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PIX x Zelle: veja as diferenças entre os sistemas de pagamento | G1

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"title": "<b>PIX x Zelle</b>: Compare os <b>Sistemas de Pagamento</b> do Brasil e EUA e Descubra Por Que o PIX Incomoda Trump",
"subtitle": "Da Natureza Pública à Integração no Dia a Dia: Um Mergulho Detalhado nas Particularidades que Distinguem o <b>PIX</b> Brasileiro do <b>Zelle</b> Americano",
"content_html": "<p>A comparação entre o <b>PIX</b>, o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, e o <b>Zelle</b>, seu equivalente nos Estados Unidos, tem gerado grande debate. A discussão ganhou destaque após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que comparou as duas ferramentas em uma entrevista.</p><p>A polêmica se intensifica com as críticas do governo Donald Trump ao modelo brasileiro. Há acusações de que o Brasil estaria favorecendo o <b>PIX</b> em detrimento de empresas americanas, colocando os holofotes sobre as diferenças fundamentais entre esses dois importantes <b>sistemas de pagamento</b>.</p><p>Para ajudar a entender o cerne dessa controvérsia e as particularidades de cada sistema, vamos explorar as principais distinções, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Público ou Privado: A Origem dos Sistemas de Pagamento</h3><p>Uma das distinções mais cruciais entre o <b>PIX</b> e o <b>Zelle</b> reside em sua natureza e origem. O <b>PIX</b> é um sistema de pagamentos instantâneos de caráter público, desenvolvido e lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020.</p><p>O próprio Banco Central é o responsável pela regulação e pela infraestrutura tecnológica que garante o funcionamento robusto e seguro do sistema. Essa característica pública garante uma padronização e alcance que o diferencia.</p><p>Já o <b>Zelle</b>, lançado em 2017, é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos. Ele foi criado pela Early Warning Services, uma empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos americanos.</p><p>Entre os controladores estão instituições de peso como Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo. Essa estrutura privada define o escopo de sua operação e integração no mercado.</p><h3>Integração e Abrangência: Onde Cada Sistema Atua</h3><p>Embora o Banco Central brasileiro esteja estudando a possibilidade de permitir transferências diretas do <b>PIX</b> para contas no exterior, atualmente ambos os sistemas, <b>PIX</b> e <b>Zelle</b>, estão limitados a operações entre contas nacionais.</p><p>A principal diferença, portanto, reside no grau de integração e abrangência dentro de seus respectivos sistemas financeiros. O <b>PIX</b> funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central, garantindo acesso universal aos seus usuários.</p><p>Essa capilaridade é uma das grandes forças do <b>PIX</b> no cenário brasileiro. Por outro lado, o <b>Zelle</b> é restrito às instituições participantes do sistema, o que limita seu alcance.</p><p>Dados oficiais indicam que o <b>Zelle</b> está disponível em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito. Apesar do número expressivo, ele não abrange todas as instituições financeiras dos EUA, como o <b>PIX</b> faz no Brasil.</p><h3>Uso Cotidiano e Custos: Como PIX e Zelle Funcionam na Prática</h3><p>A forma como <b>PIX</b> e <b>Zelle</b> são utilizados no dia a dia também apresenta diferenças significativas. O <b>Zelle</b> é voltado principalmente para transferências entre pessoas e transações de pequenas empresas, um uso mais focado em operações pontuais.</p><p>O <b>PIX</b>, por sua vez, pode ser empregado em uma gama muito mais ampla de situações cotidianas, sendo um <b>sistema de pagamento</b> multifuncional. Segundo o Banco Central, além das transferências entre pessoas, o <b>PIX</b> pode ser usado para pagamentos em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços.</p><p>Ele também permite pagamentos entre empresas, o recolhimento de receitas públicas e contribuições, e o pagamento de cobranças e faturas, como contas de serviços públicos, demonstrando sua versatilidade.</p><p>Em relação aos custos, o <b>PIX</b> é gratuito para pessoas físicas e geralmente tem um custo mais baixo para empresas. Já o <b>Zelle</b> pode ou não ser gratuito, dependendo das tarifas cobradas pelo banco ou cooperativa de crédito.</p><p>Contudo, uma pesquisa recente, realizada no terceiro trimestre do ano passado, apontou que “quase todos” os bancos e cooperativas que oferecem o <b>Zelle</b> não cobram taxas dos consumidores. Por fim, enquanto o <b>PIX</b> é instantâneo, o <b>Zelle</b> pode levar alguns minutos para que o valor seja creditado ao destinatário.</p><h3>Cancelamento e Segurança: O Que Fazer em Caso de Erro ou Fraude</h3><p>A possibilidade de cancelar um pagamento ou reaver valores é uma preocupação comum para usuários de qualquer <b>sistema de pagamento</b>. No <b>Zelle</b>, o usuário só pode cancelar uma transação se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma.</p><p>“Se o destinatário já estiver cadastrado no Zelle, o dinheiro será enviado diretamente para a conta bancária dele e não poderá ser cancelado”, alerta o site oficial do <b>Zelle</b>. Isso significa que a rapidez da transação é acompanhada por uma limitação no cancelamento.</p><p>O <b>PIX</b>, por sua vez, conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), uma ferramenta desenvolvida para auxiliar vítimas de fraude. No entanto, o Banco Central ressalta que o MED não garante o ressarcimento integral dos valores.</p><p>“A recuperação depende da análise do caso e da existência do saldo na conta do recebedor ou de demais envolvidos na fraude”, explica o BC. Para transferências feitas por engano, não há normas específicas do Banco Central ou do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre devolução.</p><p>Mesmo assim, o BC lembra que o Código Penal aborda a apropriação indevida e orienta os consumidores a procurar o banco para tentar reaver o dinheiro. Além disso, o <b>PIX</b> possui uma funcionalidade que permite ao próprio recebedor devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco, facilitando a correção de equívocos.</p>"
