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"title": "Descubra os <b>preços que mais caíram e subiram em 2025</b> no Brasil, entenda por que a inflação surpreendeu e como seu bolso foi impactado",
"subtitle": "Acompanhe a reviravolta econômica que levou a alimentos mais baratos e serviços mais caros, impactando diretamente o poder de compra dos brasileiros.",
"content_html": "<h2>Acompanhe a reviravolta econômica que levou a alimentos mais baratos e serviços mais caros, impactando diretamente o poder de compra dos brasileiros.</h2><p>A trajetória da inflação em 2025 no Brasil contrariou a maior parte das projeções pessimistas feitas pelo mercado financeiro desde o início do ano, trazendo um cenário de surpresas para a economia nacional.</p><p>Fatores como safras agrícolas mais robustas do que o esperado e a ausência de eventos climáticos severos contribuíram significativamente para a contenção dos preços, especialmente no setor de alimentos.</p><p>Além disso, a valorização do real frente ao dólar, as políticas comerciais dos Estados Unidos e o patamar dos juros no Brasil também foram cruciais para segurar a inflação, conforme informações divulgadas pelo G1.</p><h3>A Surpreendente Trajetória da Inflação em 2025</h3><p>No final de 2024, o cenário econômico era de grande pessimismo, com projeções que indicavam uma inflação próxima de 4,99% e o dólar em R$ 6, segundo o primeiro Boletim Focus de 2025. O mercado temia que o Banco Central não conseguisse controlar o ritmo inflacionário e estava apreensivo com as novas políticas comerciais de Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos.</p><p>André Braz, coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), descreveu o período como um "clima bem pessimista para os indicadores econômicos". No entanto, a realidade de 2025 trouxe "coisas boas aconteceram", como ele mesmo pontuou.</p><p>Um levantamento realizado pelo economista sênior da 4Intelligence, Fabio Romão, revelou uma queda nas projeções de inflação ao longo do ano. O subgrupo "alimentação no domicílio", por exemplo, que começou o ano com uma projeção de alta de 5,8% e chegou a 7% no meio do ano, agora tem uma estimativa de 2,3% para 2025.</p><p>Essa moderação foi impulsionada por boas safras e um aumento na oferta doméstica de proteínas, inclusive devido à gripe aviária que, temporariamente, elevou a disponibilidade de produtos, barateando os preços. A valorização do real e as políticas de juros também foram fundamentais nessa contenção.</p><h3>Os Preços que Mais Caíram em 2025</h3><p>Um estudo do FGV Ibre, a pedido do G1, mostrou que a metade dos dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação pertence ao grupo de alimentos. Entre os destaques estão a <b>laranja-pera, com queda de 27,21%</b>, a <b>batata-inglesa, que recuou 26,57%</b>, e o <b>arroz, com baixa de 24,24%</b>.</p><p>André Braz explicou que esses produtos registraram uma queda média de 16,9% entre janeiro e novembro, um alívio significativo para o custo da cesta básica e para as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior de seu orçamento à alimentação. A análise foi feita com base na variação acumulada do IPCA-15.</p><p>Outro segmento que apresentou recuo foi o de bens duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos, com uma queda média de 3,5% no período. Braz ressaltou que juros mais altos encarecem o crédito, diminuem a demanda por itens de maior valor e incentivam as empresas a oferecerem descontos para girar seus estoques.</p><h3>Serviços e Café Impulsionam a Alta</h3><p>Enquanto alguns preços caíam, outros subiam, principalmente os serviços livres e os preços monitorados, que foram os maiores responsáveis pela inflação acumulada até novembro, conforme o levantamento da FGV. O comportamento do mercado de trabalho é a principal explicação para esse movimento.</p><p>Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a taxa de desemprego fechou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. André Braz destacou que, com o mercado de trabalho aquecido, a demanda por serviços se mantém firme, dificultando uma desaceleração mais rápida dos preços.</p><p>Seis dos dez itens com maior contribuição positiva para a inflação são serviços livres, incluindo <b>aluguel residencial, refeição, lanche, ensino fundamental, empregado doméstico e condomínio</b>. Juntos, esses serviços representam 15,8% do orçamento doméstico e tiveram uma inflação média de 6,2% entre janeiro e novembro de 2025, superando a meta de 3% do Banco Central.</p><p>Um caso à parte é o <b>café, que registrou uma alta de 43,27%</b> no ano até novembro. Braz explicou que esse aumento é resultado de um choque de oferta, diretamente ligado à safra, ao clima e ao câmbio, e não às condições de crédito domésticas.</p><h3>Inflação Dentro da Meta, Mas o Alívio Ainda Não Chegou ao Bolso</h3><p>A expectativa é que a inflação brasileira encerre 2025 dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, de 4,50%, uma desaceleração em relação aos 4,83% observados em 2024. Contudo, muitos brasileiros ainda sentem o peso dos preços no orçamento.</p><p>Essa percepção, segundo especialistas, está ligada ao forte aumento dos preços dos alimentos nos últimos anos. André Braz apontou que o preço da alimentação em domicílio acumulou uma variação muito maior do que a inflação média entre 2020 e 2025, o que reduziu significativamente o poder de compra das famílias.</p><p>Para 2026, um ano eleitoral, há incertezas sobre o impacto de medidas de transferência de renda na economia. No entanto, as expectativas são positivas, com os agentes acreditando no compromisso do Banco Central com a meta de inflação, mas com a necessidade de atenção a desafios como o cenário político e as condições climáticas.</p><p>Fabio Romão indica perspectivas de boas safras e algum alívio nos preços do café, com a curva do petróleo apontando espaço confortável para reajustes. Ele prevê um IPCA semelhante ao de 2025, mas reforça a importância de acompanhar os desdobramentos ao longo do próximo ano.</p>"
