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Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil; entenda | G1

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"title": "Guerra no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil: entenda como fertilizantes, fretes e diesel impactam seu bolso",
"subtitle": "Conflito geopolítico no Oriente Médio eleva custos de insumos agrícolas e logística, pressionando o valor da comida nas prateleiras dos brasileiros nos próximos meses",
"content_html": "<h2>Conflito geopolítico no Oriente Médio eleva custos de insumos agrícolas e logística, pressionando o valor da comida nas prateleiras dos brasileiros nos próximos meses</h2><p>O cenário de tensão no Oriente Médio, com a escalada do conflito, projeta uma sombra de incerteza sobre a economia global e, especificamente, sobre o custo dos alimentos no Brasil. Especialistas alertam que a complexa teia de relações comerciais e a dependência brasileira de importações podem resultar em um aumento nos preços para os consumidores.</p><p>Os principais fatores que contribuem para essa preocupação são o encarecimento dos fertilizantes, essenciais para a agricultura, o aumento dos custos de transporte marítimo e a elevação do preço do diesel, que impacta desde o maquinário agrícola até a distribuição dos produtos.</p><p>Embora o impacto para os produtores seja imediato, o consumidor brasileiro pode sentir essa mudança no bolso apenas alguns meses à frente, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Fertilizantes: O Primeiro Sinal de Alerta</h3><p>A agricultura brasileira é altamente dependente de adubos importados, e uma parcela significativa dessa matéria-prima provém do Oriente Médio. Em menos de uma semana de conflito, as <b>cotações dos fertilizantes já registraram alta no mercado internacional</b>, um sinal preocupante para o setor.</p><p>O Oriente Médio é a quarta maior região fornecedora de fertilizantes químicos para o Brasil, de acordo com dados de 2025 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Além disso, a região tem um papel central no mercado global, respondendo por 40% das exportações mundiais de ureia e 28% das vendas externas de amônia, como destaca Tomás Rigoletto Pernías, analista da StoneX Brasil.</p><p>Pernías aponta que o impacto nos preços foi <b>instantâneo e severo</b>, com altas de cerca de 10% a 12% em apenas um dia em mercados como o do Brasil e do próprio Oriente Médio. O contrato futuro para março da ureia no Brasil, por exemplo, subiu US$ 39 entre os dias 2 e 3 deste mês, refletindo a volatilidade e a incerteza geradas pela guerra no Oriente Médio.</p><h3>Transporte Marítimo e o Estreito de Ormuz: Rotas Mais Caras</h3><p>O Irã, um dos países envolvidos no conflito, controla o Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, que foi fechada. Esta passagem é vital para o transporte de petróleo, fertilizantes e outros produtos, conectando grandes produtores do Golfo ao Mar Arábico.</p><p>O fechamento do estreito força navios com cargas brasileiras a serem redirecionados, o que aumenta significativamente os custos de frete e seguro, como explica Leandro Gilio, pesquisador do Insper Agro Global. Felippe Serigati, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Agro, complementa que o custo do frete, do seguro do transporte, do carregamento do contêiner e do valor do diesel são diretamente impactados, encarecendo produtos para o mundo todo, não apenas para o Oriente Médio.</p><p>Essa elevação de custo é bastante preocupante, pois o <b>mercado internacional está completamente conectado</b>. Dessa forma, mesmo que um fornecedor não consiga entregar o produto, a demanda continua, o que faz o preço subir globalmente.</p><h3>Diesel Mais Caro: Impacto do Campo à Mesa</h3><p>A região do Oriente Médio é uma importante fornecedora de petróleo. Com o conflito, a elevação do custo do diesel é uma consequência direta, impactando diretamente os produtores brasileiros. O combustível mais caro significa maiores despesas para operar maquinários na lavoura, pressionando ainda mais o custo de produção, aponta Serigati, da FGV Agro.</p><p>Além disso, o transporte da safra por caminhões também se torna mais caro. A colheita da soja, que acontece desde janeiro e está em fase de transporte para os portos, pode ser afetada por esses custos elevados. No entanto, Serigati observa que a situação atual é diferente da guerra entre Ucrânia e Rússia, quando houve uma escassez global de petróleo. Agora, o mercado não trabalha com escassez, mas sim com um excesso de oferta, o que pode acomodar parte da turbulência.</p><h3>Exportações Brasileiras: Frango, Carne Bovina e o Efeito Cascata</h3><p>Não são apenas os preços internos que sofrem com a guerra no Oriente Médio. As exportações brasileiras também são impactadas. Países da região, que são grandes compradores de produtos como frango, carne bovina e açúcar do Brasil, podem enfrentar dificuldades para receber essas mercadorias, segundo Gilio.</p><p>No setor de exportação de frango, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirma que o impacto já é visível. Contêineres que estão no mar com destino a países como Emirados Árabes e Arábia Saudita estão sendo redirecionados, gerando novas rotas mais demoradas e caras.</p><p>Os armadores, empresas de navios, já implementaram uma <b>"taxa de guerra"</b> para cobrir seguros e custos extras de armazenamento e refrigeração. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) também expressa preocupação, já que o Oriente Médio é destino de cerca de 10% dos embarques de carne bovina do Brasil, e 30% a 40% dos embarques para o Sudeste Asiático e China passam pela região, tornando a situação extremamente delicada.</p>"
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