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"title": "Guerra e Impostos: Pequenas Empresas na Rússia Sufocam com Novas Reformas Tributárias e Queda de Receitas",
"subtitle": "De padarias a salões de beleza, empreendedores russos enfrentam aumento de custos, queda na demanda e uma carga tributária insustentável, forçando muitos a fechar as portas e buscar alternativas.",
"content_html": "<h2>Guerra e Impostos: Pequenas Empresas na Rússia Sufocam com Novas Reformas Tributárias e Queda de Receitas</h2>n<p>A economia russa, já pressionada pela guerra na Ucrânia e a queda nas receitas de petróleo, impõe um fardo cada vez maior sobre suas <b>pequenas empresas</b>, que se veem em uma luta por sobrevivência. Novas reformas tributárias, implementadas para compensar o déficit orçamentário, estão elevando drasticamente os custos e diminuindo a demanda, empurrando muitos empreendedores à beira do colapso.</p>n<p>O cenário é de crescente incerteza e desespero para milhares de negócios, que agora precisam lidar com impostos mais altos e limites de faturamento reduzidos, em um ambiente econômico já desafiador. A situação é um reflexo direto da busca do Kremlin por novas fontes de financiamento em tempos de conflito prolongado.</p>n<p>Esta realidade preocupante foi detalhada em uma reportagem da Associated Press, divulgada pelo g1, que mostra como a vida de muitos empresários russos mudou drasticamente nos últimos meses devido a estas políticas.</p>nn<h3>A Aperta Fiscal e o Cenário Econômico Russo</h3>n<p>Com o quarto aniversário da invasão em larga escala da Ucrânia, a pressão sobre a <b>economia russa</b> se intensifica. As receitas de petróleo estão em declínio, o déficit orçamentário aumentou e os gastos militares, que antes impulsionavam um crescimento robusto, estagnaram. Diante desse quadro, o Kremlin passou a buscar fundos nos consumidores e nas <b>pequenas empresas</b>.</p>n<p>Entre as principais mudanças, o <b>Imposto sobre Valor Agregado (IVA)</b> foi elevado em 2%, e os limites de faturamento para sua cobrança foram drasticamente reduzidos. Antes, empresas com receita anual de até 60 milhões de rublos (cerca de R$ 4,04 milhões) estavam isentas. Agora, o teto caiu para 20 milhões de rublos (aproximadamente R$ 1,35 milhão) e a intenção é que chegue a 10 milhões de rublos (cerca de R$ 674 mil) até 2028.</p>n<p>Para aqueles que utilizam o “sistema de tributação por patente”, onde há pagamentos anuais fixos, o limite de faturamento também foi reduzido. Empresas que ultrapassam os 20 milhões de rublos de receita anual precisam agora pagar pelo menos 6% de imposto sobre suas receitas e no mínimo 5% de IVA, uma mudança que impacta severamente o planejamento financeiro.</p>nn<h3>O Caso da Padaria Mashenka e o Apelo a Putin</h3>n<p>A situação ganhou notoriedade com o caso de Denis Maksimov, proprietário da padaria Mashenka, nos arredores de Moscou. Ele se tornou conhecido após aparecer no programa anual de perguntas e respostas do presidente Vladimir Putin, em dezembro, implorando por uma revisão das novas reformas tributárias.</p>n<p>Maksimov expressou sua preocupação com o futuro. "Entendemos muito bem que não é uma situação fácil para o país. Entendemos que o aumento de impostos é necessário", disse ele na ocasião. "Para ser franco, estamos olhando para o futuro sem otimismo. Muitas empresas vão fechar."</p>n<p>Embora o apelo de Maksimov não tenha revertido a reforma, sua visibilidade trouxe atenção e novos clientes para a Mashenka. Posteriormente, Putin mencionou o caso em uma reunião do governo, e o Ministro da Economia, Maxim Reshetnikov, propôs medidas que isentariam a padaria do pagamento do IVA e reduziriam outros impostos. Maksimov, que antes cogitava fechar, agora se mostra mais confiante, aguardando a aprovação das medidas.</p>nn<h3>Campanha 'Nós Somos Mashenka': Um Grito de Socorro Coletivo</h3>n<p>O tratamento diferenciado de Maksimov gerou indignação entre outros pequenos e médios empresários. A campanha online "Nós Somos Mashenka", iniciada pela Associação de Empresas da Indústria da Beleza, deu voz a muitos que não tiveram a chance de chamar a atenção de Putin. Eles relatam que, ao contrário de Maksimov, não têm ninguém para ajudá-los.</p>n<p>Darya Demchenko, proprietária de uma rede de salões de beleza em São Petersburgo, é um exemplo. Ela precisou fechar uma unidade e vender outra para se manter. "Nunca me senti tão assustada, tão desprotegida, tão ansiosa como neste ano", afirmou Demchenko, explicando que seus <b>custos</b> aumentaram 30% e a <b>demanda</b> pelos serviços de beleza diminuiu drasticamente.