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Minério de ferro sobe com demanda por infraestrutura e consumo de aço, preços se mantêm apesar de dados fracos da China, Simandou e Guiné impulsionam oferta

Minério de ferro registra alta com contratos em Dalian e Cingapura, demanda por infraestrutura e consumo de aço compensam o enfraquecimento da indústria chinesa

Os contratos futuros de minério de ferro subiram nesta terça-feira, em um movimento sustentado pela demanda por obras de infraestrutura e pelo consumo estável de aço.

O avanço nos preços ocorre mesmo com sinais de fraqueza na atividade industrial chinesa, indicando que fatores locais de oferta e demanda continuam determinando o mercado no curto prazo.

Os dados e comentários citados a seguir foram reportados pela Reuters, com apuração de mercado e estatísticas das bolsas e consultorias, conforme informação divulgada pela Reuters.

Contratos e cotações em destaque

O contrato de janeiro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, fechou a sessão do dia com alta de 0,5%, a 800,5 iuanes (US$113,20) a tonelada.

Na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro referencial de janeiro ganhou 0,17%, para US$103,75 a tonelada, indicando que a alta foi acompanhada por mercados internacionais.

Em paralelo, a corretora chinesa Galaxy Futures destacou que, cito, “A recente demanda por infraestrutura aumentou, e a procura por aço tem se mantido dentro dos padrões sazonais, permitindo que os preços continuem a tendência de alta no curto prazo”, atribuindo parte do suporte atual aos projetos de obras.

Oferta futura e papel da Guiné e do Simandou

A empresa de inteligência de mercado CreditSights informou que, cito, “A produção global de minério de ferro deve acelerar entre 2025 e 2029, sendo que a produção na Guiné deverá ser um dos principais motores do crescimento quando o projeto Simandou entrar em operação”.

A CreditSights acrescentou que, cito, “Ainda assim, espera-se que os atrasos no desenvolvimento decorrentes de instabilidades políticas e sociais, bem como o nacionalismo de recursos, afetem o setor”, lembrando os riscos que podem frear a expansão da oferta.

Esses fatores colocam a Guiné e o projeto Simandou como variáveis-chave para a oferta global nas próximas temporadas, com impacto direto nas expectativas de preço.

Dados de embarques e sinais da China

Os embarques de minério da Austrália, maior produtor mundial, totalizaram 18,205 milhões de toneladas, uma queda de 191.000 toneladas em relação ao mês anterior, segundo a consultoria Mysteel.

Ao mesmo tempo, dados econômicos fracos da China pressionaram o sentimento, com uma pesquisa oficial do PMI mostrando que “a atividade industrial da China encolheu pelo oitavo mês em novembro”.

Formuladores de políticas chineses seguem com dificuldades para reaquecer a atividade diante de uma desaceleração global, da crise no setor imobiliário e de governos locais com altos níveis de dívida, fatores que mantêm incerteza sobre a demanda industrial de maior intensidade.

Riscos e cenário de curto prazo

No curto prazo, a combinação de demanda por infraestrutura e consumo sazonais de aço tem sustentado os preços do minério de ferro, mas o mercado permanece sensível a indicadores chineses e a notícias sobre projetos de oferta, como o Simandou.

Investidores e participantes da cadeia deverão acompanhar dados de embarque, comunicados de corretoras e relatórios de inteligência, além de sinais de política econômica na China, que podem inverter o atual equilíbrio entre oferta e demanda.

Em suma, o movimento de alta atual reflete um mercado que responde simultaneamente a estímulos de infraestrutura, expectativas de aumento de oferta e a persistentes fragilidades na economia chinesa.

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