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"content_html": "<p>A comparação entre o <b>PIX</b>, o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, e o <b>Zelle</b>, seu equivalente nos Estados Unidos, tem gerado grande debate. A discussão ganhou destaque após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que comparou as duas ferramentas em uma entrevista.</p><p>A polêmica se intensifica com as críticas do governo Donald Trump ao modelo brasileiro. Há acusações de que o Brasil estaria favorecendo o <b>PIX</b> em detrimento de empresas americanas, colocando os holofotes sobre as diferenças fundamentais entre esses dois importantes <b>sistemas de pagamento</b>.</p><p>Para ajudar a entender o cerne dessa controvérsia e as particularidades de cada sistema, vamos explorar as principais distinções, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Público ou Privado: A Origem dos Sistemas de Pagamento</h3><p>Uma das distinções mais cruciais entre o <b>PIX</b> e o <b>Zelle</b> reside em sua natureza e origem. O <b>PIX</b> é um sistema de pagamentos instantâneos de caráter público, desenvolvido e lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020.</p><p>O próprio Banco Central é o responsável pela regulação e pela infraestrutura tecnológica que garante o funcionamento robusto e seguro do sistema. Essa característica pública garante uma padronização e alcance que o diferencia.</p><p>Já o <b>Zelle</b>, lançado em 2017, é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos. Ele foi criado pela Early Warning Services, uma empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos americanos.</p><p>Entre os controladores estão instituições de peso como Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo. Essa estrutura privada define o escopo de sua operação e integração no mercado.</p><h3>Integração e Abrangência: Onde Cada Sistema Atua</h3><p>Embora o Banco Central brasileiro esteja estudando a possibilidade de permitir transferências diretas do <b>PIX</b> para contas no exterior, atualmente ambos os sistemas, <b>PIX</b> e <b>Zelle</b>, estão limitados a operações entre contas nacionais.</p><p>A principal diferença, portanto, reside no grau de integração e abrangência dentro de seus respectivos sistemas financeiros. O <b>PIX</b> funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central, garantindo acesso universal aos seus usuários.</p><p>Essa capilaridade é uma das grandes forças do <b>PIX</b> no cenário brasileiro. Por outro lado, o <b>Zelle</b> é restrito às instituições participantes do sistema, o que limita seu alcance.</p><p>Dados oficiais indicam que o <b>Zelle</b> está disponível em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito. Apesar do número expressivo, ele não abrange todas as instituições financeiras dos EUA, como o <b>PIX</b> faz no Brasil.</p><h3>Uso Cotidiano e Custos: Como PIX e Zelle Funcionam na Prática</h3><p>A forma como <b>PIX</b> e <b>Zelle</b> são utilizados no dia a dia também apresenta diferenças significativas. O <b>Zelle</b> é voltado principalmente para transferências entre pessoas e transações de pequenas empresas, um uso mais focado em operações pontuais.</p><p>O <b>PIX</b>, por sua vez, pode ser empregado em uma gama muito mais ampla de situações cotidianas, sendo um <b>sistema de pagamento</b> multifuncional. Segundo o Banco Central, além das transferências entre pessoas, o <b>PIX</b> pode ser usado para pagamentos em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços.</p><p>Ele também permite pagamentos entre empresas, o recolhimento de receitas públicas e contribuições, e o pagamento de cobranças e faturas, como contas de serviços públicos, demonstrando sua versatilidade.</p><p>Em relação aos custos, o <b>PIX</b> é gratuito para pessoas físicas e geralmente tem um custo mais baixo para empresas. Já o <b>Zelle</b> pode ou não ser gratuito, dependendo das tarifas cobradas pelo banco ou cooperativa de crédito.</p><p>Contudo, uma pesquisa recente, realizada no terceiro trimestre do ano passado, apontou que “quase todos” os bancos e cooperativas que oferecem o <b>Zelle</b> não cobram taxas dos consumidores. Por fim, enquanto o <b>PIX</b> é instantâneo, o <b>Zelle</b> pode levar alguns minutos para que o valor seja creditado ao destinatário.</p><h3>Cancelamento e Segurança: O Que Fazer em Caso de Erro ou Fraude</h3><p>A possibilidade de cancelar um pagamento ou reaver valores é uma preocupação comum para usuários de qualquer <b>sistema de pagamento</b>. No <b>Zelle</b>, o usuário só pode cancelar uma transação se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma.</p><p>“Se o destinatário já estiver cadastrado no Zelle, o dinheiro será enviado diretamente para a conta bancária dele e não poderá ser cancelado”, alerta o site oficial do <b>Zelle</b>. Isso significa que a rapidez da transação é acompanhada por uma limitação no cancelamento.</p><p>O <b>PIX</b>, por sua vez, conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), uma ferramenta desenvolvida para auxiliar vítimas de fraude. No entanto, o Banco Central ressalta que o MED não garante o ressarcimento integral dos valores.</p><p>“A recuperação depende da análise do caso e da existência do saldo na conta do recebedor ou de demais envolvidos na fraude”, explica o BC. Para transferências feitas por engano, não há normas específicas do Banco Central ou do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre devolução.</p><p>Mesmo assim, o BC lembra que o Código Penal aborda a apropriação indevida e orienta os consumidores a procurar o banco para tentar reaver o dinheiro. Além disso, o <b>PIX</b> possui uma funcionalidade que permite ao próprio recebedor devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco, facilitando a correção de equívocos.</p>"
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