Equipe do Morgan Stanley avalia que a correção nas bolsas americanas está se aproximando do fim, e que qualquer fraqueza no curto prazo deve ser vista como oportunidade para compras
A recente onda de vendas nas ações americanas, que pressionou índices e ampliou receios, pode estar perto do fim, segundo avaliação de estrategistas do banco.
A recomendação é que investidores vejam quedas pontuais como chances de aumentar posições em setores selecionados, como consumo discricionário, saúde e financeiras.
As informações foram divulgadas pelo Morgan Stanley em nota analisada pelo mercado, conforme informação divulgada pela Bloomberg.
Projeções e números
Os estrategistas esperam que o S&P 500 suba para 7.800 daqui a um ano, o que o torna uma das previsões mais altas entre outras empresas de Wall Street monitoradas pela Bloomberg, e essa meta reflete um tom claramente otimista para 2026.
A previsão implica uma alta de cerca de 18% em relação aos níveis atuais e uma recuperação acentuada em relação à retração atual, segundo o documento do banco.
O índice S&P 500 perdeu cerca de 4% em relação às máximas de outubro, em meio a preocupações com as altas avaliações de tecnologia, um recuo que alimentou o debate sobre avaliações e ritmo de ganhos.
Visão do estrategista
O estrategista Michael Wilson, do Morgan Stanley, reforçou que a atual movimentação é mais um sinal de ajuste do que o começo de uma tendência de baixa mais profunda.
Na nota, ele escreve, “A fraqueza sob o capô é um sinal de que estamos mais perto do fim dessa correção do que do início”, e acrescenta que “não se pode descartar maior volatilidade no curto prazo”.
Os analistas do banco também destacam que consideram “qualquer fraqueza adicional no curto prazo como uma oportunidade para aumentar a exposição longa no próximo ano”, indicando preferência por comprar quedas seletivamente.
Wilson afirmou ainda que o Federal Reserve acabará por realizar cortes nas taxas de juros que sustentarão o mercado de ações, e vê a inteligência artificial impulsionando ganhos de eficiência, fatores que embasam a visão mais positiva para 2026.
Setores e recomendações
O Morgan Stanley mostrou otimismo em ações de consumo discricionário, saúde, financeiras, industriais e de pequena capitalização, setores que, segundo a equipe, podem se beneficiar tanto da retomada quanto de ganhos de eficiência ligados à tecnologia.
A estratégia sugere aproveitar volatilidade para ajustar posições e buscar exposição onde o banco vê valor, mantendo disciplina diante de eventuais picos de nervosismo no curto prazo.
Contexto e histórico
Wilson é citado como um dos poucos analistas que mantiveram uma postura otimista em abril, mesmo quando as ações caíram após medidas comerciais dos EUA.
Ele está entre os raros analistas que mantiveram sua visão otimista em abril, mesmo quando as ações afundaram após as tarifas abrangentes dos EUA. A convicção se mostrou correta, com o S&P 500 se recuperando e atingindo um recorde nos meses seguintes, lembra a nota, apontando para a importância de avaliar movimentos de mercado com perspectiva.
Em resumo, a tese do banco é que a correção nas bolsas americanas pode estar perto do fim, e que investidores que souberem usar quedas para entrar em setores selecionados podem se posicionar para um eventual avanço no próximo ano.
