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Como assistir aos jogos da Copa no trabalho sem comprometer sua carreira: dicas essenciais para evitar gafes e manter o profissionalismo no expediente durante o Mundial

Assistir aos jogos da Copa no trabalho exige planejamento e bom senso: descubra como equilibrar a torcida com as obrigações profissionais para evitar problemas e fortalecer o clima organizacional.

A Copa do Mundo de 2026 já começou a agitar o ambiente, e com a estreia da seleção brasileira marcada para um sábado, a expectativa é grande para os jogos que podem acontecer em dias úteis. Essa situação levanta dúvidas importantes sobre como conciliar a paixão pelo futebol com as responsabilidades no trabalho.

Muitos funcionários se perguntam se terão folga, se podem flexibilizar horários ou como acompanhar as partidas durante o expediente. É um cenário que exige atenção, pois nem todas as empresas adotam regras flexíveis, e a conduta inadequada pode trazer consequências.

Para navegar por esse período com tranquilidade, é fundamental conhecer as orientações da sua empresa e adotar uma postura profissional. Afinal, excessos e gafes podem prejudicar a imagem do trabalhador, conforme informações divulgadas pelo g1.

A importância de conhecer as regras da empresa

Antes de qualquer coisa, é crucial verificar se a sua empresa permite acompanhar os jogos da Copa durante o expediente. Especialistas alertam que as organizações não são obrigadas por lei a liberar funcionários ou flexibilizar horários nos dias de jogos da seleção.

Renato Mendes Baptista, CEO da Mendes Talent, destaca que o ideal é consultar as normas internas ou alinhar previamente com a liderança. Essa conversa prévia garante que o funcionário esteja ciente do que é permitido, evitando mal-entendidos e problemas futuros.

No Brasil, é comum que muitas empresas optem por liberar os colaboradores ou flexibilizar a jornada, mas essa é uma decisão interna. Algumas, como a startup GetNinjas, em São Paulo, já se organizaram para permitir que os funcionários assistam aos jogos no escritório ou em casa, criando um ambiente mais descontraído.

A própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite acordos de compensação de jornada, uma prática que pode ser adotada por muitas empresas durante eventos esportivos. Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), ressalta que “a produtividade não cai quando o colaborador se sente respeitado em seus momentos de lazer”.

Comportamentos que devem ser evitados no expediente

Mesmo com um clima mais leve, o ambiente de trabalho continua sendo profissional. Especialistas apontam que alguns comportamentos podem gerar desconforto e até consequências disciplinares. É essencial manter o bom senso ao assistir aos jogos da Copa no trabalho.

Gritos excessivos, provocações insistentes, palavrões e o abandono das responsabilidades estão entre os comportamentos que mais geram atrito, segundo Renato Mendes Baptista. Ele também enfatiza que “é importante lembrar que nem todos gostam de futebol, então o respeito à diversidade de perfis e interesses precisa prevalecer”.

Outro ponto de atenção é o uso excessivo do celular e das redes sociais. Acompanhar rapidamente o placar pode ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no aparelho pode transmitir falta de comprometimento e desatenção ao trabalho, prejudicando a imagem profissional.

Eliane Aere alerta que a descontração não é um “passe livre” para esquecer o ambiente corporativo. Xingamentos, provocações agressivas e ofensas podem ser enquadrados como desrespeito ao código de conduta da empresa. Abandonar o posto, ignorar clientes ou consumir bebida alcoólica durante o expediente também são atitudes que podem levar a punições.

O papel do planejamento e RH na Copa

Para que a Copa seja um momento de integração e não de conflito, o planejamento é fundamental. Fernando Pedro, diretor-geral da Assigna, empresa do Talenses Group, afirma que a chave está em alinhar previamente expectativas, prioridades e responsabilidades.

Muitas empresas conseguem criar ações leves, como a transmissão dos jogos, flexibilização pontual de horários ou pausas programadas, sem impactar a operação. Para isso, o setor de Recursos Humanos (RH) deve estabelecer orientações claras, envolvendo horários, uso de espaços comuns, código de vestimenta (dress code), consumo de álcool e a postura esperada durante as partidas.

“O bom senso é importante, mas orientações claras ajudam a evitar ruídos”, explica Fernando Pedro. Ele também reforça que o consumo excessivo de álcool em confraternizações corporativas pode gerar situações inadequadas, mesmo em momentos de lazer, pois o ambiente continua sendo corporativo.

É fundamental que as ações relacionadas à Copa sejam opcionais, respeitando quem não se interessa por futebol. “O ideal é evitar pressão social para participação e garantir que quem prefira manter a rotina normal também se sinta respeitado”, complementa Fernando, indicando que a Copa pode tanto fortalecer a integração quanto evidenciar problemas de convivência já existentes.

Dicas essenciais para conciliar Copa e trabalho

Para quem deseja assistir aos jogos da Copa no trabalho sem problemas, especialistas oferecem algumas orientações práticas:

Primeiramente, verifique as regras da empresa antes dos jogos. Confirme as orientações internas ou converse com seu gestor para entender o que é permitido. Evite exageros na torcida, como gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas, pois isso pode gerar desconforto.

Cuidado com provocações e brincadeiras que possam ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos. Lembre-se, não abandone suas responsabilidades. Acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes.

Use o celular e as redes sociais com moderação. Conferir o placar rapidamente é aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar sua imagem profissional. Acima de tudo, respeite quem não gosta de futebol, pois nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção, e o ambiente deve continuar inclusivo.

Evite palavrões e reações agressivas contra juízes, jogadores ou colegas, pois podem ser vistos como comportamento inadequado. Participe das ações da empresa, como bolões e decorações, com bom senso, desde que não atrapalhem a rotina. Após o jogo, retome o foco rapidamente e mantenha a produtividade.

Lembre-se sempre de que o ambiente continua profissional. A Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho exige postura, respeito e maturidade emocional. Na hora do gol, comemore sem exageros. Vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo, evitando gritos excessivos, correr pelo escritório ou provocar colegas, para não atrapalhar quem continua trabalhando.

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