Minidólar (WDOF26) em Banho-Maria: Dólar Flutua com Olhos nos EUA e Dados de Emprego e Inflação Podem Mudar o Jogo
Os contratos de minidólar, identificados como WDOF26, encerraram a última sessão de negociação em um cenário de relativa estabilidade, registrando uma leve alta de 0,01% e fechando aos 5.433,5 pontos. Este movimento contrariou a tendência observada no mercado internacional, onde a moeda americana apresentou desvalorização frente a outras divisas globais.
No cenário internacional, os investidores mantiveram o foco nas expectativas em torno de importantes indicadores econômicos dos Estados Unidos. Dados sobre o mercado de trabalho e a inflação são aguardados com grande expectativa, assim como as futuras sinalizações do Federal Reserve (Fed). Após um recente corte de juros, o Fed tem sinalizado uma postura mais cautelosa em suas próximas decisões de política monetária.
No Brasil, o comportamento do câmbio foi influenciado pela divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de outubro, que apresentou uma queda de 0,20%. Este resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, reforçando a percepção de uma desaceleração na atividade econômica do país e alimentando as apostas em um novo corte da taxa básica de juros, a Selic, já em janeiro. Conforme informação divulgada pelo InfoMoney, o dia foi marcado por ajustes técnicos e volatilidade controlada, com os traders atentos ao fluxo de recursos, especialmente em virtude das saídas típicas de fim de ano.
Análise Técnica do Minidólar (WDOF26): Consolidação e Resistências Chave
No gráfico de 15 minutos, o minidólar fechou a sessão com um leve viés positivo, negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Este padrão sugere um período de consolidação no curtíssimo prazo. Para que o ativo retome uma trajetória de alta mais consistente, será crucial a entrada de volume significativo que consiga romper a resistência em 5.446/5.451,5 pontos. A superação dessa zona abriria caminho para objetivos em 5.479,5/5.500 e, em uma extensão maior, 5.515/5.522 pontos.
Em contrapartida, a perda do suporte em 5.431,5/5.412,5 pontos poderia reacender o fluxo vendedor, com alvos intermediários em 5.399/5.378,5 pontos e uma projeção mais longa para 5.362/5.347 pontos. A análise técnica, como destacada por Rodrigo Paz, analista técnico, aponta para um cenário de indefinição momentânea.
Gráfico Diário e Indicadores: Indefinição e Zona Neutra
No gráfico diário, o minidólar formou um padrão conhecido como ‘spinning top’, que é um claro indicativo de indefinição no mercado e da disputa acirrada entre compradores e vendedores. Para que a tendência de alta seja retomada de forma sustentável, a superação da faixa de resistência em 5.446/5.522 pontos é fundamental, o que projetaria o ativo para os níveis de 5.549,5/5.614 pontos.
Por outro lado, uma eventual perda do suporte localizado em 5.399/5.360 pontos poderia intensificar a correção, com um alvo inicial em 5.318,5 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR), em 52,12, mantém-se em zona neutra, reforçando a ideia de um mercado em equilíbrio no momento, sem pender fortemente para nenhum dos lados.
Perspectivas no Gráfico de 60 Minutos: Caminhos para Alta e Queda
Observando o gráfico de 60 minutos, o minidólar encerrou com um leve movimento positivo, mantendo-se acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração técnica ainda preserva uma leitura moderadamente construtiva para o ativo no curto prazo. Para que a trajetória de alta se consolide, o mercado precisa romper a região de 5.446/5.500 pontos.
Caso essa resistência seja vencida, os próximos alvos seriam 5.522/5.549,5 pontos, com uma projeção mais ambiciosa em 5.560,5/5.580 pontos. Contudo, se o fluxo vendedor ganhar força e o preço do minidólar ceder o suporte em 5.431,5/5.399 pontos, a tendência é de uma aceleração na queda, visando os níveis de 5.378,5/5.360 pontos, com extensões para 5.326/5.318,5 pontos. A atenção dos traders permanece voltada para os próximos dados econômicos dos EUA, que serão cruciais para definir a direção do mercado de câmbio.
