Ibovespa Futuro registra alta antes de audiência de Galípolo no Senado, mercados precificam 81% de chance de corte de 0,25 ponto pelo Fed, segundo FedWatch da CME
Ibovespa Futuro abriu em alta em meio ao movimento global por novas apostas em corte de juros e à expectativa pela fala do presidente do Banco Central em audiência no Senado.
Investidores também reagem a dados atrasados dos EUA, ao desempenho de futuros em Wall Street e às notícias sobre câmbio e commodities, que influenciam a B3.
Informações de mercado e declarações de autoridades repercutem no pregão, conforme informação divulgada pela Reuters.
Audiência de Galípolo e sinal do BC
Galípolo participa a partir das 10h de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos, CAE, do Senado, em Brasília, em evento acompanhado de perto pelos investidores.
Na véspera, ele afirmou que a diretoria do BC ainda está insatisfeita com o nível da inflação, acrescentando que é por isso que os juros seguem em patamar restritivo.
Apostas em corte do Fed e dados dos EUA
O cenário externo ajuda a sustentar a alta do Ibovespa Futuro, com crescente expectativa de corte pelo Federal Reserve.
Os mercados estão precificando uma chance de 81% de redução de 0,25 ponto no próximo mês, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME, acima dos 42,4% uma semana atrás.
O diretor do Fed, Christopher Waller, afirmou que os dados disponíveis indicam que o mercado de trabalho norte-americano continua fraco o suficiente para justificar mais um corte de 0,25 ponto percentual, e comentários do presidente do Fed de Nova York, John Williams, também apontaram que um corte em dezembro é uma possibilidade.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,17%, o S&P Futuro tinha desvalorização de 0,22% e o Nasdaq Futuro recuava 0,40%.
Câmbio, commodities e impacto na B3
O câmbio e as commodities deram sinais mistos, afetando a formação do preço do Ibovespa Futuro e das ações brasileiras.
O dólar á vista caía 0,11% ante o real, cotado a R$ 5,389 na venda. Na B3, o contrato de dólar com primeiro vencimento recuava 0,21%, a R$ 5,382.
Os preços do petróleo operam em baixa, em meio a preocupações de que a oferta excederá a demanda no próximo ano, e as cotações do minério de ferro na China fecharam em alta com expectativas sobre cortes nas taxas portuárias.
No plano doméstico, o Governo sancionou a MP 1.304, de reforma do setor elétrico, com mais de 10 vetos. Entre os trechos derrubados estão a mudança de regras no cálculo do preço de referência do petróleo, com o objetivo de aumentar a arrecadação da União neste setor.
As bolsas na Ásia-Pacífico fecharam em alta, com recuperação das ações de tecnologia em Wall Street e otimismo sobre a corrida da IA, impulsionado pela atualização do modelo da Alphabet, o Gemini 3, além da retomada de conversas entre Donald Trump e Xi Jinping.
O caminho do Ibovespa Futuro nas próximas sessões deve continuar dependente da avaliação sobre inflação doméstica, sinais do BC, e da postura do Fed diante dos dados econômicos dos EUA.
