Estrutura visa explorar sinergias entre depósitos subterrâneos, aprofundar poço existente e desenvolver novas galerias para extração de cobre e outros metais críticos na Bacia de Sudbury
A Vale informou que sua subsidiária, a Vale Metais Básicos, assinou um acordo com a Glencore Canada para avaliar um projeto de cobre em áreas adjacentes já exploradas na Bacia de Sudbury. O entendimento inicial prevê aproveitar infraestrutura existente para reduzir custos e acelerar estudos.
O contrato estabelece uma estrutura para explorar sinergias da mineração dos depósitos subterrâneos de ambas as empresas, incluindo a utilização do shaft e da infraestrutura da Mina Nickel Rim South, controlada pela Glencore.
Os termos iniciais apontam para a intenção de transformar VMB e Glencore em uma joint venture como parceiras iguais após o trabalho de avaliação, conforme informação divulgada pelo g1
Detalhes do acordo
Segundo a comunicação da Vale, a parceria permitirá acessar depósitos de cobre próximos usando o shaft e infraestrutura já existentes, e envolve o aprofundamento do poço de mina atual da Glencore e o desenvolvimento de novas galerias.
A intenção é que a VMB e a Glencore se transformem em uma joint venture como parceiras iguais no projeto, após a conclusão do trabalho inicial, e que as empresas explorem a geologia polimetálica da região.
O CEO da Vale Metais Básicos, Shaun Usmar, afirmou, “Existe uma plataforma que permite criar um verdadeiro campeão global”, destacando a demanda por metais críticos, como cobre e níquel.
Produção e custos estimados
O projeto projeta a produção de 880 mil toneladas de cobre ao longo de 21 anos, com um custo de capital entre US$ 1,6 bilhão e US$ 2 bilhões. Além do cobre, a geologia de Sudbury deve permitir a extração de níquel, cobalto, ouro, metais do grupo da platina e outros minerais críticos.
Esses números serão validados ao longo dos estudos de engenharia e dos processos de licenciamento, que devem detalhar a viabilidade econômica e técnica do empreendimento.
Próximos passos e cronograma
Os trabalhos detalhados de engenharia, licenciamento e consulta comunitária estão previstos para ocorrer em 2026, e a decisão final de investimento é esperada para o primeiro semestre de 2027.
Se aprovada a decisão final, o projeto poderá aproveitar infraestrutura existente para reduzir o tempo de construção, e a formação da joint venture equivalerá a uma divisão de riscos e investimentos entre Vale Metais Básicos e Glencore.
Para a Vale, além de ampliar sua atuação em minério de ferro, o movimento reforça o protagonismo no setor de cobre, em linha com a estratégia de focar em metais críticos para a transição energética.
