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Carros na Argentina ficam mais baratos: Volkswagen, Fiat e Hyundai surpreendem com descontos de até R$ 37 mil sem corte de impostos de Milei, impactando o mercado.

Volkswagen, Fiat e Hyundai cortam preços de veículos em até R$ 37 mil na Argentina, reorganizando ofertas após o fim do ‘imposto do luxo’ e agitando o mercado automotivo local.

A Argentina tem sido palco de uma movimentação inesperada no mercado automotivo. Mesmo sem a aguardada redução de impostos prometida pelo governo de Javier Milei, os carros na Argentina ficam mais baratos, surpreendendo consumidores e especialistas do setor.

Grandes montadoras como Volkswagen, Fiat, Peugeot, DS e Hyundai estão oferecendo descontos significativos, que podem chegar a R$ 37 mil, em uma estratégia para reorganizar suas ofertas e otimizar estoques.

Essa tática visa principalmente ajustar o mercado após a extinção do chamado ‘imposto do luxo’ sobre veículos mais caros, conforme informações divulgadas pelo g1.

Descontos expressivos impulsionam o mercado automotivo argentino

A iniciativa das montadoras tem gerado um cenário de preços mais competitivos para quem busca adquirir um veículo novo no país vizinho. A Volkswagen, por exemplo, aplicou uma redução de 7% no Vento GLI, conhecido no Brasil como Jetta GLI, que agora custa 77,7 milhões de pesos argentinos, o equivalente a R$ 289 mil.

Os modelos Tiguan, nas versões Life e R-Line, tiveram um corte ainda maior, de 8,7%. Toda a linha Amarok também foi beneficiada com reduções de preço que, em média, chegaram a 6%. Isso demonstra um esforço concentrado para tornar os carros na Argentina ficam mais baratos e acessíveis.

A Hyundai não ficou para trás, diminuindo em US$ 2 mil, cerca de R$ 10.400, o valor do Tucson 1.6 Turbo, que agora parte de US$ 46 mil, aproximadamente R$ 239 mil. Para atrair ainda mais clientes, a marca oferece ingressos para jogos da Argentina na Copa do Mundo aos primeiros compradores.

A Fiat também entrou na onda dos descontos, com condições especiais de financiamento e valores reduzidos. A picape Titano, na versão Endurance manual 4×2, teve uma queda expressiva de R$ 37 mil, custando agora 39,9 milhões de pesos, o que se traduz em cerca de R$ 148 mil. Modelos da Peugeot e da DS, ambas do grupo Stellantis, igualmente viram seus preços diminuírem, enquanto a Jeep ainda avalia suas tabelas.

Estratégia das montadoras: reagindo ao fim do ‘imposto do luxo’

Este cenário de redução de preços e maior disponibilidade de estoque é uma resposta direta à estratégia de cada montadora e ao contexto externo, conforme explicou Cássio Pagliarin, da Bright Consulting. O especialista ressalta que a ausência de um corte fiscal direto de Milei não impediu as empresas de agirem.

Pagliarin lembra que uma situação semelhante ocorreu na China, onde a realocação de oferta se deu após o fim dos incentivos para carros elétricos. As fabricantes chinesas, então, passaram a direcionar seus modelos para outros mercados, incluindo o Brasil, para escoar a produção.

Na Argentina, a lógica é parecida. Mesmo que a margem de lucro possa diminuir com os descontos, o objetivo principal das marcas é evitar o acúmulo de estoque. A medida visa manter o giro dos produtos e a competitividade, fazendo com que os carros na Argentina ficam mais baratos como uma ação estratégica de mercado.

O outro lado da moeda: insatisfação dos consumidores e impacto nos usados

Apesar dos benefícios para os novos compradores, essa rápida desvalorização tem um lado negativo. Consumidores que adquiriram seus veículos recentemente, pagando valores mais altos, podem se sentir lesados ao ver o preço de seus carros cair rapidamente.

“O consumidor sai perdendo com isso. O ideal é que a própria marca entre em contato com o cliente e busque alguma forma de reduzir a insatisfação”, afirma Pagliarin. A falta de um aviso prévio ou compensação pode gerar ressentimento e afetar a lealdade à marca.

Outro impacto significativo ocorre no mercado de veículos usados. Quem planejava vender seu carro atual para comprar um novo ou simplesmente se desfazer dele, agora precisa recalcular o valor de seu patrimônio. A depreciação dos carros novos se reflete diretamente nos seminovos.

A estimativa é que, quando um carro zero quilômetro recebe desconto, cerca de 60% dessa queda é repassada imediatamente para os usados. Assim, se um modelo novo fica 5% mais barato, o seminovo perde aproximadamente 3% do seu valor, conforme detalha o consultor. Isso reforça como a dinâmica de carros na Argentina ficam mais baratos afeta toda a cadeia automotiva.

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