Pular para o conteúdo

ENTREVISTA: Baldy diz que BYD quer ser líder de mercado até 2030 e vê ‘medo’ na reação de rivais | G1

“`json
{
"title": "BYD almeja liderança no mercado automotivo brasileiro até 2030 e vê ‘medo’ de rivais em suas reações, afirma vice-presidente Alexandre Baldy",
"subtitle": "A estratégia agressiva de preços e a rápida expansão da montadora chinesa no Brasil provocam um “chacoalho” na indústria, gerando críticas e reações acaloradas dos concorrentes, segundo o executivo.",
"content_html": "<h2>A estratégia agressiva de preços e a rápida expansão da montadora chinesa no Brasil provocam um “chacoalho” na indústria, gerando críticas e reações acaloradas dos concorrentes, segundo o executivo.</h2>n<p>A BYD, gigante chinesa de veículos elétricos, tem uma meta ambiciosa para o Brasil: se tornar a <b>líder de mercado</b> até o final desta década. Com um crescimento exponencial desde sua chegada em 2022, a empresa já incomoda as montadoras tradicionais, que reagem com o que o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, descreve como “medo”.</p>n<p>Essa ascensão meteórica, impulsionada por uma estratégia de preços competitivos e a iminente operação plena de sua fábrica em Camaçari, na Bahia, tem remodelado o cenário automotivo nacional, especialmente no segmento de carros elétricos. A marca, que mal figurava entre as mais vendidas, agora disputa posições de destaque.</p>n<p>Em entrevista exclusiva ao g1, Baldy detalhou os planos da BYD, criticou a postura de rivais e da Anfavea, e defendeu o modelo de negócios que, segundo ele, já causou um “tapa na cara” no consumidor brasileiro.</p>nn<h3>A Ascensão Meteórica da BYD no Brasil e a Meta de Liderança</h3>n<p>Desde que iniciou as vendas de carros no Brasil em 2022 com os modelos Tan e Han, a BYD tem trilhado um caminho de crescimento impressionante. Inicialmente fora da lista das 21 maiores fabricantes, a chegada do hatch Dolphin em 2023 marcou uma virada significativa para a empresa no país.</p>n<p>Os números refletem essa trajetória. Em 2023, a BYD vendeu 17.937 unidades, alcançando o 15º lugar. Em 2024, foram 76.811 emplacamentos, subindo para a 10ª posição. Já em 2025, a marca registrou 112.814 unidades vendidas, consolidando o 8º lugar, superando nomes como Honda e Nissan, conforme dados divulgados pelo g1.</p>n<p>A meta declarada por Alexandre Baldy é ousada, mas com base no desempenho recente, não deve ser subestimada: <b>vender 600 mil carros por ano</b> e posicionar a BYD como a marca número 1 de vendas no Brasil até 2030. Para isso, a empresa precisa multiplicar seus emplacamentos por seis em relação ao ano passado, quando a Fiat, líder em 2025, registrou 533.710 veículos.</p>n<p>A fábrica de Camaçari, na Bahia, será fundamental para essa expansão. “Quando a gente fala que vai fabricar 600 mil carros em solo brasileiro, é para atender a América Latina, sim, mas o nosso objetivo é que a gente possa chegar até 2030 como marca número 1 de vendas de carros aqui no mercado brasileiro”, afirmou Baldy ao g1, destacando o papel estratégico da unidade.</p>nn<h3>O "Medo" dos Rivais e o "Tapa na Cara" do Consumidor</h3>n<p>A chegada da BYD ao Brasil, especialmente com sua estratégia de preços mais acessíveis, provocou uma forte reação das montadoras tradicionais. Baldy descreve o fenômeno não como indignação, mas como <b>“medo”</b>. “Quando nós chegamos no Brasil, foi um tapa na cara, promovido pelos nossos concorrentes”, disse o executivo ao g1.</p>n<p>O lançamento do BYD Dolphin e, posteriormente, do Dolphin Mini, desencadeou um “efeito dominó” nos preços de diversos carros elétricos no mercado. Modelos de outras marcas tiveram reduções significativas, como o Renault Kwid E-Tech, que baixou de R$ 149.990 para R$ 99.990, e o Peugeot e-2008, que passou de R$ 259.990 para R$ 159.990.