Mercado exibiu leve queda depois de registrar novo topo intradia, volume financeiro caiu pela metade em relação à média de novembro, e atenção recai sobre a Petrobras
O pregão brasileiro terminou com movimentação contida, após o índice alcançar um novo pico intradia e depois encerrar em leve baixa.
O cenário foi marcado por liquidez reduzida, em razão do feriado nos Estados Unidos, e por sinais de que a política monetária global pode continuar pressionando fluxos.
Investidores também mantiveram expectativa pela divulgação do plano de negócios da Petrobras, em um dia de menor negociação na B3, conforme informação divulgada pela Reuters.
Desempenho do dia
O Ibovespa fechou em queda de 0,12%, a 158.359,76 pontos, depois de alcançar máxima intradia em 158.863,96 pontos e mínima em 158.167,08 pontos.
O movimento mostra que, apesar do novo recorde intradia, a pressão de realização e a menor liquidez limitaram ganhos no fechamento.
Volume e liquidez
O volume financeiro ficou em R$12,46 bilhões, pouco acima da metade da média diária de novembro, que é de R$28,7 bilhões.
Com o mercado norte-americano fechado pelo Dia de Ação de Graças, operadores indicaram negociações mais tímidas e menor profundidade nos preços.
Expectativas e influências
Na visão do diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, “não tem como (o Ibovespa) não subir”, em função da expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve e de um possível ciclo de alívio pelo Banco Central do Brasil no próximo ano.
Além disso, Campos destacou que a consolidação da percepção sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como candidato de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026, tem influenciado parte do apetite por risco, diante de preocupações fiscais sobre a gestão atual.
O que observar nos próximos dias
Os investidores seguirão atentos ao conteúdo do plano de negócios da Petrobras, que pode movimentar setores ligados à energia e impacto no índice.
Também pesam no horizonte os próximos sinais sobre política monetária nos EUA e no Brasil, e o retorno da liquidez com a normalização do pregão internacional.
