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Preço do ouro sobe a maior nível desde outubro com apostas em corte do Fed, prata salta 3,5% e bate recorde, Deutsche Bank projeta alta para prata

Com dólar mais fraco, probabilidade acima de 80% de um corte pelo Fed segundo o CME Group, o preço do ouro avança e a prata alcança máximas impulsionada por demanda de ETFs

O mercado de metais preciosos registrou movimentos fortes no início de dezembro, com o preço do ouro em alta e a prata atingindo recorde histórico. A oscilação ocorre em meio a leituras do dólar e das expectativas sobre a política do Federal Reserve.

Investidores reavaliam cenários para a reunião do Fed, enquanto a demanda por ETFs e dados de produção minera do mercado australiano adicionam suporte aos preços. Esses fatores combinados ajudaram a impulsionar o rali dos metais.

Conforme informação divulgada pela reportagem de Camille Bocanegra, o ouro e a prata fecharam em forte alta nesta segunda-feira, 1º de dezembro, refletindo as apostas por cortes futuros na taxa básica dos EUA.

Movimento dos preços em bolsa

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para fevereiro encerrou em alta de 0,47%, a US$ 4.274,8 por onça-troy. A prata para março acompanhou o movimento e saltou 3,5%, fechando em US$ 59,142 por onça-troy, após atingir a máxima recorde de 59,435 durante a sessão.

O ouro ampliou ganhos do fim de semana anterior e alcançou máxima diária de US$4.299,6, o maior valor desde 21 de outubro, em meio à maior pressão vendedora sobre o dólar e às expectativas por mudanças na política monetária.

Por que o preço do ouro subiu e a prata disparou

Analistas apontam dois fatores centrais para o movimento, primeiro, a consolidação das apostas por uma diminuição na taxa básica norte-americana, com probabilidade mantida acima de 80% segundo ferramenta de monitoramento do CME Group, e segundo, um dólar mais fraco, que tende a sustentar o rali do metal precioso.

Além disso, o Deutsche Bank destaca que a demanda por ETFs deve ser a principal razão por trás de um déficit na oferta de prata, o que também dá suporte ao preço do ouro e puxou a prata para níveis recordes. O banco prevê que a prata deve atingir US$ 58,50 em 2026 e US$ 60 em 2027.

Dados de oferta e perspectivas

Dados setoriais complementam o quadro, segundo informações citadas pela reportagem, as mineradoras australianas estão aumentando a exploração do metal dourado, com gastos de cerca de US$ 282,6 milhões, o maior valor trimestral desde 1994, quando os dados passaram a ser coletados.

Para investidores, o cenário combina estímulo à busca por ativos de proteção com sinais de maior demanda física e por fundos, elevando a atenção para o preço do ouro em prazos próximos. Analistas seguem monitorando decisões do Fed, dados econômicos e fluxos para ETFs, fatores que devem continuar moldando os preços nas próximas sessões.

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