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Dólar hoje cai com expectativa de corte de juros pelo Fed, pressão menor sobre a cotação, fluxo de capitais para o Brasil, efeitos do bloqueio fiscal de R$ 3,3 bilhões e do caso Banco Master

Expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve reduz a pressão sobre o dólar hoje, enquanto investidores monitoram diferencial de juros, liquidação do Banco Master e bloqueio fiscal

O dólar à vista opera em baixa perante o real nesta segunda-feira, enquanto investidores precificam expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve na reunião de dezembro.

Além da sinalização externa, o mercado local avalia efeitos da liquidação do Banco Master e o anúncio de bloqueio de despesas pelo governo para cumprir a meta fiscal.

Às 11h49, o dólar à vista opera em baixa de 0,11%, aos R$ 5,396 na venda, e o contrato de dólar futuro para dezembro, atualmente o mais negociado no Brasil, recuava 0,30% na B3, aos R$ 5,400, conforme informação divulgada pelo g1.

Cotação e movimento do mercado

O recuo do dólar hoje reflete sobretudo a expectativa de cortes de juros do Fed, que reduz a atratividade do dólar no curto prazo. No mercado brasileiro, o diferencial de juros ainda atrai fluxo de capitais, contribuindo para manter a moeda em patamares mais baixos.

Investidores acompanham com atenção também desdobramentos locais, como a liquidação do Banco Master e o impacto potencial sobre instituições e confiança no sistema financeiro.

Dados macro e projeções

A projeção de inflação para 2025 voltou a cair nesta semana, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Banco Central. A estimativa para o IPCA recuou de 4,46% para 4,45%, enquanto o mercado manteve estáveis as projeções para o câmbio, em R$ 5,40, e para o PIB, em 2,16%. A Selic para o próximo ano permaneceu em 15%, completando 22 semanas de estabilidade.

No curto prazo, o comportamento da Selic, hoje em 15% ao ano, e o discurso do Banco Central serão acompanhados por investidores em busca de pistas sobre cortes futuros.

Fatores fiscais e políticos em cena

Do lado fiscal, o governo deve bloquear mais R$ 3,3 bilhões em despesas para cumprir a meta, reforçando a percepção de pressão orçamentária e potencial impacto sobre o risco-país.

Além disso, o caso político envolvendo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aparece no radar dos investidores por potencial efeito sobre a volatilidade política e econômico-financeira.

O que observar pela frente

Nos próximos dias, será importante monitorar sinais do Fed sobre o calendário de cortes, falas de autoridades locais sobre política monetária e próximos passos na liquidação do Banco Master.

Para quem acompanha a cotação, a combinação entre cenário externo mais dovish e diferenciais elevados de juros no Brasil deve seguir determinando movimentos no dólar hoje, com volatilidade atrelada a notícias fiscais e políticas.

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