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Petróleo sobe com tensões na Ucrânia e expectativa por reunião da Opep, WTI e Brent avançam enquanto mercado monitora Genebra e sanções

Petróleo registra alta com declarações do Kremlin e sinais dos EUA, investidores aguardam resultado das conversas em Genebra e definições da Opep sobre oferta

Os contratos futuros do petróleo encerraram a sessão desta segunda-feira em alta, em meio a relatos divergentes sobre o avanço das negociações entre Rússia e Ucrânia.

A movimentação também reflete a expectativa do mercado pela reunião da Opep no fim da semana, que pode influenciar oferta global e pressionar preços.

Conforme informação divulgada pelo Estadão Conteúdo.

Movimento dos preços e dados do mercado

O pregão registrou ganhos sólidos para as principais referências, com reação dos investidores a notícias geopolíticas e à incerteza sobre sanções a empresas russas.

O petróleo WTI para janeiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 1,34% (US$ 0,78), a US$ 58 84 o barril. Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,25% (US$ 0 78), a US$ 62,72.

Declarações que balançaram a cotação

O preço oscilou ao longo do dia depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou possível progresso nas negociações entre Rússia e Ucrânia, o que inicialmente pressionou os preços para baixo.

O movimento, contudo, foi revertido após o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmar que Moscou “não havia recebido nenhuma informação oficial sobre o resultado das negociações de Genebra”.

A principal porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, disse que ainda há “muito trabalho” a ser feito antes de um acordo final, apesar de conversas que teriam “produzido progresso construtivo”.

Risco de oferta e eficácia das sanções

Analistas destacam que o desfecho das negociações em Genebra pode alterar fortemente a percepção de risco no mercado de petróleo, especialmente diante das sanções impostas a petrolíferas russas.

Para o Deutsche Bank, o desdobramento mais significativo pode ser a resposta da Ucrânia ao “ultimato”, enquanto o ING ressalta a incerteza sobre o impacto das sanções às empresas como Rosneft e Lukoil.

A ANZ lembra que persistem preocupações sobre um aumento da oferta pela Opep e que há dúvidas crescentes sobre a eficácia das sanções norte-americanas, independentemente de um acordo ser fechado ou não.

O que ficar de olho nos próximos dias

Investidores devem acompanhar comunicados oficiais sobre as negociações em Genebra, possíveis detalhes sobre medidas contra petrolíferas russas e, claro, qualquer sinal da Opep sobre cortes ou aumentos de produção.

Em um mercado sensível a notícias geopolíticas, pequenos avanços nas conversas ou comentários de líderes podem provocar volatilidade no preço do petróleo e na dinâmica entre WTI e Brent.

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