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Vale surpreende com prejuízo de US$ 3,8 bilhões no 4º trimestre, mas vendas de minério de ferro e cobre disparam

Prejuízo Bilionário da Vale Impulsionado por Baixas Contábeis no Último Trimestre

A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, divulgou um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre do ano fiscal, um resultado que chocou o mercado e representa um aumento considerável em relação ao prejuízo de US$ 694 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Esse número foi fortemente impactado por baixas contábeis significativas, conforme informações divulgadas pelo g1.

Mesmo com o resultado negativo, a empresa destacou um desempenho robusto nas vendas de seus principais produtos, como minério de ferro e cobre. A dualidade entre o prejuízo contábil e a performance operacional levanta questões importantes sobre a saúde financeira e estratégica da Vale no cenário global da mineração.

Entender os detalhes por trás desses números é crucial para compreender o panorama completo da mineradora brasileira. A seguir, exploraremos os fatores que levaram a esse prejuízo e, ao mesmo tempo, os pontos fortes que a Vale conseguiu manter, conforme informações divulgadas pelo g1.

Baixas Contábeis e o Impacto no Resultado Líquido da Vale

O principal catalisador para o prejuízo da Vale no quarto trimestre foi o impacto de “impairments” de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá. Essa revisão foi motivada por uma reavaliação das premissas de preço de longo prazo para o níquel, um movimento estratégico da empresa para ajustar suas projeções futuras.

Além disso, a mineradora registrou uma baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias, contribuindo ainda mais para o resultado negativo. Esses fatores não recorrentes foram determinantes para o prejuízo líquido reportado, obscurecendo, em parte, o bom desempenho operacional da companhia no período.

Desempenho Proforma e Ebitda Ajustado Revelam Força Operacional

Ao excluir os itens não recorrentes, como as baixas contábeis, o panorama financeiro da Vale mostra uma face mais positiva. O lucro líquido proforma da empresa atingiu US$ 1,5 bilhão no quarto trimestre, representando um crescimento robusto de 68% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esse avanço foi impulsionado pelo aumento do Ebitda proforma e pelo impacto positivo da avaliação a mercado dos swaps cambiais. O Ebitda ajustado, que reflete a capacidade de geração de caixa das operações, somou US$ 4,6 bilhões entre outubro e dezembro, superando os US$ 3,8 bilhões do quarto trimestre de 2024.

Esse resultado positivo foi beneficiado por maiores volumes de vendas e preços de cobre e minério de ferro, além de receitas de subprodutos e melhorias operacionais, indicando uma performance sólida nas atividades essenciais da mineradora Vale.

Resultados Anuais e Recordes de Produção em 2025

Olhando para o ano completo de 2025, a Vale registrou um lucro líquido de US$ 2,35 bilhões, uma queda de 62% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro líquido proforma, que exclui os efeitos contábeis extraordinários, cresceu 28% no período, alcançando US$ 7,8 bilhões.

A produção de minério de ferro, carro-chefe da empresa, teve um aumento de 2,6%, chegando a 336,1 milhões de toneladas em 2025. Pela primeira vez desde 2018, a Vale superou a produção total da concorrente Rio Tinto em Pilbara, seu principal polo produtor. Gustavo Pimenta, presidente da Vale, afirmou que “Em 2025, a Vale entregou um desempenho excepcional, atingindo ou superando todos os guidances.” Ele complementou que a empresa atingiu os “maiores níveis de produção de minério de ferro e cobre desde 2018 e entregou crescimento de dois dígitos na produção de níquel.”

Receita e Dívida: Os Detalhes Financeiros da Vale no Quarto Trimestre

A receita líquida de vendas da Vale no quarto trimestre somou US$ 11,06 bilhões, um aumento de 9% em relação ao mesmo período de 2024. A produção de minério de ferro no trimestre alcançou 90,4 milhões de toneladas, um avanço de 6% no comparativo anual, impulsionado pelo desempenho da mina Brucutu e pelo contínuo “ramp-up” de projetos como Capanema e VGR1.

Em relação à dívida, a dívida líquida da Vale totalizou US$ 11,2 bilhões ao final do trimestre, um aumento de 7% em comparação com os US$ 10,5 bilhões registrados no período anterior. Por outro lado, a dívida líquida expandida, que inclui provisões para Brumadinho, Samarco e swaps cambiais, apresentou uma redução de 5%, somando US$ 15,6 bilhões, principalmente devido à maior geração de caixa livre das operações da mineradora.

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