</p>n<p>Essa movimentação, segundo Baldy, gerou um “verdadeiro chacoalho na indústria automobilística” e levantou questionamentos sobre as margens praticadas anteriormente. O sucesso do Dolphin Mini nas vendas no varejo, superando modelos populares como Hyundai Creta e Volkswagen Tera, exemplifica a força da BYD em um curto espaço de tempo.</p>nn<h3>Desafios e Polêmicas: Da Importação ao Salão do Automóvel</h3>n<p>A BYD tem enfrentado disputas com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e outras montadoras, especialmente sobre a carga tributária e o regime de importação. Inicialmente, a BYD operava com um regime de montagem de kits (SKD), que possuía menor carga tributária, gerando atritos no setor.</p>n<p>“É impraticável qualquer indústria automobilística vir para o Brasil investir bilhões de reais e não começar pelo regime de montagem. Não existe, não existiu”, explicou Baldy, defendendo a prática inicial. A pressão do setor resultou na antecipação da recomposição do imposto de importação para 35%, mas Baldy assegura que a BYD avançará para a fabricação completa de veículos no Brasil.</p>n<p>Outra polêmica abordada pelo executivo foi o boicote de marcas tradicionais ao Salão do Automóvel de São Paulo em 2025. Para Baldy, a postura de grandes montadoras que cobram mudanças fiscais do governo e depois se ausentam de eventos importantes foi “ridícula” e “um pouco desleal”.</p>n<p>Em uma de suas declarações mais impactantes, Baldy afirmou que o <b>BYD Dolphin Mini</b> tem um custo de uso menor do que motocicletas populares. “É mais econômico que andar numa moto. Se você comparar com uma moto, seja uma Honda Biz ou uma Honda CG, é mais barato você dirigir um BYD Dolphin Mini”, disse, citando um custo de revisão de R$ 380 para 20.000 km.</p>nn<h3>Infraestrutura de Carregamento e a Visão de Futuro</h3>n<p>A expansão da infraestrutura de carregamento para veículos elétricos no Brasil é um ponto crucial, e a BYD também é alvo de críticas nesse quesito. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), até fevereiro de 2026, o Brasil contava com 21.061 eletropostos, sendo a maioria de recarga lenta.</p>n<p>Baldy rechaçou as críticas de que a BYD não investiu na rede de carregamento. “Aqueles que comentam ou que fazem esse tipo de comentário ou desconhecem a tecnologia ou são ignorantes”, afirmou ao g1, destacando a chegada de carregadores ultrarrápidos ao país.</p>n<p>Esses novos carregadores, que prometem recuperar cerca de 400 quilômetros de autonomia em apenas cinco minutos de recarga, serão instalados nas concessionárias Denza, submarca de luxo da BYD, já em 2026. A empresa também discute a criação de hubs de carregamento para expandir ainda mais a oferta de recarga ultrarrápida no território nacional.</p>"
}
“`
<p>Desde que iniciou as vendas de carros no Brasil em 2022 com os modelos Tan e Han, a BYD tem trilhado um caminho de crescimento impressionante. Inicialmente fora da lista das 21 maiores fabricantes, a chegada do hatch Dolphin em 2023 marcou uma virada significativa para a empresa no país.</p>
<p>Os números refletem essa trajetória. Em 2023, a BYD vendeu 17.937 unidades, alcançando o 15º lugar. Em 2024, foram 76.811 emplacamentos, subindo para a 10ª posição. Já em 2025, a marca registrou 112.814 unidades vendidas, consolidando o 8º lugar, superando nomes como Honda e Nissan, conforme dados divulgados pelo g1.</p>
<p>A meta declarada por Alexandre Baldy é ousada, mas com base no desempenho recente, não deve ser subestimada: <b>vender 600 mil carros por ano</b> e posicionar a BYD como a marca número 1 de vendas no Brasil até 2030. Para isso, a empresa precisa multiplicar seus emplacamentos por seis em relação ao ano passado, quando a Fiat, líder em 2025, registrou 533.710 veículos.</p>
<p>A fábrica de Camaçari, na Bahia, será fundamental para essa expansão. “Quando a gente fala que vai fabricar 600 mil carros em solo brasileiro, é para atender a América Latina, sim, mas o nosso objetivo é que a gente possa chegar até 2030 como marca número 1 de vendas de carros aqui no mercado brasileiro”, afirmou Baldy ao g1, destacando o papel estratégico da unidade.</p>