</p>n<p>As reformas tributárias a fizeram deixar o sistema de patentes para pagar impostos muito mais altos, exigindo a contratação de um contador em tempo integral. Além disso, as restrições russas a redes sociais e plataformas de mensagens a privaram de publicidade barata e de formas eficazes de alcançar clientes, aumentando a dificuldade de operar.</p>n<p>Lyalya Sadykova, presidente da Associação de Empresas do Setor de Beleza, aponta para um cenário sombrio: cerca de 10% dos estabelecimentos de beleza em São Petersburgo fecharam as portas e outros 10% venderam suas empresas em dezembro e janeiro. Ela prevê mais fechamentos na primavera. "As pessoas vão fazer as contas. O primeiro prazo para o pagamento de impostos é em abril, e as pessoas vão perceber que não têm dinheiro para pagar, e é aí que o colapso vai começar", disse.</p>n<p>Em Kazan, as proprietárias de confeitaria Ilsiya Gizatullina e Railya Shayhieva decidiram fechar seu negócio, citando aumentos maciços de impostos, elevação dos custos e queda na demanda. "Foi uma decisão incrivelmente difícil, como amputar um membro. Porque morávamos lá, era a nossa vida, 24 horas por dia, 7 dias por semana", desabafou Gizatullina, que sobreviveu à pandemia, mas não ao novo sistema tributário.</p>nn<h3>Especialistas Alertam para Impacto Duradouro na Economia Russa</h3>n<p>Chris Weafer, CEO da consultoria Macro-Advisory Ltd., explica que as <b>pequenas e médias empresas</b> representam pouco mais de 20% da <b>economia russa</b>, um percentual significativo. Aumentar a aplicação do IVA a essas empresas significa uma arrecadação considerável para o orçamento do Estado, em um momento crucial.</p>n<p>Segundo Weafer, essa é uma "estratégia deliberada do Ministério das Finanças para criar fontes de renda mais estáveis e previsíveis", especialmente com a queda das receitas de petróleo e o aumento do déficit orçamentário. Contudo, essa pressão sobre as pequenas empresas não é recente, já que o setor sofre desde 2014, quando a Rússia enfrentou sanções devido à anexação da Crimeia.</p>n<p>As novas regulamentações fiscais intensificam essa pressão. Embora seja improvável que isso arruíne a economia russa, Weafer alerta que dificultará o crescimento quando a guerra terminar. "O único motor de expansão, crescimento e inovação necessário em uma economia é o setor que mais sofreu nos últimos quatro anos e continua sofrendo hoje", concluiu, ressaltando o risco de minar a capacidade de recuperação econômica futura.</p>"
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"content_html": "<h2>Guerra e Impostos: Pequenas Empresas na Rússia Sufocam com Novas Reformas Tributárias e Queda de Receitas</h2>n<p>A economia russa, já pressionada pela guerra na Ucrânia e a queda nas receitas de petróleo, impõe um fardo cada vez maior sobre suas <b>pequenas empresas</b>, que se veem em uma luta por sobrevivência. Novas reformas tributárias, implementadas para compensar o déficit orçamentário, estão elevando drasticamente os custos e diminuindo a demanda, empurrando muitos empreendedores à beira do colapso.</p>n<p>O cenário é de crescente incerteza e desespero para milhares de negócios, que agora precisam lidar com impostos mais altos e limites de faturamento reduzidos, em um ambiente econômico já desafiador. A situação é um reflexo direto da busca do Kremlin por novas fontes de financiamento em tempos de conflito prolongado.</p>n<p>Esta realidade preocupante foi detalhada em uma reportagem da Associated Press, divulgada pelo g1, que mostra como a vida de muitos empresários russos mudou drasticamente nos últimos meses devido a estas políticas.</p>nn<h3>A Aperta Fiscal e o Cenário Econômico Russo</h3>n<p>Com o quarto aniversário da invasão em larga escala da Ucrânia, a pressão sobre a <b>economia russa</b> se intensifica. As receitas de petróleo estão em declínio, o déficit orçamentário aumentou e os gastos militares, que antes impulsionavam um crescimento robusto, estagnaram. Diante desse quadro, o Kremlin passou a buscar fundos nos consumidores e nas <b>pequenas empresas</b>.</p>n<p>Entre as principais mudanças, o <b>Imposto sobre Valor Agregado (IVA)</b> foi elevado em 2%, e os limites de faturamento para sua cobrança foram drasticamente reduzidos. Antes, empresas com receita anual de até 60 milhões de rublos (cerca de R$ 4,04 milhões) estavam isentas. Agora, o teto caiu para 20 milhões de rublos (aproximadamente R$ 1,35 milhão) e a intenção é que chegue a 10 milhões de rublos (cerca de R$ 674 mil) até 2028.