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Simulador de Aposentadoria do INSS Volta: Guia Essencial para Corrigir Erros no CNIS e Garantir Seu Benefício Ideal

O simulador de aposentadoria do INSS está de volta para estimar tempo e valor do benefício, mas a precisão exige atenção à atualização do CNIS.

Após uma semana de instabilidade nos canais de atendimento, os serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltaram a operar normalmente. Entre as funcionalidades restabelecidas está o importante simulador de aposentadoria do INSS, que já pode ser acessado por site e aplicativo desde a última quarta-feira, dia 4.

A ferramenta foi desenvolvida para auxiliar milhões de brasileiros a estimar seu tempo de contribuição e o valor de seus futuros benefícios previdenciários. Ela realiza diversos cálculos, comparando as regras da Previdência Social para indicar quanto tempo falta para a idade mínima ou para completar as contribuições exigidas.

Contudo, especialistas em direito previdenciário alertam que, em muitos casos, o simulador de aposentadoria do INSS pode não apresentar informações totalmente corretas. Isso ocorre porque os dados do contribuinte no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) podem estar desatualizados ou incompletos, conforme informações divulgadas pelo g1.

Entenda o Funcionamento do Simulador de Aposentadoria do INSS

O simulador de aposentadoria do INSS é uma ferramenta valiosa para quem planeja o futuro. Ele realiza sete tipos diferentes de cálculos, verificando quanto tempo falta para atingir a idade mínima ou o número de contribuições necessárias para o segurado ter direito à aposentadoria.

Para quem está a até cinco anos da aposentadoria, o sistema oferece uma previsão do valor do benefício, auxiliando no planejamento financeiro. Essa funcionalidade é crucial para muitos trabalhadores que buscam uma estimativa clara de seus rendimentos futuros.

Entretanto, a precisão desses cálculos depende diretamente da qualidade das informações disponíveis no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), a base de dados que o simulador utiliza para compilar os dados do segurado.

A Importância Crucial do CNIS para um Cálculo Preciso

O CNIS é um registro fundamental que reúne todos os vínculos de trabalho, contribuições previdenciárias e salários do segurado. É a partir dele que o simulador de aposentadoria do INSS extrai as informações para gerar os resultados.

A advogada Janaína Braga, do ecossistema jurídico Declatra, explica que um dos erros mais comuns no CNIS é a presença de vínculos trabalhistas abertos. “Às vezes, a pessoa se desliga da empresa, mas a data de saída acaba não constando no cadastro. Então, a calculadora não computa aquele período e o tempo de contribuição aparece menor”, afirma.

Por isso, antes de fazer qualquer pedido de aposentadoria, é fundamental checar e atualizar as informações do CNIS. Isso pode ser feito no próprio site ou aplicativo do INSS, garantindo que todos os dados estejam corretos e completos.

Problemas Comuns no Cadastro e Como Solucioná-los

Um dos problemas frequentemente encontrados no CNIS são os vínculos de trabalho sem data de saída. Para corrigir isso, a presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-SP, Adriane Bramante, orienta que basta ajustar as datas manualmente no sistema, clicando no ícone de lápis.

Além de corrigir datas de saída, é possível alterar salários incorretos e incluir contribuições autônomas ou vínculos de trabalho que não foram computados automaticamente. Contribuições anteriores a 1976, ano em que o CNIS começou, ou serviços temporários, podem não aparecer.

É importante ressaltar que, embora seja fácil alterar os dados no simulador, para efetivar o pedido de aposentadoria, o segurado precisará comprovar todas as informações incluídas. A apresentação da carteira de trabalho ou outros documentos trabalhistas é essencial.

Outra situação que pode afetar o cálculo do simulador de aposentadoria do INSS é quando a empresa não recolheu corretamente o INSS ao longo dos anos. O sócio do escritório Badaró Almeida & Advogados Associados, Elimar Mello, explica que “apesar de ter a anotação do vínculo na carteira de trabalho, não vai ter o registro no CNIS”.

Nesses casos, para a simulação, basta incluir as informações no sistema. No entanto, para o pedido oficial, a carteira de trabalho serve como prova de que a atividade foi exercida, já que o recolhimento do INSS é obrigatório para as empresas.

Casos Especiais: Quando o Simulador Não Atinge a Totalidade

Mesmo com o CNIS atualizado, o simulador de aposentadoria do INSS pode não ser suficiente para um cálculo preciso em todos os casos. Existem condições especiais de aposentadoria que não seguem as regras gerais de tempo de contribuição e idade mínima.

Isso se aplica a categorias como professores, pessoas com deficiência (PCD) ou trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde. O próprio INSS esclarece que “não é disponibilizada simulação para esses casos”, pois dependem de comprovação específica de acordo com cada atividade.

A recomendação é pesquisar atentamente as exigências das diferentes modalidades de benefício e, se necessário, buscar a ajuda de um advogado especialista em direito previdenciário. Elimar Mello finaliza enfatizando a importância de resgatar todos os documentos, como carteira de trabalho, termos de rescisão, PPP e holerites, para um planejamento completo e assertivo.

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