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Trump Anuncia Novo Presidente do Fed: Kevin Warsh é o Favorito e Agita Mercados Globais com Promessa de Juros Mais Baixos

A iminente nomeação de Kevin Warsh para liderar o Federal Reserve, antecipada pela imprensa, já agita os mercados globais, sinalizando mudanças na política monetária dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que fará um comunicado crucial nesta sexta-feira, revelando o nome do novo presidente do Federal Reserve, o influente banco central americano.

Essa decisão é aguardada com grande expectativa, especialmente após o portal Bloomberg e a agência Reuters indicarem que Kevin Warsh, ex-governador do próprio Fed, será o escolhido para a posição.

A mera possibilidade de Warsh assumir o comando já provocou uma intensa reação nos mercados financeiros globais, ansiosos por entender os rumos da política econômica americana, conforme informações divulgadas pelo G1.

Kevin Warsh: Um Defensor de Juros Mais Baixos e a Reação do Mercado

Kevin Warsh, que já fez parte do Conselho de Governadores do Federal Reserve, é visto como um forte defensor de taxas de juros mais baixas. Ele é considerado uma opção menos radical entre os diversos nomes que foram cogitados para o cargo.

Sua visão inclui um balanço patrimonial menor para o Fed, o que o posiciona como alguém mais cauteloso em relação a estímulos monetários agressivos. Essa postura é um dos pontos que geram grande interesse e debate no cenário financeiro.

A notícia de que Warsh é o provável novo presidente do Fed foi recebida com forte impacto. Segundo a Reuters, após a reunião de Warsh com Trump na Casa Branca, sua probabilidade de ser escolhido saltou de 35% para expressivos 92% no mercado de apostas Polymarket.

Impacto Imediato nos Mercados Globais com a Possível Escolha de Warsh

A agitação em torno da possível nomeação de Kevin Warsh reverberou rapidamente nos mercados. O índice MSCI para ações da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, registrou uma queda de até 1,3%, marcando a maior baixa diária do último mês.

Em Hong Kong, o índice de empresas chinesas recuou 2,1%, enquanto o Nikkei 225, no Japão, teve uma queda de 0,1%. Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 caíram 0,4% e os do Nasdaq recuaram 0,5%, indicando a sensibilidade do mercado à notícia.

O dólar, por sua vez, demonstrou fortalecimento, com o índice do dólar subindo 0,3%, para 96,481, revertendo uma tendência de fraqueza recente. O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos também avançou 4,0 pontos-base, atingindo 4,265%.

A volatilidade não se restringiu às ações e moedas. O ouro caiu 3,7%, a prata despencou 6%, o petróleo Brent recuou 1,4% e o Bitcoin apresentou uma queda de 2,7%. Investidores estão avaliando como uma mudança no comando do Federal Reserve pode alterar a política monetária.

Outros Candidatos e a Tensão na Política Monetária

Antes de Warsh emergir como principal candidato, outros nomes de peso foram considerados por Donald Trump. Rick Rieder, da BlackRock, chegou a ser visto como favorito, e o atual governador do Fed, Christopher Waller, também esteve na lista.

Kevin Hassett, conselheiro econômico da Casa Branca, também figurou entre os possíveis escolhidos. No entanto, a quinta-feira marcou a ascensão de Warsh, que, segundo fontes familiarizadas com o assunto, impressionou o presidente Trump em uma reunião na Casa Branca.

Essa intensa especulação acontece em um cenário de grande volatilidade global, onde as decisões sobre o novo presidente do Fed são cruciais. A incerteza sobre a política monetária americana, em meio a pressões políticas, mantém os mercados em alerta.

A Pressão de Donald Trump sobre o Federal Reserve e seu Presidente

A relação de Donald Trump com o Federal Reserve e seu atual presidente, Jerome Powell, tem sido marcada por tensões e pressões públicas. Trump tem defendido abertamente que o banco central reduza drasticamente as taxas de juros.

Após o Fed manter a taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75% em sua última reunião, Trump reiterou suas críticas, chamando Powell de “idiota” e acusando-o de “prejudicar o país e a segurança nacional”, conforme informações da Reuters.

O republicano afirmou que Powell está “custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessários e injustificadas”, defendendo que as taxas americanas deveriam ser as “menores do mundo”.

Apesar de Powell ter mandato como membro do Conselho de Governadores até 2028, Trump tem tentado influenciar o banco central, cuja independência é fundamental para o controle da inflação. Até mesmo uma investigação criminal contra Powell foi aberta, vista por ele como um “pretexto” para pressioná-lo.

A nomeação do novo presidente do Fed, portanto, não é apenas uma questão de liderança econômica, mas um reflexo das disputas políticas e das diferentes visões sobre o papel do banco central na economia dos Estados Unidos.

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