</p>n<p>Para aqueles que utilizam o “sistema de tributação por patente”, onde há pagamentos anuais fixos, o limite de faturamento também foi reduzido. Empresas que ultrapassam os 20 milhões de rublos de receita anual precisam agora pagar pelo menos 6% de imposto sobre suas receitas e no mínimo 5% de IVA, uma mudança que impacta severamente o planejamento financeiro.</p>nn<h3>O Caso da Padaria Mashenka e o Apelo a Putin</h3>n<p>A situação ganhou notoriedade com o caso de Denis Maksimov, proprietário da padaria Mashenka, nos arredores de Moscou. Ele se tornou conhecido após aparecer no programa anual de perguntas e respostas do presidente Vladimir Putin, em dezembro, implorando por uma revisão das novas reformas tributárias.</p>n<p>Maksimov expressou sua preocupação com o futuro. "Entendemos muito bem que não é uma situação fácil para o país. Entendemos que o aumento de impostos é necessário", disse ele na ocasião. "Para ser franco, estamos olhando para o futuro sem otimismo. Muitas empresas vão fechar."</p>n<p>Embora o apelo de Maksimov não tenha revertido a reforma, sua visibilidade trouxe atenção e novos clientes para a Mashenka. Posteriormente, Putin mencionou o caso em uma reunião do governo, e o Ministro da Economia, Maxim Reshetnikov, propôs medidas que isentariam a padaria do pagamento do IVA e reduziriam outros impostos. Maksimov, que antes cogitava fechar, agora se mostra mais confiante, aguardando a aprovação das medidas.</p>nn<h3>Campanha 'Nós Somos Mashenka': Um Grito de Socorro Coletivo</h3>n<p>O tratamento diferenciado de Maksimov gerou indignação entre outros pequenos e médios empresários. A campanha online "Nós Somos Mashenka", iniciada pela Associação de Empresas da Indústria da Beleza, deu voz a muitos que não tiveram a chance de chamar a atenção de Putin. Eles relatam que, ao contrário de Maksimov, não têm ninguém para ajudá-los.</p>n<p>Darya Demchenko, proprietária de uma rede de salões de beleza em São Petersburgo, é um exemplo. Ela precisou fechar uma unidade e vender outra para se manter. "Nunca me senti tão assustada, tão desprotegida, tão ansiosa como neste ano", afirmou Demchenko, explicando que seus <b>custos</b> aumentaram 30% e a <b>demanda</b> pelos serviços de beleza diminuiu drasticamente.</p>n<p>As reformas tributárias a fizeram deixar o sistema de patentes para pagar impostos muito mais altos, exigindo a contratação de um contador em tempo integral. Além disso, as restrições russas a redes sociais e plataformas de mensagens a privaram de publicidade barata e de formas eficazes de alcançar clientes, aumentando a dificuldade de operar.</p>n<p>Lyalya Sadykova, presidente da Associação de Empresas do Setor de Beleza, aponta para um cenário sombrio: cerca de 10% dos estabelecimentos de beleza em São Petersburgo fecharam as portas e outros 10% venderam suas empresas em dezembro e janeiro. Ela prevê mais fechamentos na primavera. "As pessoas vão fazer as contas. O primeiro prazo para o pagamento de impostos é em abril, e as pessoas vão perceber que não têm dinheiro para pagar, e é aí que o colapso vai começar", disse.</p>n<p>Em Kazan, as proprietárias de confeitaria Ilsiya Gizatullina e Railya Shayhieva decidiram fechar seu negócio, citando aumentos maciços de impostos, elevação dos custos e queda na demanda. "Foi uma decisão incrivelmente difícil, como amputar um membro. Porque morávamos lá, era a nossa vida, 24 horas por dia, 7 dias por semana", desabafou Gizatullina, que sobreviveu à pandemia, mas não ao novo sistema tributário.</p>nn<h3>Especialistas Alertam para Impacto Duradouro na Economia Russa</h3>n<p>Chris Weafer, CEO da consultoria Macro-Advisory Ltd., explica que as <b>pequenas e médias empresas</b> representam pouco mais de 20% da <b>economia russa</b>, um percentual significativo. Aumentar a aplicação do IVA a essas empresas significa uma arrecadação considerável para o orçamento do Estado, em um momento crucial.</p>n<p>Segundo Weafer, essa é uma "estratégia deliberada do Ministério das Finanças para criar fontes de renda mais estáveis e previsíveis", especialmente com a queda das receitas de petróleo e o aumento do déficit orçamentário. Contudo, essa pressão sobre as pequenas empresas não é recente, já que o setor sofre desde 2014, quando a Rússia enfrentou sanções devido à anexação da Crimeia.</p>n<p>As novas regulamentações fiscais intensificam essa pressão. Embora seja improvável que isso arruíne a economia russa, Weafer alerta que dificultará o crescimento quando a guerra terminar. "O único motor de expansão, crescimento e inovação necessário em uma economia é o setor que mais sofreu nos últimos quatro anos e continua sofrendo hoje", concluiu, ressaltando o risco de minar a capacidade de recuperação econômica futura.</p>"
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