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{
"title": "Polêmica do Anti-Spam: Bloqueio de Ligações Indesejadas da Vivo Gera Disputa Acirrada entre Operadoras na Anatel e Prejudica Serviços Essenciais",
"subtitle": "O sistema 'Vivo Anti-spam', que promete proteger consumidores de chamadas massivas e fraudulentas, está no centro de uma controversa disputa. Sete operadoras, incluindo a TIM, alegam que o serviço barra indevidamente **ligações legítimas** de hospitais, prefeituras e outros órgãos, levando o caso à Anatel para mediação.",
"content_html": "<h2>Serviço Anti-Spam da Vivo Enfrenta Contestações por Bloqueio de Chamadas Essenciais</h2><p>Uma **polêmica do anti-spam** tem agitado o setor de telecomunicações brasileiro. O serviço “Vivo Anti-spam”, ativado automaticamente em novas linhas da operadora, foi projetado para identificar e bloquear chamadas massivas e fraudulentas antes que cheguem aos clientes, buscando proteger os usuários de **ligações indesejadas**.</p><p>No entanto, a iniciativa da Vivo está sendo questionada por outras operadoras, que alegam que o sistema está impedindo a realização de chamadas legítimas e cruciais. Este embate resultou em reclamações formais junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que agora busca um equilíbrio para o setor.</p><p>A controvérsia envolve o potencial impacto negativo na prestação de serviços essenciais à população, uma vez que ligações de hospitais e órgãos públicos teriam sido indevidamente barradas, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Acusações de Bloqueio Indevido e Impacto em Serviços Públicos</h3><p>Ao menos sete operadoras de telefonia abriram reclamações na Anatel, afirmando que o serviço da Vivo bloqueou milhares de chamadas legítimas. A TIM, por exemplo, relatou que seus usuários sofreram restrições indevidas, embora tenha se recusado a participar de uma reunião de conciliação.</p><p>Entre os casos mais preocupantes está o da Adyl Telecom, que alegou que mais de 16 mil ligações foram interrompidas desde o início de junho, afetando hospitais e órgãos públicos. A empresa reclamou da falta de clareza nos critérios de bloqueio do **anti-spam**.</p><p>Outro exemplo contundente veio da 3corp Technology, que presta serviços para a prefeitura de Araçatuba. A empresa denunciou que mais de 800 números da prefeitura, utilizados em áreas como saúde, segurança e educação, foram sistematicamente bloqueados ou interrompidos pelo sistema da Vivo.</p><p>A Net2Phone Brasil, a Agera Telecomunicações, a Ateky Internet e a Ágil Telecom também apresentaram queixas semelhantes. A Agera classificou o **anti-spam** como uma ferramenta de “degradação artificial de tráfego”, e relatou que o sistema chegou a bloquear ligações de números autenticados pelo “Origem Verificada”, criado justamente para combater chamadas indesejadas.</p><h3>O Critério de Bloqueio e a Análise da Anatel</h3><p>A principal questão na **polêmica do anti-spam** é o critério utilizado para o bloqueio das ligações, conforme explicou Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. “O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve”, afirmou Tude.</p><p>Ele enfatizou que “a Vivo não pode bloquear as chamadas legítimas. A Anatel vai ter que estabelecer algum mecanismo para evitar que isso aconteça”. A agência reguladora informou que abriu espaço para a defesa da Vivo e está se aprofundando nos materiais apresentados para oferecer uma visão coerente e replicável aos diferentes casos, buscando o “equilíbrio setorial e, acima de tudo, o bem-estar do consumidor”.</p><h3>A Posição da Vivo e as Soluções para os Usuários</h3><p>A Vivo, por sua vez, afirma que oferece a ferramenta **anti-spam** desde novembro de 2023, com o objetivo de proteger os clientes de ligações automáticas que utilizam números adulterados, prática conhecida como 'spoofing'. A operadora informou à Anatel que o serviço passou por uma fase experimental antes de ser ampliado para toda a sua base de números ativos.</p><p>Segundo a companhia, o sistema funciona em dois níveis: primeiramente, analisa se a chamada é autenticada e, em seguida, avalia o perfil do número de origem. A Vivo alegou que não bloqueia ligações que seguem as regras de seu **anti-spam** e do sistema STIR/SHAKEN, uma tecnologia internacional que verifica a autenticidade do número.</p><p>A empresa garantiu que “apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação”. Para os números afetados pelo bloqueio, a Vivo orienta que os donos solicitem uma análise por meio do site da operadora. Clientes que não recebem ligações e desejam desativar o serviço podem fazê-lo através do aplicativo da operadora.</p>"
