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BRB em xeque: Prazo para o Banco de Brasília detalhar recomposição de R$ 5 bilhões ao Banco Central termina hoje, entenda o escândalo do Banco Master e seus impactos!

BRB sob pressão: o que está em jogo na entrega do plano ao Banco Central

O Banco de Brasília (BRB) tem até esta sexta-feira, 6 de outubro, para entregar ao Banco Central um plano detalhado de ações. O objetivo é reforçar seu balanço patrimonial em, no mínimo, R$ 5 bilhões. Essa medida é fundamental para que a instituição financeira possa mitigar riscos e garantir a robustez de seus ativos no mercado.

A necessidade de recomposição de capital surge após uma série de eventos envolvendo a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, que geraram fragilidades no balanço do BRB. O plano, se aprovado pelo Banco Central, deverá ser executado em até seis meses, buscando evitar abalos à credibilidade do banco público.

Medidas que possam afetar o caixa do governo do Distrito Federal, que é o acionista majoritário do BRB, podem exigir ainda a aprovação da Câmara Legislativa do DF, conforme informações divulgadas pelo g1.

As controvérsias com o Banco Master e o impacto no BRB

A urgência em recompor o capital do BRB tem suas raízes em transações realizadas desde o final de 2024. Naquele período, o BRB gastou bilhões para adquirir carteiras de créditos do Banco Master. Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras haviam sido compradas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor.

O mais grave, segundo as investigações, é que o Banco Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu o valor à vista ao revendê-los ao BRB. O Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências, com o BRB injetando R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025. Desse montante, cerca de R$ 12 bilhões teriam sido destinados a carteiras de crédito consideradas “podres”, sem garantias financeiras adequadas.

Essas inconsistências fragilizaram consideravelmente o balanço patrimonial do BRB. Embora técnicos consultados pelo g1 e pela TV Globo descartem qualquer risco de falência ou liquidação, dada a solidez do governo do DF como acionista controlador, a recomposição de capital é crucial para o cumprimento das regras mínimas de solidez e segurança do sistema bancário brasileiro.

Alternativas em estudo para o reforço do capital do BRB

Em comunicado emitido no final de janeiro, o BRB listou algumas alternativas viáveis para reforçar seu patrimônio. Entre as opções estudadas, destacam-se a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) utilizando imóveis do governo do Distrito Federal, a contratação de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e um aporte direto dos controladores.

O governo do Distrito Federal, que detém 71,92% do capital do BRB, seria o principal responsável por esse aporte direto, caso essa seja a via escolhida. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou publicamente sua disposição em utilizar patrimônio público do DF para essas operações, inclusive por meio da constituição de um fundo imobiliário.

Investigações e o futuro da gestão do Banco de Brasília

A complexidade da situação do BRB se aprofunda com a investigação em curso sobre o Banco Master. O Banco Central liquidou o Master em novembro, após identificar uma profunda crise de liquidez, ou seja, a instituição não possuía recursos suficientes para honrar seus compromissos. Uma nova investigação da Polícia Federal, focada na atuação de gestores do BRB, foi aberta para apurar suspeitas de gestão fraudulenta.

Anteriormente, em 2025, o BRB tentou adquirir grande parte do Banco Master, uma operação que teve apoio público do governador Ibaneis Rocha, mas foi barrada pelo Banco Central. A entrega do plano de recomposição de capital ao Banco Central nesta sexta-feira é, portanto, um passo crucial para o BRB reafirmar sua solidez e transparência, garantindo a confiança do mercado e de seus clientes.

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