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O drama de clientes do Will Bank após a liquidação pelo BC | G1

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"title": "Will Bank: Milhões de Clientes Enfrentam Drama e Dinheiro Bloqueado Após Liquidação Pelo Banco Central, Entenda o Reembolso",
"subtitle": "A liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central deixa cerca de 12 milhões de clientes, muitos de baixa renda, em uma situação de desespero com saldos retidos e incerteza sobre o acesso aos seus recursos.",
"content_html": "<h2>A liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central deixa cerca de 12 milhões de clientes, muitos de baixa renda, em uma situação de desespero com saldos retidos e incerteza sobre o acesso aos seus recursos.</h2><p>A liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central, tem gerado um cenário de grande aflição para milhões de correntistas em todo o Brasil. Clientes, em sua maioria de baixa renda e concentrados no Nordeste, veem seus saldos bloqueados, afetando diretamente despesas essenciais como alimentação, moradia e medicamentos.</p><p>A falta de previsão para o acesso ao próprio dinheiro tem levado muitos a temerem a inadimplência, em um momento de vulnerabilidade econômica. A situação destaca a complexidade dos processos de liquidação e a urgência por respostas claras para os afetados.</p><p>Este é o primeiro texto de uma série especial do g1 sobre os desdobramentos do caso Banco Master, ao qual o Will Bank estava ligado, conforme informação divulgada pelo g1.</p><h3>Milhões de Pessoas Afetadas e o Bloqueio Inesperado</h3><p>O <b>drama dos clientes do Will Bank</b> é um reflexo direto da decisão do Banco Central. O banco digital, que afirmava ter cerca de 12 milhões de clientes, com 60% deles localizados no Nordeste e majoritariamente em cidades pequenas, deixou um rastro de incerteza e preocupação.</p><p>Muitos desses correntistas utilizavam o Will Bank para gerenciar suas finanças diárias, e o bloqueio repentino dos saldos impactou a capacidade de cobrir despesas básicas. A falta de aviso prévio sobre a medida ampliou a sensação de desamparo entre os usuários.</p><h3>A Angústia de Clientes: Histórias Reais e Inadimplência</h3><p>As histórias de clientes do <b>Will Bank após a liquidação</b> ilustram a gravidade da situação. Felipe Cândido, servidor público de 50 anos, teve cerca de R$ 6 mil bloqueados no Will Bank. Esse dinheiro seria usado para despesas cruciais, como a mudança de casa e a matrícula escolar de uma das filhas, em um período de luto e afastamento do trabalho.</p><p>Sem acesso aos fundos, Felipe teve o fornecimento de energia elétrica cortado e depende da ajuda de vizinhos. “Estou com uma extensão ligada na casa da vizinha. Daqui sai energia para a geladeira, a televisão e o ventilador das crianças. Não tem como ficar sem luz”, contou ao g1, adicionando: “Daqui a pouco não vamos conseguir comprar comida. O dinheiro está todo sequestrado.”</p><p>Deise Juliana, também de 50 anos e desempregada, usava a conta para guardar o pouco dinheiro que ganhava com a venda de salgados e sacolés. Ela foi uma das que conseguiram acesso antecipado a valores de até R$ 1 mil, uma medida emergencial do FGC, mas a surpresa com o bloqueio foi um choque.</p><h3>Diferença entre Contas: FGC e a Espera pela Lista de Credores</h3><p>A devolução dos recursos aos <b>clientes do Will Bank</b> segue caminhos diferentes dependendo do tipo de produto financeiro. Investidores em CDBs e letras de crédito (LCIs e LCAs) têm seus valores cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que funciona como um seguro e cobre perdas de até R$ 250 mil por instituição.</p><p>No entanto, a maioria dos clientes comuns utilizava contas de pagamento, que não possuem cobertura do FGC. Pela legislação, esses valores são mantidos no Banco Central, separados do patrimônio do Will Bank, e devem ser devolvidos integralmente, sem limite por pessoa. A questão é que a restituição só deve ocorrer após o liquidante do banco concluir a lista oficial de credores, um processo sem prazo definido.</p><p>Em 13 de fevereiro, o FGC antecipou pagamentos para clientes com até R$ 1 mil a receber, numa tentativa de amenizar a espera para milhões de pessoas. Contudo, quem tinha valores mais altos ou investiu por meio de corretoras ficou de fora da antecipação.</p><h3>O Caminho até a Liquidação: Entenda o Processo e Próximos Passos</h3><p>O <b>Will Bank operava sob Regime Especial</b> de Administração Temporária (Raet) desde novembro de 2025, uma medida do Banco Central para tentar viabilizar a venda da instituição após a liquidação do Banco Master, seu controlador. O Raet é uma última alternativa para salvar a instituição, com o BC assumindo o controle temporariamente.</p><p>Como a venda a um novo investidor não se concretizou e houve acúmulo de dívidas, o Banco Central constatou a inviabilidade de reestruturação, tornando a liquidação do Will Bank inevitável. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima desembolsar cerca de R$ 6,3 bilhões com essa liquidação.</p><p>O liquidante, nomeado pelo Banco Central, é o responsável por fazer um "raio-x" da instituição, identificando ativos, obrigações e passivos, para então definir a ordem de pagamentos. A devolução dos recursos depende da conclusão desse trabalho inicial de verificação, sem um prazo fechado em lei, mas que em situações organizadas, costuma levar entre 40 e 60 dias, segundo o advogado Renato Scardoa, especialista em Direito Comercial.</p><p>Durante esse período, o aplicativo do banco geralmente permanece acessível apenas para consulta, sem permitir movimentações. O liquidante costuma solicitar que os clientes informem uma conta em outra instituição para receber os valores quando liberados. É importante ressaltar que parcelas de empréstimos e faturas de cartão continuam válidas, e as chaves PIX vinculadas ao Will Bank foram desativadas. Clientes são orientados a guardar extratos e acompanhar as comunicações oficiais.</p>"
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