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Condomínios não podem mais barrar carregador de carro elétrico em SP | G1

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"title": "Nova Lei em SP: Condomínios Não Podem Mais Barrar Carregador de Carro Elétrico, Mas o Desafio da Instalação e Custo Persiste",
"subtitle": "A recente legislação paulista transforma a paisagem dos estacionamentos residenciais, exigindo análise técnica para a instalação de carregadores de carro elétrico, mas os moradores ainda enfrentam custos elevados e complexidades na implementação.",
"content_html": "<h2>A recente legislação paulista transforma a paisagem dos estacionamentos residenciais, exigindo análise técnica para a instalação de carregadores de carro elétrico, mas os moradores ainda enfrentam custos elevados e complexidades na implementação.</h2><p>Moradores de condomínios em São Paulo agora têm o direito garantido de instalar um <b>carregador de carro elétrico</b> em suas vagas, um passo significativo para a mobilidade sustentável. A nova lei impede que síndicos ou assembleias vetem a instalação sem uma justificativa técnica sólida, conforme informações divulgadas pelo G1.</p><p>Contudo, a facilidade na permissão não se traduz em simplicidade na execução. O processo de implementação ainda é complexo e pode gerar custos substanciais, que, em alguns casos, chegam a ser três vezes maiores do que a instalação em uma residência individual.</p><p>Este cenário exige que condomínios e moradores busquem soluções colaborativas e inovadoras para viabilizar a infraestrutura necessária, preparando os edifícios para o futuro dos veículos eletrificados, um mercado em franca expansão no Brasil, segundo projeções da Boston Consulting Group (BCG) a pedido da Anfavea.</p><h3>Desafios e Custos da Instalação do Carregador de Carro Elétrico</h3><p>A instalação de um <b>carregador de carro elétrico</b> em um condomínio envolve diversos custos e etapas. Luiz Felipe Santos, gerente-geral da Revo, empresa especializada no setor, explica que o cabeamento necessário pode variar de R$ 5 mil para instalações curtas (cinco metros) até R$ 12 mil para distâncias maiores (100 metros).</p><p>O processo começa com uma análise de carga do prédio, um equipamento que monitora o consumo de energia por sete dias. Essa análise, essencial para determinar a capacidade da rede para suportar os carregadores, pode custar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil e deve ser custeada pelo condomínio.</p><p>Além disso, o que Santos chama de “furo técnico”, que é a necessidade de um engenheiro certificar a passagem do cabeamento pelas lajes, pode dobrar o valor do serviço. Prédios mais antigos podem exigir a refação de toda a parte elétrica e até a substituição do transformador, com custos que podem ultrapassar R$ 500 mil, tornando a iniciativa inviável atualmente.</p><h3>A Nova Lei e a Colaboração do Condomínio</h3><p>A nova legislação paulista muda o jogo, pois o síndico ou a assembleia não podem mais proibir a instalação do <b>carregador de carro elétrico</b> sem apresentar um documento com motivos técnicos. David Monteiro, advogado especialista em direito imobiliário do escritório Martinelli, ressalta que o desafio é criar regras claras para essa solicitação.</p><p>Patrícia de Pádua Rodrigues, sócia da Martinelli Advogados, complementa que o condomínio não pode impor exigências desproporcionais ou sem base técnica. A lei permite que o condomínio exija o cumprimento de normas técnicas e de segurança, mas não a atribuição automática de culpa em caso de incidentes.</p><p>Alguns condomínios estão adotando um modelo colaborativo, arcando com parte da instalação que beneficia a todos. Segundo Santos, da Revo, o condomínio pode pagar para levar o cabeamento até um quadro central, e a partir daí, cada morador instala seu próprio <b>carregador de carro elétrico</b>, seguindo as normas e diminuindo os custos individuais.</p><h3>Soluções Inovadoras e Valorização Imobiliária</h3><p>Empresas como a Power2Go estão se movimentando para facilitar a instalação dos carregadores. Tadeu Azevedo, CEO da Power2Go, explica que é possível criar toda a infraestrutura sem custo inicial para o condomínio. Os moradores pagam pela instalação individual e manutenção do sistema à medida que aderem.</p><p>Azevedo enfatiza que, mesmo com vagas rotativas ou sorteadas, os condomínios podem se organizar. Ele aconselha síndicos e assembleias a entenderem que a implementação de <b>carregadores de carro elétrico</b> valoriza os imóveis. É crucial preparar a estrutura para futuras demandas, considerando que 65% das vendas de carros 0 km no Brasil serão de eletrificados até 2035, de acordo com a BCG.</p><h3>Segurança e Normatização: O Papel dos Bombeiros</h3><p>A segurança é uma preocupação central. Raquel Bueno, gerente da Lello Condomínios, aponta que muitos síndicos vetavam os carregadores por falta de normas claras. Em 2025, o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares publicou uma diretriz que orienta a instalação de pontos de recarga, essencial para a renovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).</p><p>David Monteiro explica que, se houver pontos de recarga instalados sem atender às exigências de segurança, a renovação do AVCB pode ser negada até a regularização. A tendência é que os Bombeiros estabeleçam um modelo de atestado, onde o condomínio busca um engenheiro responsável para garantir a segurança da instalação, similar ao que já ocorre com geradores.</p><p>Portanto, a nova lei em São Paulo é um avanço, mas a jornada para a eletrificação dos estacionamentos residenciais ainda requer planejamento, investimento e, acima de tudo, a colaboração entre moradores e administração para garantir a segurança e a viabilidade dos <b>carregadores de carro elétrico</b>.</p>

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