Vivara (VIVA3) promove renovação na alta administração com novas lideranças e mercado reage positivamente, impulsionando as ações em 3,45%.
A joalheria Vivara (VIVA3) anunciou nesta quinta-feira, 11 de dezembro, uma significativa troca em seu comando. Thiago Lima Borges assume a posição de CEO, sucedendo Ícaro Borrello, enquanto Cassiano Lemos da Cunha foi nomeado o novo COO, em substituição a Bruno Kruel. A medida entra em vigor imediatamente, sinalizando um movimento estratégico planejado pelo Conselho da empresa.
Segundo comunicado oficial, a decisão foi resultado de um processo de seleção conduzido nos últimos meses, com o apoio de uma consultoria especializada. Essa movimentação visa fortalecer a estrutura de gestão da companhia, alinhando-a a uma nova fase estratégica com foco em governança corporativa e resultados.
A notícia foi bem recebida pelo mercado, com as ações da Vivara (VIVA3) fechando o pregão com uma valorização de 3,45%, cotadas a R$ 35,38. A aprovação do mercado reflete a confiança dos investidores nas novas lideranças e nas perspectivas futuras da empresa.
Mercado financeiro elogia a experiência dos novos executivos
Analistas de grandes instituições financeiras expressaram otimismo com as nomeações. O JPMorgan, por exemplo, considera a mudança positiva para aprimorar a capacidade de execução da Vivara, destacando a vasta experiência em varejo de Borges e Lemos. O banco acredita que este ciclo de mudanças na gestão, que gerou preocupações anteriores, esteja chegando ao fim.
Thiago Lima Borges traz consigo um histórico de 20 anos no setor de varejo, com passagens notáveis por empresas como SmartFit e Azzas 2154 (anteriormente Arezzo). Cassiano Lemos da Cunha também possui uma trajetória consolidada, com atuação na Richards e, posteriormente, na Arezzo, onde como COO liderou projetos de eficiência em estoques, um ponto crucial para o modelo de negócios da Vivara.
XP Investimentos e Bradesco BBI reforçam visão positiva
A XP Investimentos também classificou o anúncio como positivo, vendo-o como parte do retorno de Paulo e Marina ao cotidiano da empresa. A casa de análise ressalta a robusta experiência e o histórico consistente de execução dos novos executivos, reforçando a confiança na nova fase da Vivara.
Em linha com o JPMorgan e a XP, o Bradesco BBI vê a nomeação de Borges como um passo acertado, dada sua reconhecida atuação no varejo. O banco comenta que, apesar das frequentes mudanças no alto escalão, a decisão do Conselho da Vivara se alinha à nova estratégia para 2025, com maior ênfase em governança e alinhamento com os acionistas minoritários.
Goldman Sachs aponta contribuição estratégica do novo comando
O Goldman Sachs destaca que o conhecimento técnico e a experiência dos novos líderes podem agregar valor significativo à Vivara. Isso se aplica tanto ao negócio principal, onde a gestão de estoques é um ponto de atenção recorrente do mercado, quanto à expansão orgânica da marca Life.
Com a ação negociada a 9,7 vezes o lucro estimado para 2026, o JPMorgan reiterou sua recomendação de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para VIVA3, com preço-alvo de R$ 36. O Goldman Sachs manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 38, citando a exposição a um segmento resiliente e o forte momentum de resultados.
Já o Bradesco BBI manteve uma recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 36,00, aguardando a consolidação das novas funções e sinais de estabilidade na gestão para reavaliar suas perspectivas sobre a Vivara (VIVA3).