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"title": "Descubra os <b>preços que mais caíram e subiram em 2025</b> no Brasil, entenda por que a inflação surpreendeu e como seu bolso foi impactado",
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"content_html": "<h2>Acompanhe a reviravolta econômica que levou a alimentos mais baratos e serviços mais caros, impactando diretamente o poder de compra dos brasileiros.</h2><p>A trajetória da inflação em 2025 no Brasil contrariou a maior parte das projeções pessimistas feitas pelo mercado financeiro desde o início do ano, trazendo um cenário de surpresas para a economia nacional.</p><p>Fatores como safras agrícolas mais robustas do que o esperado e a ausência de eventos climáticos severos contribuíram significativamente para a contenção dos preços, especialmente no setor de alimentos.</p><p>Além disso, a valorização do real frente ao dólar, as políticas comerciais dos Estados Unidos e o patamar dos juros no Brasil também foram cruciais para segurar a inflação, conforme informações divulgadas pelo G1.</p><h3>A Surpreendente Trajetória da Inflação em 2025</h3><p>No final de 2024, o cenário econômico era de grande pessimismo, com projeções que indicavam uma inflação próxima de 4,99% e o dólar em R$ 6, segundo o primeiro Boletim Focus de 2025. O mercado temia que o Banco Central não conseguisse controlar o ritmo inflacionário e estava apreensivo com as novas políticas comerciais de Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos.</p><p>André Braz, coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), descreveu o período como um "clima bem pessimista para os indicadores econômicos". No entanto, a realidade de 2025 trouxe "coisas boas aconteceram", como ele mesmo pontuou.</p><p>Um levantamento realizado pelo economista sênior da 4Intelligence, Fabio Romão, revelou uma queda nas projeções de inflação ao longo do ano. O subgrupo "alimentação no domicílio", por exemplo, que começou o ano com uma projeção de alta de 5,8% e chegou a 7% no meio do ano, agora tem uma estimativa de 2,3% para 2025.</p><p>Essa moderação foi impulsionada por boas safras e um aumento na oferta doméstica de proteínas, inclusive devido à gripe aviária que, temporariamente, elevou a disponibilidade de produtos, barateando os preços. A valorização do real e as políticas de juros também foram fundamentais nessa contenção.</p><h3>Os Preços que Mais Caíram em 2025</h3><p>Um estudo do FGV Ibre, a pedido do G1, mostrou que a metade dos dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação pertence ao grupo de alimentos. Entre os destaques estão a <b>laranja-pera, com queda de 27,21%</b>, a <b>batata-inglesa, que recuou 26,57%</b>, e o <b>arroz, com baixa de 24,24%</b>.</p><p>André Braz explicou que esses produtos registraram uma queda média de 16,9% entre janeiro e novembro, um alívio significativo para o custo da cesta básica e para as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior de seu orçamento à alimentação. A análise foi feita com base na variação acumulada do IPCA-15.</p><p>Outro segmento que apresentou recuo foi o de bens duráveis, como eletrodomésticos e eletrônicos, com uma queda média de 3,5% no período. Braz ressaltou que juros mais altos encarecem o crédito, diminuem a demanda por itens de maior valor e incentivam as empresas a oferecerem descontos para girar seus estoques.</p><h3>Serviços e Café Impulsionam a Alta</h3><p>Enquanto alguns preços caíam, outros subiam, principalmente os serviços livres e os preços monitorados, que foram os maiores responsáveis pela inflação acumulada até novembro, conforme o levantamento da FGV. O comportamento do mercado de trabalho é a principal explicação para esse movimento.</p><p>Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a taxa de desemprego fechou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. André Braz destacou que, com o mercado de trabalho aquecido, a demanda por serviços se mantém firme, dificultando uma desaceleração mais rápida dos preços.</p><p>Seis dos dez itens com maior contribuição positiva para a inflação são serviços livres, incluindo <b>aluguel residencial, refeição, lanche, ensino fundamental, empregado doméstico e condomínio</b>. Juntos, esses serviços representam 15,8% do orçamento doméstico e tiveram uma inflação média de 6,2% entre janeiro e novembro de 2025, superando a meta de 3% do Banco Central.</p><p>Um caso à parte é o <b>café, que registrou uma alta de 43,27%</b> no ano até novembro. Braz explicou que esse aumento é resultado de um choque de oferta, diretamente ligado à safra, ao clima e ao câmbio, e não às condições de crédito domésticas.</p><h3>Inflação Dentro da Meta, Mas o Alívio Ainda Não Chegou ao Bolso</h3><p>A expectativa é que a inflação brasileira encerre 2025 dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, de 4,50%, uma desaceleração em relação aos 4,83% observados em 2024. Contudo, muitos brasileiros ainda sentem o peso dos preços no orçamento.</p><p>Essa percepção, segundo especialistas, está ligada ao forte aumento dos preços dos alimentos nos últimos anos. André Braz apontou que o preço da alimentação em domicílio acumulou uma variação muito maior do que a inflação média entre 2020 e 2025, o que reduziu significativamente o poder de compra das famílias.</p><p>Para 2026, um ano eleitoral, há incertezas sobre o impacto de medidas de transferência de renda na economia. No entanto, as expectativas são positivas, com os agentes acreditando no compromisso do Banco Central com a meta de inflação, mas com a necessidade de atenção a desafios como o cenário político e as condições climáticas.</p><p>Fabio Romão indica perspectivas de boas safras e algum alívio nos preços do café, com a curva do petróleo apontando espaço confortável para reajustes. Ele prevê um IPCA semelhante ao de 2025, mas reforça a importância de acompanhar os desdobramentos ao longo do próximo ano.</p>"
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