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"title": "<b>Gastos Administrativos da Máquina Pública</b> Atingem Recorde em 9 Anos e Põem em Risco Programas Sociais do Governo Lula em 2025",
"subtitle": "Despesas para manter o funcionamento do governo federal somam R$ 72,7 bilhões, reduzindo o espaço para investimentos e verbas essenciais para a população.",
"content_html": "<h2>Despesas para manter o funcionamento do governo federal somam R$ 72,7 bilhões, reduzindo o espaço para investimentos e verbas essenciais para a população.</h2><p>As despesas para a manutenção da estrutura governamental no Brasil, conhecidas como <b>gastos administrativos da máquina pública</b>, atingirão em 2025 o patamar mais alto dos últimos nove anos. Este aumento representa um desafio significativo para a gestão fiscal do país, impactando diretamente a capacidade de investimento em áreas cruciais.</p><p>Esses gastos englobam uma série de custos operacionais, como consumo de água, energia elétrica, telefone, aluguéis, diárias, passagens, segurança e serviços de limpeza. São despesas indispensáveis para o dia a dia do governo, mas cujo volume crescente levanta preocupações sobre a alocação de recursos.</p><p>O cenário é de alerta, pois o avanço dessas despesas tem o potencial de comprimir o orçamento destinado a programas sociais, bolsas de estudo e universidades federais, entre outras iniciativas. Conforme informações divulgadas pelo g1, os números são da Secretaria do Tesouro Nacional e foram corrigidos pela inflação para permitir uma comparação precisa.</p><h3>A Escalada dos Gastos Administrativos ao Longo dos Anos</h3><p>Os dados revelam que em 2025, os <b>gastos administrativos da máquina pública</b> somarão expressivos R$ 72,7 bilhões. Este valor supera a marca de R$ 70 bilhões anuais, patamar observado nas gestões da ex-presidente Dilma Rousseff, entre 2011 e meados de 2016.</p><p>Durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, essas despesas apresentaram uma redução. Contudo, voltaram a ganhar força a partir de 2023, com o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ultrapassando novamente a barreira dos R$ 70 bilhões no ano passado.</p><p>A série histórica, que se inicia em 2011, demonstra uma trajetória de altos e baixos, mas com uma tendência de retomada do crescimento nos últimos anos. A manutenção da estrutura estatal demanda um volume considerável de recursos, que precisa ser constantemente monitorado.</p><h3>O Que Compõe o Custeio da Máquina Pública?</h3><p>Os <b>gastos administrativos</b> são classificados como custeio administrativo e abrangem uma vasta gama de despesas essenciais para o funcionamento diário do governo. Entre elas, estão custos básicos como água, energia elétrica e telefone, que são fundamentais para qualquer instituição.</p><p>Além disso, incluem-se serviços de limpeza e vigilância, apoio administrativo e operacional, combustíveis para a frota governamental e investimentos em tecnologia da informação. Aluguéis de imóveis e veículos, diárias e passagens para servidores em viagens a trabalho, e serviços bancários também compõem essa lista.</p><p>Essas despesas, embora necessárias, representam uma parte significativa do orçamento e, quando elevadas, podem limitar a flexibilidade do governo para outras aplicações, conforme detalhado na análise dos números da Secretaria do Tesouro Nacional.</p><h3>O Impacto Direto nas Finanças e Programas Sociais</h3><p>O aumento dos <b>gastos administrativos da máquina pública</b> tem uma consequência direta e preocupante: a redução do espaço orçamentário para programas sociais, bolsas de estudo e universidades federais. A explicação reside no arcabouço fiscal, a regra que limita o crescimento dos chamados gastos livres do governo a 2,5% ao ano, corrigidos pela inflação.</p><p>Como os gastos obrigatórios, como benefícios previdenciários, pensões e salários de servidores, têm crescido acima desse limite, eles acabam comprimindo ainda mais o espaço para as despesas discricionárias, que incluem tanto os gastos administrativos quanto os investimentos e programas sociais.</p><p>Ao alocar uma grande parcela dos R$ 129,2 bilhões de margem para gastos livres dos ministérios em 2026, mais de R$ 70 bilhões são direcionados para despesas administrativas. Isso deixa menos recursos para áreas como investimentos em infraestrutura, verbas para defesa agropecuária, bolsas do CNPq e da Capes, emissão de passaportes, fiscalização ambiental e do trabalho escravo, Farmácia Popular e recursos para agências reguladoras.</p><h3>Alerta de Especialistas para 2026</h3><p>Especialistas consultados pelo g1 alertam para as restrições que o governo Lula enfrentará em 2026, um ano eleitoral, para realizar investimentos e custear os gastos livres dos ministérios. Jeferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro Nacional e head de macroeconomia do ASA, afirmou que "será um ano difícil para a execução das despesas discricionárias, seja pelo volume de despesas obrigatórias represadas com a fila para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, seja pelo calendário eleitoral".</p><p>Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, criticou a situação, dizendo que "com custeio da máquina pública, tem uma margem [de gastos] para investimentos medíocre em um país continental com as necessidades que o Brasil tem. Insustentabilidade e horizonte pouco promissor ao país [são características que] saltam aos olhos que essa estrutura fiscal [arcabouço] oferece".</p><p>A gestão dos <b>gastos administrativos da máquina pública</b>, portanto, torna-se um ponto crucial para a saúde fiscal do país e para a capacidade de resposta do governo às demandas sociais e de desenvolvimento, especialmente diante de um cenário econômico e político desafiador.</p>"
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