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Ata do Copom, Emprego e Varejo nos EUA: Mercado em Alerta com Dados Cruciais e Futuro da Selic

Mercados de olho nos indicadores econômicos dos EUA e na ata do Copom

A terça-feira promete ser agitada para os investidores, com a divulgação de dados econômicos cruciais nos Estados Unidos e a aguardada ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil. As expectativas giram em torno do relatório de emprego americano, conhecido como payroll, e das vendas no varejo, que podem fornecer sinais importantes sobre a saúde da economia global e a trajetória das taxas de juros.

No Brasil, a ata do Copom pode oferecer pistas sobre a decisão futura do Banco Central em relação à taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. Um tom mais flexível por parte da autoridade monetária brasileira pode reforçar as apostas em um corte de juros já em janeiro, impulsionado por indicadores recentes que apontam para uma desaceleração da economia nacional.

Analistas do consenso LSEG projetam uma criação de 40 mil vagas em novembro nos EUA, um número significativamente menor que os 119 mil postos de trabalho registrados em setembro. A taxa de desemprego também é esperada estável em 4,4%. Nos EUA, além do payroll, serão divulgados os dados de vendas no varejo de outubro e os índices de gerentes de compras (PMI) da indústria e de serviços. Conforme a Ferramenta CME FedWatch, o mercado precificava, na segunda-feira, 77,9% de chance de manutenção dos juros pelo Fed na faixa de 3,50% a 3,75% em janeiro.

Brasil: A ata do Copom e a desaceleração econômica em foco

No cenário doméstico, a divulgação da ata do último encontro do Copom é o principal destaque. O documento pode detalhar os argumentos que levaram à decisão sobre a taxa de juros e sinalizar a direção futura da política monetária. Um viés mais dovish, ou seja, favorável a cortes de juros, aumentaria as expectativas de uma redução da Selic já em janeiro.

A percepção de desaceleração econômica no Brasil ganha força com indicadores recentes, como o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, que cedeu 0,2% em outubro ante setembro. Esse resultado, pior que a projeção mediana dos economistas ouvidos pela Reuters, corrobora a visão de que a economia brasileira está perdendo ritmo, o que pode justificar uma política monetária mais expansionista.

A curva de juros já reflete essa expectativa, com o mercado precificando cerca de 75% de probabilidade de um corte de 25 pontos-base na Selic em janeiro, segundo análise da Empiricus Research. A taxa básica de juros do Brasil está atualmente em 15% ao ano.

Estados Unidos: Payroll e vendas no varejo sob os holofotes

Os dados de emprego e varejo dos Estados Unidos são aguardados com grande expectativa. O relatório de emprego (payroll) de novembro, que havia sido adiado devido à paralisação do governo americano, é um dos indicadores mais importantes para avaliar a força da economia. A criação de 40 mil vagas em novembro, conforme consenso LSEG, representaria uma desaceleração considerável.

As vendas no varejo de outubro também serão divulgadas, oferecendo um panorama sobre o consumo das famílias americanas. Além disso, os índices PMI de indústria e serviços preliminares de dezembro trarão uma visão antecipada da atividade econômica nos dois setores. A expectativa é de que o PMI de indústria fique em 52,0 e o de serviços em 54,1.

Cenário Internacional: Musk, Netflix e o acordo UE-Mercosul

No cenário internacional, a notícia de Elon Musk atingindo um patrimônio líquido de US$600 bilhões, impulsionado pelas expectativas de abertura de capital de sua startup SpaceX, chamou a atenção. Paralelamente, a Netflix reafirmou sua decisão de adquirir ativos da Warner Bros Discovery, apesar de uma oferta hostil da Paramount.

Em outra frente, o diretor do Fed, Stephen Miran, levantou preocupações de que compras anteriores de títulos lastreados em hipotecas pelo Federal Reserve possam ter agravado problemas de acessibilidade à moradia. Enquanto isso, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente da França, Emmanuel Macron, concordaram com a necessidade de adiar a votação final da União Europeia sobre o acordo comercial com o Mercosul, indicando possíveis tensões nas negociações.

Agenda do dia: Movimentações políticas e econômicas

A agenda econômica desta terça-feira inclui a divulgação da ata do Copom no Brasil às 8h. Nos Estados Unidos, os dados de emprego e vendas no varejo serão divulgados às 10h30, seguidos pelos índices PMI de indústria e serviços às 11h45. Na Zona do Euro, os PMIs de indústria e serviços preliminares de dezembro saem às 6h.

No Brasil, a pauta política inclui a votação de benefícios fiscais na Câmara. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará de uma cúpula virtual da CPLP, da cerimônia de abertura do Encontro Anual de Gestores da Caixa e de reuniões ministeriais. O presidente do Banco Central, Gabriel Muricca Galípolo, terá encontros com representantes do Instituto de Auditoria Independente do Brasil (Ibracon) e do IBGE.

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