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Chuvas Fortes Ameaçam Lucratividade na Piscicultura Brasileira: Saiba Como Proteger Seus Peixes e Evitar Prejuízos Milionários

Piscicultura em Alerta: Cuidados Essenciais para Enfrentar o Excesso de Chuva

O cenário da piscicultura brasileira enfrenta um desafio significativo com a chegada das chuvas intensas. Este período, que deveria ser de prosperidade, pode se transformar em uma fonte de grandes preocupações para os produtores de peixes em todo o país.

A água mais fria e as alterações nas condições ambientais dos tanques exigem uma atenção redobrada, impactando diretamente a saúde dos peixes e a sustentabilidade das operações.

É fundamental que os piscicultores estejam preparados para adaptar o manejo e evitar prejuízos na piscicultura, conforme informações divulgadas pelo g1.

Ameaças da Água Fria e Baixa Oxigenação

Um dos principais impactos do excesso de chuva na piscicultura é a queda da temperatura da água. Peixes, como a tilápia, são sensíveis a essas mudanças, o que pode dificultar o manejo e comprometer seu desenvolvimento.

Além da temperatura, a oxigenação da água é um fator crítico. Os níveis de oxigênio dissolvido devem se manter acima de 4,5. Se essa marca cair consideravelmente, os peixes podem perder o apetite e, em casos extremos, chegar a óbito.

O piscicultor Rafael Mazzucchelli, de Regente Feijó (SP), que cria mais de um milhão de tilápias em diferentes sistemas, observa que o comportamento dos peixes ao receber a ração é um indicador importante da saúde. Ele ressalta a importância de manter os níveis corretos de oxigênio para que os animais cresçam melhor e para otimizar a quantidade de peixes por metro cúbico.

O Desafio da Alimentação e o Impacto nos Custos

A alimentação dos peixes também exige atenção especial durante períodos chuvosos. A diminuição da temperatura da água, causada pelo excesso de chuva, pode reduzir o apetite dos peixes, resultando em menor consumo de ração e crescimento mais lento.

Essa situação não apenas dificulta o manejo diário, mas também pode aumentar os custos de produção, já que o ciclo de engorda se estende e a eficiência alimentar diminui. A piscicultura, em grande parte, é realizada a céu aberto no Brasil, o que a torna mais vulnerável às variações climáticas, como apontado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Por essa razão, monitorar as mudanças do tempo e adaptar as estratégias de alimentação e manejo se torna parte essencial da rotina do piscicultor para evitar prejuízos na piscicultura.

Monitoramento Constante: A Chave para o Sucesso

Para mitigar os riscos e garantir a saúde da produção, o monitoramento diário dos tanques é indispensável. Em Presidente Prudente (SP), o zootecnista Haroldo Takahashi utiliza um oxímetro para medir a oxigenação da água, assegurando que os níveis estejam sempre adequados.

A atenção ao ponto de abate também é crucial para a rentabilidade. O ideal é que a tilápia atinja um quilo, embora comece a ser abatida a partir de 730 gramas, para garantir filés de melhor qualidade e maior valor de mercado.

Seja em tanques cobertos, como no sistema RAS, ou em tanques escavados a céu aberto, a vigilância constante do manejo, do clima e da qualidade da água é fundamental. Essas práticas são a chave para reduzir os riscos de prejuízos na piscicultura e manter a produção de peixes em alta performance e lucratividade.

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