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"title": "Polêmica do Anti-Spam: Bloqueio de Ligações Indesejadas da Vivo Gera Disputa Acirrada entre Operadoras na Anatel e Prejudica Serviços Essenciais",
"subtitle": "O sistema 'Vivo Anti-spam', que promete proteger consumidores de chamadas massivas e fraudulentas, está no centro de uma controversa disputa. Sete operadoras, incluindo a TIM, alegam que o serviço barra indevidamente <b>ligações legítimas</b> de hospitais, prefeituras e outros órgãos, levando o caso à Anatel para mediação.",
"content_html": "<h2>Serviço Anti-Spam da Vivo Enfrenta Contestações por Bloqueio de Chamadas Essenciais</h2><p>Uma <b>polêmica do anti-spam</b> tem agitado o setor de telecomunicações brasileiro. O serviço “Vivo Anti-spam”, ativado automaticamente em novas linhas da operadora, foi projetado para identificar e bloquear chamadas massivas e fraudulentas antes que cheguem aos clientes, buscando proteger os usuários de <b>ligações indesejadas</b>.</p><p>No entanto, a iniciativa da Vivo está sendo questionada por outras operadoras, que alegam que o sistema está impedindo a realização de chamadas legítimas e cruciais. Este embate resultou em reclamações formais junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que agora busca um equilíbrio para o setor.</p><p>A controvérsia envolve o potencial impacto negativo na prestação de serviços essenciais à população, uma vez que ligações de hospitais e órgãos públicos teriam sido indevidamente barradas, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Acusações de Bloqueio Indevido e Impacto em Serviços Públicos</h3><p>Ao menos sete operadoras de telefonia abriram reclamações na Anatel, afirmando que o serviço da Vivo bloqueou milhares de chamadas legítimas. A TIM, por exemplo, relatou que seus usuários sofreram restrições indevidas, embora tenha se recusado a participar de uma reunião de conciliação.</p><p>Entre os casos mais preocupantes está o da Adyl Telecom, que alegou que mais de 16 mil ligações foram interrompidas desde o início de junho, afetando hospitais e órgãos públicos. A empresa reclamou da falta de clareza nos critérios de bloqueio do <b>anti-spam</b>.</p><p>Outro exemplo contundente veio da 3corp Technology, que presta serviços para a prefeitura de Araçatuba. A empresa denunciou que mais de 800 números da prefeitura, utilizados em áreas como saúde, segurança e educação, foram sistematicamente bloqueados ou interrompidos pelo sistema da Vivo.</p><p>A Net2Phone Brasil, a Agera Telecomunicações, a Ateky Internet e a Ágil Telecom também apresentaram queixas semelhantes. A Agera classificou o <b>anti-spam</b> como uma ferramenta de “degradação artificial de tráfego”, e relatou que o sistema chegou a bloquear ligações de números autenticados pelo “Origem Verificada”, criado justamente para combater chamadas indesejadas.</p><h3>O Critério de Bloqueio e a Análise da Anatel</h3><p>A principal questão na <b>polêmica do anti-spam</b> é o critério utilizado para o bloqueio das ligações, conforme explicou Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. “O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve”, afirmou Tude.</p><p>Ele enfatizou que “a Vivo não pode bloquear as chamadas legítimas. A Anatel vai ter que estabelecer algum mecanismo para evitar que isso aconteça”. A agência reguladora informou que abriu espaço para a defesa da Vivo e está se aprofundando nos materiais apresentados para oferecer uma visão coerente e replicável aos diferentes casos, buscando o “equilíbrio setorial e, acima de tudo, o bem-estar do consumidor”.</p><h3>A Posição da Vivo e as Soluções para os Usuários</h3><p>A Vivo, por sua vez, afirma que oferece a ferramenta <b>anti-spam</b> desde novembro de 2023, com o objetivo de proteger os clientes de ligações automáticas que utilizam números adulterados, prática conhecida como 'spoofing'. A operadora informou à Anatel que o serviço passou por uma fase experimental antes de ser ampliado para toda a sua base de números ativos.</p><p>Segundo a companhia, o sistema funciona em dois níveis: primeiramente, analisa se a chamada é autenticada e, em seguida, avalia o perfil do número de origem. A Vivo alegou que não bloqueia ligações que seguem as regras de seu <b>anti-spam</b> e do sistema STIR/SHAKEN, uma tecnologia internacional que verifica a autenticidade do número.</p><p>A empresa garantiu que “apenas serão bloqueadas as empresas que realizam chamadas massivas e sem identificação”. Para os números afetados pelo bloqueio, a Vivo orienta que os donos solicitem uma análise por meio do site da operadora. Clientes que não recebem ligações e desejam desativar o serviço podem fazê-lo através do aplicativo da operadora.</p>"
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