Mini-índice (WINZ25) opera com cautela aguardando dados de serviços e definições sobre juros; confira análise e pontos-chave para o pregão.
O mini-índice (WINZ25) iniciou o dia de negociações em um cenário de atenção redobrada, com investidores de olho nos indicadores econômicos e nas decisões de política monetária. Na última sessão, o índice fechou praticamente estável, com uma leve desvalorização de 0,02%, terminando o dia aos 159.465 pontos.
O Ibovespa, por sua vez, apresentou um pregão mais equilibrado, com uma alta moderada impulsionada principalmente por ações de peso como Vale e Bradesco. No entanto, a leitura do comunicado do Copom, que manteve a Taxa Selic em 15%, gerou diferentes interpretações entre os analistas de mercado.
Enquanto alguns apostam no início dos cortes da taxa básica de juros já em janeiro, outros veem março como o mês mais provável para essa mudança. A divulgação de dados do setor de varejo mais fortes do que o esperado sinalizou uma desaceleração gradual da economia brasileira. No cenário internacional, os índices americanos fecharam mistos, influenciados por resultados corporativos fracos e maior cautela no setor de tecnologia.
Análise Técnica do Mini-Índice (WINZ25): Suportes e Resistências em Destaque
No gráfico de 15 minutos, o WINZ25 demonstrou fragilidade ao fechar abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Para uma retomada do movimento de baixa, a quebra do suporte em 159.455/159.065 é crucial. Caso ocorra, o índice pode mirar os níveis de 158.320/157.920, com potencial de extensão até 157.465/156.245.
Do lado comprador, o mercado ganha força apenas com o rompimento da resistência em 159.835/160.290. Superando essa barreira, o caminho se abre para testes em 160.860/161.350 e, posteriormente, em 162.095/162.900.
O Cenário Diário e a Indefinição do Índice Futuro
No gráfico diário, o índice fechou com leve baixa, mas permanece em uma zona de consolidação entre as médias móveis, indicando um equilíbrio momentâneo entre compradores e vendedores. Para uma clara tendência de alta, é necessário romper a resistência de 160.290/165.785, com alvo em 166.315.
Por outro lado, a retomada do movimento de baixa se confirma com o rompimento de 157.965/157.465, o que pode levar o índice a testar os níveis de 155.630/155.025. O Índice de Força Relativa (IFR) em 54,79 sugere uma região neutra, com espaço para movimentos em ambas as direções.
Análise no Gráfico de 60 Minutos: Sinais de Indefinição e Possíveis Rompimentos
No gráfico de 60 minutos, o WINZ25 também apresentou leve baixa, operando entre as médias de 9, 21 e 200 períodos. Esse padrão é típico de indefinição, exigindo rompimentos para confirmar uma direção clara.
Para a continuidade da baixa, o rompimento de 159.360/157.920 é fundamental. Esse movimento pode levar a quedas em 156.650/155.630, com potencial de extensão até 155.025/154.500.
A retomada da alta, por sua vez, depende da superação de 160.290/160.860. Se esse patamar for vencido, os alvos seguintes se encontram em 162.900/163.550 e, posteriormente, em 164.350/165.785.
Fatores Externos e a Influência no Mini-Índice
O desempenho do mini-índice nesta sexta-feira reflete uma leve recuperação no apetite ao risco, impulsionada pelo desempenho das blue chips e pela força dos bancos. Contudo, o ambiente de mercado permanece sensível ao cenário de juros e ao noticiário político, o que pode gerar volatilidade.
Os dados do setor de serviços no Brasil, que serão divulgados hoje, são um ponto de atenção especial e podem influenciar significativamente o índice futuro após a divulgação das decisões do Copom. No exterior, a cautela com o setor de tecnologia e resultados fracos de empresas como a Oracle pressionaram os índices americanos, adicionando um elemento de incerteza ao cenário global.