<h3>O "Medo" dos Rivais e o "Tapa na Cara" do Consumidor</h3>
<p>A chegada da BYD ao Brasil, especialmente com sua estratégia de preços mais acessíveis, provocou uma forte reação das montadoras tradicionais. Baldy descreve o fenômeno não como indignação, mas como <b>“medo”</b>. “Quando nós chegamos no Brasil, foi um tapa na cara, promovido pelos nossos concorrentes”, disse o executivo ao g1.</p>
<p>O lançamento do BYD Dolphin e, posteriormente, do Dolphin Mini, desencadeou um “efeito dominó” nos preços de diversos carros elétricos no mercado. Modelos de outras marcas tiveram reduções significativas, como o Renault Kwid E-Tech, que baixou de R$ 149.990 para R$ 99.990, e o Peugeot e-2008, que passou de R$ 259.990 para R$ 159.990.</p>
<p>Essa movimentação, segundo Baldy, gerou um “verdadeiro chacoalho na indústria automobilística” e levantou questionamentos sobre as margens praticadas anteriormente. O sucesso do Dolphin Mini nas vendas no varejo, superando modelos populares como Hyundai Creta e Volkswagen Tera, exemplifica a força da BYD em um curto espaço de tempo.</p>

<h3>Desafios e Polêmicas: Da Importação ao Salão do Automóvel</h3>
<p>A BYD tem enfrentado disputas com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e outras montadoras, especialmente sobre a carga tributária e o regime de importação. Inicialmente, a BYD operava com um regime de montagem de kits (SKD), que possuía menor carga tributária, gerando atritos no setor.</p>
<p>“É impraticável qualquer indústria automobilística vir para o Brasil investir bilhões de reais e não começar pelo regime de montagem. Não existe, não existiu”, explicou Baldy, defendendo a prática inicial. A pressão do setor resultou na antecipação da recomposição do imposto de importação para 35%, mas Baldy assegura que a BYD avançará para a fabricação completa de veículos no Brasil.</p>
<p>Outra polêmica abordada pelo executivo foi o boicote de marcas tradicionais ao Salão do Automóvel de São Paulo em 2025. Para Baldy, a postura de grandes montadoras que cobram mudanças fiscais do governo e depois se ausentam de eventos importantes foi “ridícula” e “um pouco desleal”.</p>
<p>Em uma de suas declarações mais impactantes, Baldy afirmou que o <b>BYD Dolphin Mini</b> tem um custo de uso menor do que motocicletas populares. “É mais econômico que andar numa moto. Se você comparar com uma moto, seja uma Honda Biz ou uma Honda CG, é mais barato você dirigir um BYD Dolphin Mini”, disse, citando um custo de revisão de R$ 380 para 20.000 km.</p>

<h3>Infraestrutura de Carregamento e a Visão de Futuro</h3>
<p>A expansão da infraestrutura de carregamento para veículos elétricos no Brasil é um ponto crucial, e a BYD também é alvo de críticas nesse quesito. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), até fevereiro de 2026, o Brasil contava com 21.061 eletropostos, sendo a maioria de recarga lenta.</p>
<p>Baldy rechaçou as críticas de que a BYD não investiu na rede de carregamento. “Aqueles que comentam ou que fazem esse tipo de comentário ou desconhecem a tecnologia ou são ignorantes”, afirmou ao g1, destacando a chegada de carregadores ultrarrápidos ao país.</p>
<p>Esses novos carregadores, que prometem recuperar cerca de 400 quilômetros de autonomia em apenas cinco minutos de recarga, serão instalados nas concessionárias Denza, submarca de luxo da BYD, já em 2026. A empresa também discute a criação de hubs de carregamento para expandir ainda mais a oferta de recarga ultrarrápida no território nacional.</p>

Este conteúdo foi útil?

Clique nas estrela para avaliar!

Média de avaliação 0 / 5. Vote count: 0

Ainda não há votos! Seja o primeiro a avaliar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *