Com a aprovação em 1º turno, a Privatização da Copasa poderá ser iniciada pelo governo de Minas, texto volta à Comissão FFO antes do 2º turno e mercado reage
A Assembleia Legislativa de Minas aprovou em primeiro turno o projeto que autoriza o início do processo de privatização da Copasa.
A proposta permite alterar o controle da companhia por meio de venda de ações ou aumento de capital, e inclui novas regras para empregados e modelo societário.
Os detalhes da tramitação e a reação do mercado serão decisivos para os próximos passos do processo, confira a seguir as implicações principais.
conforme informação divulgada pela Reuters.
O que prevê o projeto aprovado
O texto aprovado autoriza ao governo de Minas Gerais a iniciar o processo de desestatização da Copasa, permitindo que o estado deixe de ser o controlador da companhia por meio de venda de ações ou aumento de capital que dilua sua participação.
Segundo a assembleia, a futura empresa deverá adotar o modelo de “corporation”, sem acionista controlador definido, segundo comunicado da assembleia à imprensa.
Segurança aos empregados
Uma alteração importante incluída durante a tramitação foi a proteção aos trabalhadores, com garantia temporária de manutenção do vínculo após a mudança de controle.
O projeto inclui estabilidade de 18 meses para os empregados da Copasa após a privatização, algo que não constava do projeto original.
Reação do mercado e próximos passos
No dia da votação, houve resposta imediata do mercado, a que pode influenciar decisões dos investidores e do governo estadual.
As ações da Copasa subiam 1,38%, às 13h59, enquanto o Ibovespa mostrava alta de 0,81%.
O texto aprovado retornará à Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, a FFO, antes da votação final em segundo turno, e seguirá para nova apreciação na Assembleia.
