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Opep+ mantém cota de produção de petróleo para 2026, aprova mecanismo para avaliar capacidade máxima dos membros e confirma pausa em aumentos no início de 2026

Opep+ mantém cota de produção e cria mecanismo para avaliar capacidade máxima dos membros, com impacto nas cotas de 2027 e pausa nos aumentos para o primeiro trimestre de 2026

A aliança formada pela Opep e seus aliados decidiu manter as cotas de produção para 2026, em uma reunião realizada neste domingo, afirmando também que adotará um mecanismo para avaliar a capacidade máxima de produção dos membros.

A decisão envolve questões complexas sobre quem pode produzir mais e como distribuir cotas a partir de 2027, em meio a pressões de países que aumentaram capacidade, e de outros que têm queda na produção.

O movimento também confirma uma pausa nos aumentos para o primeiro trimestre de 2026, depois de liberações significativas de oferta no mercado desde abril de 2025, conforme informação divulgada pela Reuters.

Decisão da Opep+ e novo mecanismo de capacidade

A decisão mantém as cotas vigentes para 2026, e inclui a aprovação de um mecanismo destinado a avaliar a capacidade máxima de produção dos membros, para ser usado ao estabelecer cotas a partir de 2027.

A Opep+ disse que o grupo aprovou um mecanismo para avaliar a capacidade máxima de produção dos membros, a ser usado para estabelecer cotas de produção a partir de 2027, conforme a mesma nota citada pela Reuters.

O tema era discutido há anos, porque países como os Emirados Árabes Unidos aumentaram capacidade e pleiteiam cotas maiores, enquanto outros, inclusive africanos, registram declínios e resistem a cortes.

Como a decisão afeta oferta global

O grupo, que fornece metade do petróleo do mundo, manteve também medidas que limitam a oferta, em um cenário em que negociações geopolíticas podem alterar fluxos.

A Opep+ suspendeu os aumentos na produção de petróleo para o primeiro trimestre de 2026, depois de liberar cerca de 2,9 milhões de barris por dia no mercado desde abril de 2025, segundo a Reuters.

Além disso, o grupo ainda tem cerca de 3,24 milhões de bpd de cortes de produção em vigor, representando cerca de 3% da demanda global, número que não foi alterado na reunião.

Risco geopolítico e sanções à Rússia

A reunião ocorre enquanto os Estados Unidos intensificam esforços para mediar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, um desfecho que pode aumentar a oferta global se sanções à Rússia forem aliviadas.

Se o acordo de paz fracassar, a Rússia poderá ter sua oferta ainda mais restringida pelas sanções, observam fontes próximas às negociações citadas pela Reuters.

Divisões internas e próximos passos

Fontes indicaram que oito países da Opep+, que se reuniram separadamente, também chegaram a um acordo, em princípio, para manter a pausa nos aumentos de produção para o primeiro trimestre de 2026.

Conflitos sobre cotas já provocaram efeitos visíveis, como a saída de Angola do grupo em 2024, devido a desacordo sobre suas cotas de produção.

Com o novo mecanismo, a Opep+ busca uma base técnica para a definição das cotas de 2027, mas o processo deve seguir sujeito a negociações políticas entre membros com capacidades e interesses divergentes.

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