Saiba como obter o informe de rendimentos e garantir uma declaração de IRPF 2026 correta
A declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) exige atenção a cada detalhe, e um dos documentos mais cruciais é o informe de rendimentos. Ele reúne dados vitais como salários, bônus, descontos e imposto retido, sendo a base para preencher o formulário corretamente e assegurar a conformidade com a Receita Federal.
Sem este documento, o contribuinte corre o risco de cometer erros que podem levar à malha fina e a problemas sérios com as autoridades fiscais. Por isso, saber como obtê-lo e o que fazer diante de possíveis contratempos é fundamental para uma declaração tranquila e precisa.
Este guia detalha tudo o que você precisa saber sobre o informe de rendimentos para o IRPF 2026, abordando desde a obtenção até a resolução de problemas, conforme informações divulgadas pelo G1.
Como obter o informe de rendimentos de empresas e INSS
O informe de rendimentos é fornecido pelas fontes pagadoras, como empresas, bancos e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para quem trabalha em uma empresa, o documento geralmente é disponibilizado pelo departamento de Recursos Humanos, podendo ser acessado por portais internos ou enviado por e-mail.
Mesmo após o desligamento de uma empresa, a obrigação de fornecer o documento permanece. Segundo a advogada consultada pelo G1, “A obrigação da fonte pagadora permanece, independentemente do vínculo atual. O ex-funcionário pode solicitar o documento normalmente pelos canais oficiais da empresa”. O envio pode ser digital ou, se solicitado, impresso.
Para quem recebe benefícios do INSS, o informe de rendimentos pode ser obtido através do aplicativo Meu INSS ou pelo site oficial do instituto. Já os bancos costumam disponibilizá-lo nos aplicativos de internet banking, caixas eletrônicos e em suas agências físicas, facilitando o acesso para os correntistas.
Empresa não enviou? Saiba como agir para conseguir o informe
Se a empresa não enviar o informe de rendimentos, o primeiro passo é reforçar a solicitação por escrito, preferencialmente por e-mail ou outro canal que permita comprovar o pedido. Isso é crucial caso seja necessário tomar medidas posteriores, garantindo um registro da sua tentativa.
A especialista consultada pelo G1 destaca que “A empresa tem obrigação legal de fornecer o informe. Se não cumprir, pode sofrer penalidade. Por isso, o contribuinte deve guardar provas da solicitação”. Manter um registro detalhado das comunicações é uma salvaguarda importante para o contribuinte.
Caso o problema persista, é possível consultar os dados na Receita Federal, por meio do Meu Imposto de Renda ou do e-CAC. No entanto, é importante notar que esses dados podem não estar completos, e o ideal é sempre insistir no envio do documento correto pela fonte pagadora para evitar inconsistências.
Declaração pré-preenchida: usar ou não e como corrigir divergências
A declaração pré-preenchida pode parecer uma solução prática, pois já reúne informações enviadas por empresas, bancos e outras instituições à Receita Federal. Contudo, ela não substitui o informe de rendimentos original, que deve ser a sua principal fonte de dados.
Segundo Ribeiro, especialista ouvida pelo G1, a pré-preenchida “deve ser vista como uma ferramenta de apoio, e não como uma fonte definitiva. O contribuinte precisa conferir todos os dados antes de enviar a declaração”. Informações incompletas, desatualizadas ou incorretas na pré-preenchida podem gerar problemas futuros com o fisco.
Se houver divergência entre os dados do informe de rendimentos e da declaração pré-preenchida, o correto é revisar cuidadosamente e ajustar manualmente as informações com base nos documentos oficiais. “O contribuinte deve sempre dar prioridade ao informe da fonte pagadora. Quando houver diferença, é necessário corrigir os dados na declaração para evitar inconsistências”, afirma a advogada.
Ignorar essas diferenças pode aumentar o risco de cair na malha fina. Caso a declaração já tenha sido enviada com erro, o contribuinte deve fazer uma retificação o quanto antes para corrigir as informações e regularizar sua situação junto à Receita Federal, evitando penalidades.
Múltiplas fontes de renda: a importância de reunir todos os informes
Para quem teve rendimentos de mais de uma fonte pagadora ao longo do ano, a regra é clara: é preciso reunir um informe de rendimentos de cada uma delas. Isso inclui empresas, bancos, INSS, corretoras e outras instituições financeiras que tenham efetuado pagamentos.
“Cada fonte pagadora informa seus próprios dados, e todos precisam ser considerados na declaração. Por isso, é essencial organizar todos os informes antes de preencher”, explica Márcia, especialista consultada pelo G1. A conferência deve ser feita separadamente, garantindo que todos os valores estejam corretos e completos em sua declaração.
A coleta e a análise minuciosa de cada informe de rendimentos são etapas cruciais para evitar omissões e erros que poderiam levar a questionamentos da Receita Federal. Ao ter todos os documentos em mãos, o contribuinte assegura uma declaração precisa e evita preocupações futuras.
