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"title": "Juro Alto Freia Economia: Criação de Empregos Formais Despenca 25% no Pior 1º Semestre em Seis Anos, Aponta Ministério do Trabalho",
"subtitle": "A economia brasileira sentiu o impacto da taxa Selic elevada e de fatores externos, registrando uma queda de 25% na criação de vagas formais no primeiro semestre, o pior resultado em seis anos.",
"content_html": "<h2>A economia brasileira sentiu o impacto da taxa Selic elevada e de fatores externos, registrando uma queda de 25% na criação de vagas formaais no primeiro semestre, o pior resultado em seis anos.</h2><p>O mercado de trabalho brasileiro enfrentou um cenário desafiador no primeiro semestre deste ano. A <b>criação de empregos formais</b> registrou uma queda significativa, gerando preocupação sobre a recuperação econômica do país.</p><p>Dados recentes revelam que o número de vagas com carteira assinada abertas nos primeiros seis meses de 2026 foi o pior em seis anos, desde o período crítico da pandemia de Covid-19. Esse declínio é atribuído principalmente aos juros básicos ainda altos.</p><p>Além da política monetária restritiva, fatores externos como tarifas comerciais e conflitos geopolíticos também contribuíram para a desaceleração, conforme informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.</p><h3>Queda Alarmante na Geração de Vagas</h3><p>O Ministério do Trabalho e Emprego informou que a economia brasileira gerou <b>921,64 mil empregos formais</b> no primeiro semestre deste ano. Este número representa uma <b>queda de 25%</b> em comparação com o mesmo período de 2025, quando 1,23 milhão de vagas foram abertas.</p><p>Tal resultado marca o <b>pior desempenho</b> na geração de empregos para os seis primeiros meses de um ano desde 2020. Naquele ano, o país registrou o fechamento de um milhão de vagas formais em meio à crise da pandemia da Covid-19, um cenário ainda mais grave.</p><p>Analistas ressaltam que a comparação dos dados com anos anteriores a 2020 não é mais adequada, devido a uma mudança na metodologia de cálculo do governo. Ao fim de junho de 2026, o Brasil contava com <b>48,03 milhões de empregos com carteira assinada</b>, um aumento em relação a maio de 2026 e junho de 2025.</p><h3>Impacto dos Juros Altos e Cenário Global</h3><p>A forte desaceleração na <b>criação de empregos formais</b> ocorre em um contexto de juros básicos persistentemente elevados. A taxa Selic, atualmente em <b>14,25% ao ano</b>, é a mais alta do mundo em termos reais, segundo um ranking da MoneYou que avalia 40 nações.</p><p>Apesar de o Banco Central ter promovido três reduções consecutivas na taxa, o patamar ainda é considerado restritivo para a atividade econômica. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou a influência negativa dos juros e de fatores externos.</p><p>Marinho citou o "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos e as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia como elementos que contribuem para a desaceleração do emprego. "O comportamento da economia está desacelerando. Você tem, evidentemente, a contribuição negativa dos juros", declarou o ministro.</p><p>O Banco Central, por sua vez, justifica a manutenção dos juros em patamar elevado como uma estratégia fundamental para <b>conter a inflação</b>. A instituição acompanha "detidamente" o mercado de trabalho em suas avaliações.</p><p>Na ata da última reunião, o Copom observou que a "taxa de desemprego tem, recorrentemente, se mantido em patamares historicamente baixos enquanto os rendimentos reais médios têm mantido a tendência de elevação acima do crescimento da produtividade do trabalho".</p><h3>Desempenho de Junho e Salário Médio</h3><p>Especificamente em junho deste ano, o Ministério do Trabalho registrou a criação de <b>145,16 mil empregos formais</b>. Este número é resultado de 2,22 milhões de contratações e 2,07 milhões de demissões no mês.</p><p>O resultado de junho representa um recuo de <b>10,4%</b> em comparação com junho de 2025, quando cerca de 162 mil vagas com carteira assinada foram abertas. Este foi o <b>pior resultado para meses de junho desde 2020</b>, reforçando a tendência de desaceleração.</p><p>No que tange ao salário médio de admissão, houve um aumento. Em junho de 2026, o valor foi de <b>R$ 2.404,34</b>, representando uma alta real em relação a maio de 2026 (R$ 2.387,44) e junho de 2025 (R$ 2.376,95).</p><p>Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho de 2026 indicam que todos os cinco setores da economia e todas as cinco regiões do país registraram saldo positivo na <b>criação de empregos formais</b>.</p><h3>Caged e Pnad: Diferenças na Análise do Emprego</h3><p>É importante destacar que os dados do Caged consideram apenas os trabalhadores com carteira assinada, excluindo, portanto, os informais. Por essa razão, os resultados não são diretamente comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo IBGE.</p><p>A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad) do IBGE, que inclui trabalhadores formais e informais, apontou uma taxa de desemprego de <b>5,6%</b> no trimestre encerrado em maio. Essa foi a menor taxa da série histórica para o período, evidenciando uma realidade mais ampla do mercado.</p>"
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