Mercados em Atenção: Ibovespa, Dólar e Bolsas de NY no Radar do Investidor
Após um período de realizações expressivas, o mercado financeiro entra em uma fase de acomodação, apresentando um cenário de sinais mistos. O Ibovespa demonstra sinais de recuperação, buscando retomar seu movimento de alta, enquanto o dólar, após meses de pressão, ensaia uma recuperação. Nos Estados Unidos, os índices Nasdaq e S&P 500 exibem maior volatilidade, reflexo de ajustes técnicos. O Bitcoin, por sua vez, mantém-se pressionado abaixo de níveis psicológicos importantes, demandando atenção redobrada dos investidores no curto prazo.
Neste contexto, os principais ativos financeiros atingem pontos técnicos sensíveis. A definição de suas tendências futuras dependerá da confirmação ou negação dos rompimentos de resistências e suportes cruciais, conforme indicam os gráficos diários. A análise técnica se torna fundamental para navegar neste cenário.
Conforme informações divulgadas por Rodrigo Paz, analista técnico, o Ibovespa (IBOV) mantém sua tendência de alta no curto prazo, após uma forte realização recente e a busca por retomada na última semana. O índice registrou a terceira alta consecutiva na sessão mais recente, e a persistência de volume comprador pode levá-lo a testar novamente a região da **máxima histórica em 165.035 pontos**. Na semana passada, o índice avançou 0,99%, fechando em 160.766 pontos, mantendo-se confortavelmente acima dos 150 mil pontos.
O Índice de Força Relativa (IFR) em 62,04 indica uma zona neutra, mas que se aproxima de níveis mais esticados, exigindo cautela. Para que o movimento de alta continue, é crucial o rompimento da **resistência em 161.623 pontos** e, principalmente, da máxima histórica em 165.035 pontos. Superada essa barreira, os alvos projetados são 165.170, 167.685, 170.000 e, em extensão, 171.750 pontos.
Em contrapartida, caso o índice perca a mínima da última sessão, um movimento corretivo pode ser retomado em direção aos suportes em 159.189, 158.097, 157.000, 155.187, 153.570, 152.367, 147.575 e 143.391 pontos.
Dólar Futuro: Recuperação Técnica em Foco
No mercado de dólar futuro, a tendência primária de baixa, iniciada no fim de 2024 e com renovação de mínimas ao longo de 2025, continua sendo observada. O contrato acumula uma queda de 12,43% no ano. A leve alta registrada na última sessão, próxima da estabilidade, pode sinalizar o início de uma **recuperação técnica**, com o preço negociando acima das médias móveis.
O IFR (14) em 54,90 permanece em zona neutra. Para que a tendência de baixa se fortaleça, é necessário o rompimento dos **suportes em 5.399/5.318,5 pontos**, abrindo caminho para os níveis de 5.284,5, 5.251,5 e 5.208 pontos.
Por outro lado, para uma recuperação mais consistente, o dólar precisa superar as **resistências em 5.443,5/5.522 pontos**, com alvos subsequentes em 5.560, 5.669,5 e, em extensão, 5.783,5/5.889,5 pontos.
Nasdaq e S&P 500: Volatilidade e Resistências nos EUA
Na Nasdaq, o movimento consistente de recuperação foi interrompido por uma forte queda de 1,91% na última sessão, devolvendo o preço para a região das médias móveis. Este movimento acende um **sinal de alerta para o curto prazo**, exigindo confirmação nos próximos pregões. Em dezembro, o índice recua 0,94%, mas ainda sustenta uma alta de 19,91% no acumulado de 2025, aos 25.196 pontos.
Para retomar a tendência altista, a **superação da faixa de 25.435/25.835 pontos** é fundamental, com o objetivo de retornar à máxima histórica em 26.182 pontos e projeções em 26.475/26.735 pontos. Caso o fluxo vendedor persista, a perda dos 25.100 pontos pode levar o índice aos suportes em 24.432, 24.021, 23.698 e 23.279 pontos.
No S&P 500, observa-se um cenário de recuperação após uma correção que levou o índice ao suporte em 6.521 pontos. Atualmente, o ativo negocia entre as médias móveis, próximo da **máxima histórica em 6.920 pontos**, mas ainda sem força suficiente para rompê-la. Em dezembro, o índice sobe 0,32%, e no acumulado de 2025 avança 16,08%, aos 6.827 pontos.
Para retomar a tendência de alta no curto prazo, será necessário superar os **6.903 pontos**, abrindo espaço para o teste da máxima histórica em 6.920 e, posteriormente, 6.945/7.050 pontos. Na ponta oposta, a perda dos suportes em 6.801/6.765 pontos pode intensificar a correção em direção a 6.630, 6.521, 6.416 e 6.343 pontos.
Bitcoin Pressionado: Atenção aos Níveis de Suporte
No curto prazo, o Bitcoin segue em um movimento de baixa, negociando abaixo dos US$ 100.000. Após atingir sua máxima histórica em US$ 126.199 em outubro, a criptomoeda entrou em um fluxo vendedor consistente. Em dezembro, o Bitcoin recua mais de 1%, e no acumulado de 2025 acumula uma queda superior a 4%. Tecnicamente, observa-se uma tentativa de recuperação, ainda sem volume suficiente para romper as médias móveis.
A principal **resistência no curto prazo está em US$ 94.261/US$ 96.846**. Sua superação poderia dar algum fôlego ao ativo, com alvos em US$ 99.692, US$ 106.011 e US$ 111.592. Por outro lado, a perda das faixas de suporte em US$ 88.056, US$ 83.822 e US$ 80.734 pode aprofundar o movimento de baixa, mirando os níveis de US$ 74.508, US$ 68.775, US$ 65.260 e US$ 58.946.
A análise técnica, com ferramentas como o IFR (Índice de Força Relativa), é essencial para a tomada de decisão em um mercado volátil. O IFR, medido de 0 a 100, ajuda a identificar condições de sobrevenda ou sobrecompra, indicando potenciais pontos de reversão ou continuidade de tendência. Acompanhar esses indicadores é crucial para navegar no cenário financeiro atual.
