividade. Stahl acrescenta que "a maioria das empresas tenta manter o nível ou encolher ligeiramente em vez de crescer", mas as <b>contratações</b> não pararam completamente.</p><p>Manchetes negativas sobre cortes de empregos na indústria parecem estar causando danos à reputação dos setores mais valorizados da Europa. Bettina Schaller Bossert, presidente da World Employment Confederation, disse à DW que "muitos jovens recém-formados acreditam que não há futuro no setor automotivo", mesmo com novas oportunidades.</p><h3>A Inteligência Artificial e o Futuro do Trabalho</h3><p>A Europa vem implementando a IA mais lentamente do que os Estados Unidos e a China, devido a investimentos menores e regulamentações mais rigorosas. No entanto, isso não diminuiu os temores dos funcionários de que a automação poderá substituir rapidamente os humanos, levantando questões sobre o <b>futuro do trabalho</b>.</p><p>Um estudo da gigante de consultoria EY, publicado em julho, constatou que um quarto dos trabalhadores europeus teme que a IA possa colocar seus empregos em risco, enquanto 74% acreditam que as empresas precisarão de um quadro de funcionários menor como resultado da tecnologia.</p><p>Em novembro, o Instituto de Pesquisa de Emprego (IAB) projetou que <b>1,6 milhão de empregos</b> somente na Alemanha poderiam ser remodelados ou perdidos para a IA até 2040. A Agência Federal do Trabalho prevê que cargos altamente qualificados serão desproporcionalmente afetados, embora o setor de tecnologia possa criar cerca de 110 mil novos empregos.</p><p>Enzo Webe, chefe do departamento de previsões do IAB, afirmou no relatório que a IA levaria a uma "transformação" do mercado de trabalho, mas não a uma oferta menor. Outras previsões variam desde o surgimento de um "precariado da IA", populações sem propósito e identidade social, até visões mais otimistas.</p><p>John Springford, especialista em mercado de trabalho do Centro para a Reforma Europeia, disse à DW que "muitas tarefas árduas podem ser transferidas para a IA para liberar mão de obra humana", mas "há um bom motivo para acreditar que o trabalho profissional e intelectual não diminuirá".</p><p>Anthony Klotz, professor do University College London que cunhou o termo "A Grande Demissão", argumenta em seu livro "Jolted" que pedir demissão tem menos a ver com insatisfação a longo prazo e mais com momentos repentinos de clareza. Para muitos trabalhadores europeus, o rápido avanço da IA pode se tornar exatamente esse tipo de abalo, um catalisador que os incentive a agir preventivamente, antes que a automação transforme seus papéis e o <b>futuro do trabalho</b>.</p>"
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